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sábado, 21 de maio de 2016

#Brasil

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Mega-Sena acumula e paga R$ 40 milhões no próximo sorteio

Posted: 21 May 2016 05:57 PM PDT

Sorteio premiou 182 apostas com a quina e 9.333 com a quadra Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

Sem ninguém acertar todas as seis dezenas sorteadas pela Mega-Sena neste sábado (21), o prêmio da loteria acumulou de novo e promete pagar R$ 40 milhões na próxima quarta-feira (25).

As dezenas sorteadas pelo concurso 1.820 da loteria, realizado no Espaço Caixa Loterias em em São Paulo, foram: 03 — 19 — 23 — 27 — 40 — 45.

Apesar de ninguém ter levado o prêmio principal da loteria, 182 bilhetes foram preenchidos com cinco dos números sorteados e levaram R$ 17.522,94 cada. Outras 9.333 apostas cravaram a quadra e têm o direito de receber R$ R$ 488,15 cada.

Para concorrer ao prêmio de R$ 40 milhões do próximo sábado, basta ir a uma casa lotérica e marcar de 6 a 15 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos (Teimosinha).

Cada jogo de seis números custa R$ 3,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do País.

Outra opção é o Bolão Caixa, que permite ao apostador fazer apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Você também pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas.

Neste caso, poderá ser cobrada uma Tarifa de Serviço adicional de até 35% do valor da cota. Na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 10. Porém, cada cota não pode ser inferior a R$ 4. É possível realizar um bolão de no mínimo 2 e no máximo 100 cotas.

Ministro do Planejamento descarta aumento de impostos “no curto prazo”

Posted: 21 May 2016 03:55 PM PDT

Jucá disse que o País atravessa quadro fiscal de extrema dificuldade EBC

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou neste sábado (21) que "no curto prazo", o governo não pretende aumentar impostos. Jucá, no entanto, ressaltou que quem define a questão é o presidente da República em exercício, Michel Temer.

Para Jucá, as medidas para ajustar a economia precisam ser adotadas com rapidez, porque o PIB (Produto Interno Bruto) — todas as riquezas produzidas no País — deve cair de forma sensível neste ano e o desemprego está em pleno avanço. Ele garante ainda que ações do governo para ajustar as contas públicas serão adotadas e não terão retorno.

— Medida de austeridade, para mudar a realidade econômica, recuperar a segurança jurídica junto a investidores esse é um mantra permanente que vamos buscar. Não tem recuo.

Quadro fiscal

Jucá ainda destacou que a apresentação do rombo de R$ 170,5 bilhões nas contas públicas para este ano foi a constatação de um quadro fiscal de extrema dificuldade.

— Agora, vamos começar a operar medidas que melhorem essa dificuldade até fazermos a travessia para outro tipo de situação que é o ideal: equilíbrio fiscal, geração de empregos, crescimento econômico, enfim credibilidade, estabilidade e segurança jurídica.

O ministro apontou que há grande diálogo entre os ministros sobre as medidas que devem ser anunciadas na próxima semana, com destaque para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da República em exercício, Michel Temer.

— Temos bastante discussão, a palavra final é do presidente da República.

O ministro do Planejamento apontou que as medidas que estão no foco do governo atuam em diversas linhas diferentes.

— Desde a contenção de gastos, limitação de despesas, mudança do quadro de endividamento. [...] São muitos assuntos, cada um terá seu calendário próprio. Mas estamos formulando saídas para que o Brasil possa sair rapidamente desta crise.

Segundo o ministro, "tudo o prioritário", para melhorar o quadro geral da economia e retomar a geração de empregos no País.

Meirelles afirma que governo não estuda aumento de impostos no momento

Posted: 21 May 2016 03:45 PM PDT

Meirelles não descartou uma alta de tributos no futuro André Dusek/23.04.2016/Estadão Conteúdo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou neste sábado (21) que o governo não contempla aumento de impostos entre as medidas que serão anunciadas na terça-feira (24).

— Não estamos descartando, dizendo que nunca será aumentado imposto. O que estamos dizendo que no momento não estamos contemplando aumento de impostos.

Meirelles disse que as medidas que o governo anunciará são as consideradas pelo Poder Executivo como as mais relevantes, no momento.

— Não há duvida de que medidas anunciadas na terça feira não vão esgotar tudo aquilo que está em estudo e que poderá ser anunciado posteriormente. [...] Vamos anunciar as medidas que hoje consideramos mais importantes e que serão implementadas imediatamente, no sentido de, ou serem medidas administrativas e que podem ser simplesmente executadas, ou medidas a serem propostas ao Congresso Nacional no devido tempo.

De acordo com Meirelles, a dimensão do déficit primário de R$ 170,5 bilhões, acima do imaginado por autoridades do governo, "acentuou a preocupação", com a perspectiva do endividamento da União para os próximos anos.

— Já tínhamos uma ideia muito correta e precisa de que a trajetória de crescimento da divida pública é insustentável nos parâmetros atuais. [...] Temos sim que adotar medidas que sejam fortes e decisivas.

Segundo o ministro, "a conclusão do déficit maior do que pensávamos acentua a necessidade de medidas mais sérias para que se possa reverter isso".

Meirelles afirma que medidas fiscais serão anunciadas na terça-feira

Posted: 21 May 2016 03:37 PM PDT

Meirelles disse que as equipes técnicas estarão trabalhando para definir as medidas fiscais que serão tratadas com Temer ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou neste sábado (21) que as medidas fiscais que o governo anunciaria na segunda-feira serão divulgadas apenas na terça-feira (22), no fim da manhã.

Uma fonte do Palácio do Planalto informou que o anúncio será às 11 horas e que o presidente interino, Michel Temer, vai ao Congresso às 16h, na segunda-feira (21), com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para apresentar algumas das ações deverá adotar.

De acordo com Meirelles, as equipes técnicas que tratam das medidas fiscais estarão trabalhando neste fim de semana e também na segunda-feira para definir as medidas que serão tratadas com Temer antes do anúncio oficial.

— Estamos tomando muito cuidado para fazer muito cuidado para fazer o anúncio de números, como é o caso da meta fiscal, ou de medidas que tenham sido analisadas com cuidado e profundidade em todos os aspectos e que, portanto, quando anunciadas sejam eficazes em primeiro lugar e, em segundo lugar, sejam de fato implementadas.

O ministro destacou que o foco do governo é divulgar ações que não serão alteradas, que progridam e que sejam aprovadas.

— Em resumo, tudo bem negociado, bem estruturado, de maneira que possamos ter medidas que possam fazer efeito em prazo relativamente rápido e que revertam a trajetória de dívida que estamos vendo hoje e estamos todos preocupados. [...] O País inteiro está preocupado com a situação fiscal e da economia, e nós temos que reverter isso o mais rápido possível.

Meirelles fez os comentários após participar de reunião com Temer e o ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o secretário-executivo do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), Moreira Franco.

Ministro da Justiça diz que CGU será mais forte como ministério

Posted: 21 May 2016 02:21 PM PDT

Alexandre de Moraes exaltou o trabalho da PF na Lava Jato Eduardo Enomoto/R7

Em sua primeira agenda pelo Ministério da Justiça, durante formatura de novos policiais rodoviários federais em Florianópolis, na sexta-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes exaltou o trabalho da PF (Polícia Federal) na Operação Lava Jato e rebateu os argumentos de que a extinção da CGU (Controladoria-Geral da União) prejudicaria o combate à corrupção.

— A CGU não foi extinta, foi ampliada. A CGU se tornou no Ministério de Transparência e Combate à Corrupção para trabalhar em conjunto com a Advocacia-Geral da União e com a própria Polícia Federal.

Criado em 2001, o órgão tinha por missão apurar lesões ou ameaça de lesões ao patrimônio público, com a competência de fazer recomendações e formulação e notícias de crime ao Ministério Público. Segundo o ministro, o novo ministério continuará exercendo as mesmas competências da CGU.

Moraes confirmou ainda a manutenção de Leandro Daiello como diretor-geral da Polícia Federal e afirmou que o ministério dará todo o apoio à Polícia Federal e à Operação Lava Jato:

— A Lava Jato continua como vem ocorrendo. É uma operação estrategicamente realizada em várias etapas. Total apoio à Polícia Federal, total apoio ao Ministério Público Federal. Da parte do ministro da Justiça, o que houver de necessidade de recursos financeiros, recursos materiais e recurso humano, essa operação, que é a maior e mais efetiva operação de combate à corrupção da história do Brasil, vai continuar de forma célere para que possamos chegar a todos os culpados.

Questionado sobre o posicionamento do Ministério da Justiça diante das manifestações organizadas por movimentos sociais, como a ocupação de prédios públicos ligados ao extinto MinC (Ministério da Cultura), Moraes defendeu o direito à manifestação, mas cobrou aviso prévio de atos:

— Todos têm, independente do movimento social, total direito e liberdade de manifestação, isso é consagrado pela Constituição, desde que seja pacifica, que não haja armas e que haja manifestação prévia, três requisitos constitucionais. No caso de prédios públicos, aquele que detém a posse, porque a propriedade é da União, aquele é que tem que decidir se pede reintegração de posse ou a autotutela administrativa que existe.

Pela manhã, o ministro participou da formatura de 779 novos policiais rodoviários federais, na sede da Academia Nacional da PRF, em Florianópolis. José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Advocacia-Geral da União e ex-ministro da Justiça, também participou da solenidade como paraninfo dos recém-formados.

Cardozo discursou sobre abuso de poder para novos policiais: "Até a virtude precisa de limites".

Em seu discurso aos formandos da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Cardozo adotou tom de despedida, lembrou de sua atuação à frente do Ministério da Justiça e citou o pensador francês Barão de Montesquieu, aconselhando os novos policiais sobre eventuais abusos de poder:

— Todo homem que tem o poder tende a dele abusar. E é por isso necessário que o poder limite o poder. Até a virtude precisa de limites. Toda a pessoa que tem uma parte maior ou menor do poder do Estado tem uma profunda tentação de incorrer no abuso dessa competência. Isso acontece com todos, presidentes, ministros, governadores, policiai

Cardozo ressaltou ainda que "aqueles que combatem o crime não podem cair na tentação de cometê-lo. A polícia tem que dar exemplo".

O ministro, que segue fazendo a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff no processo que tramita no Senado, se disse confiante, voltando a afirmar que o afastamento e o impeachment não teriam base legal.

— A presidente mantém uma profunda serenidade em relação a esse momento, mas uma convicção clara de que nós estamos vivendo um momento muito difícil no País e que é necessário, cada vez mais, nós lutarmos para que a democracia seja mantida e o Estado de direito seja respeitado.

Temer se reúne com ministros para discutir medidas econômicas

Posted: 21 May 2016 02:04 PM PDT

Jucá e Meirelles anunciaram déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente interino, Michel Temer, vai anunciar, na próxima segunda-feira (23), corte de gastos e medidas para melhorar o controle do Estado. Para acertas os detalhes finais das medidas, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, têm encontros com Temer em São Paulo neste fim de semana.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que "as medidas de austeridade [fiscal] estão aí para ficar." Antes de participar de reunião com o presidente Temer e o ministro Romero Jucá, do Planejamento, Meirelles destacou que tais ações por parte do governo "serão fundamentais para o equilíbrio das contas públicas, e mais importante, para que isso sinalize uma volta da confiança, do crescimento".

Na avaliação do ministro da Fazenda, o retorno da confiança ao País será essencial para o aumento dos investimentos, do consumo das vendas.

— É um ciclo virtuoso que pode levar ao crescimento, que é exatamente a inversão do processo atual que foi gerado por uma queda da confiança da economia.

Para Meirelles, as medidas visam que o "o aumento das despesas no futuro seja menor e que possamos ter um Estado brasileiro totalmente financiável no futuro, com finanças equilibradas e uma trajetória de dívida pública sustentável".

Meirelles destacou que entre as medidas que serão anunciadas na próxima segunda-feira (23) pelo governo não estará a proposta da reforma da Previdência Social, que está em estudos, contará com a análise de uma comissão formada por centrais sindicais, o Poder Executivo e especialistas e será divulgada no devido tempo.

O ministro da Fazenda mostrou-se otimista com a receptividade do Congresso Nacional sobre as medidas de austeridade fiscal que serão apresentadas pelo governo.

— Espero do Congresso que entenda as necessidades do povo brasileiro e das finanças publicas. Acredito que será uma negociação muito produtiva, todos os contatos que tenho tido até o momento são muito positivos.

Meirelles destacou que eventualmente está conversando com lideranças no parlamento e que "a receptividade é boa".

Jucá

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, destacou que a apresentação do déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano foi a constatação de um quadro fiscal de extrema dificuldade.

— Agora, vamos começar a operar medidas que melhorem essa dificuldade até fazermos a travessia para outro tipo de situação que é o ideal: equilíbrio fiscal, geração de empregos, crescimento econômico, enfim, credibilidade, estabilidade e segurança jurídica.

Jucá apontou que há grande diálogo entre os ministros sobre as medidas que devem ser anunciadas na próxima segunda-feira, com destaque para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da Republica em exercício, Michel Temer.

— Temos bastante discussão, a palavra final é do presidente da República.

O ministro do Planejamento apontou que as medidas que estão no foco do governo atuam em diversas linhas diferentes.

— Desde a contenção de gastos, limitação de despesas, mudança do quadro de endividamento. [...] São muitos assuntos, cada um terá seu calendário próprio. Mas estamos formulando saídas para que o Brasil possa sair rapidamente desta crise.

O ministro fez os comentários antes de participar de reunião com o presidente Michel Temer e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em São Paulo.

Investigadores egípcios dizem que é cedo para qualquer conclusão sobre acidente da EgyptAir

Posted: 21 May 2016 12:57 PM PDT

CAIRO (Reuters) - Investigadores egípcios que apuram o acidente de um avião da EgyptAir no Mediterrâneo disseram neste sábado que eles ainda estavam analisando dados, incluindo sinais enviados pela aeronave, mas que ainda é muito cedo para se chegar a qualquer conclusão.

Em um comunicado, eles disseram que estão avaliando material do controle aéreo, documentos da aeronave e da tripulação, e sistemas de gerenciamento de dados do avião AIRMAN e ACARS, que fazem o download de dados de manutenção e registro de falhas a um operador aéreo.

"É demasiado cedo para fazer julgamentos ou tomar decisões com base em uma única fonte de informação como as mensagens do ACARS, que são sinais ou indicadores que podem ter diferentes causas e por isso requerem análise mais aprofundada", diz o comunicado.

(Reportagem de Dominic Evans)

Investigadores egípcios dizem que é cedo para qualquer conclusão sobre acidente da EgyptAir

Posted: 21 May 2016 12:56 PM PDT

CAIRO (Reuters) - Investigadores egípcios que apuram o acidente de um avião da EgyptAir no Mediterrâneo disseram neste sábado que eles ainda estavam analisando dados, incluindo sinais enviados pela aeronave, mas que ainda é muito cedo para se chegar a qualquer conclusão.

Em um comunicado, eles disseram que estão avaliando material do controle aéreo, documentos da aeronave e da tripulação, e sistemas de gerenciamento de dados do avião AIRMAN e ACARS, que fazem o download de dados de manutenção e registro de falhas a um operador aéreo.

"É demasiado cedo para fazer julgamentos ou tomar decisões com base em uma única fonte de informação como as mensagens do ACARS, que são sinais ou indicadores que podem ter diferentes causas e por isso requerem análise mais aprofundada", diz o comunicado.

(Reportagem de Dominic Evans)

(( Tradução redação Brasília; 5561 34267022))

REUTERS MCM

PMDB articula nome para líder do governo no Senado

Posted: 21 May 2016 12:15 PM PDT

Renan e aliados trabalham para convencer a senadora Simone Tebet a se tornar o nome da bancada para a liderança do governo na Casa Waldemir Barreto /Agência Senado

Para impedir o avanço das bancadas do PP e do PSDB, após esses partidos terem sido bem contemplados na reforma ministerial, o grupo do PMDB comandado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), articula emplacar um peemedebista como líder do governo na Casa.

Embora o discurso público seja o de que a indicação para o posto cabe ao presidente interino Michel Temer, Renan e seus aliados têm dado sinais de que gostariam de ver um integrante da legenda no cargo. A medida seria vista como sinal de prestígio para a maior bancada da Casa, composta por 19 senadores.

Renan e aliados trabalham para convencer a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) a se tornar o nome da bancada para o cargo que será levado para a chancela do presidente em exercício. O líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), deverá conversar com Temer, a quem é ligado.

O maior receio do grupo de Renan é de que outros partidos da nova base aliada garantam maior acesso a Temer nas negociações, caso não emplaque o líder do governo na Casa. Aliados do presidente do Senado consideram que PP e PSDB já foram bem contemplados no Ministério.

Os peemedebistas atuam para respaldar a indicação de Simone Tebet, novata no Senado aos 46 anos, mas com uma carreira política em ascensão: filha do ex-presidente do Congresso Ramez Tebet, já foi deputada estadual por Mato Grosso do Sul, prefeita de Três Lagoas e vice-governadora do Estado. Na quinta-feira, ele defendeu a escolha de uma mulher para a liderança do governo na Casa.

— Se for uma mulher, será bom, como uma resposta do Senado a essa circunstância que vivemos no Brasil.

Simone disse não ter tido nenhum convite ou sondagem para ocupar a liderança do governo no Senado. Ela afirmou que a escolha para o posto não precisa ficar com o PMDB e está disposta a ajudar Temer em qualquer circunstância. "Eu jogo em qualquer posição." As informações.

Bachelet volta atrás com agenda de reformas devido à economia

Posted: 21 May 2016 12:06 PM PDT

SANTIAGO (Reuters) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet , disse neste sábado que algumas das reformas propostas por ela teriam de aguardar por conta da desaceleração da economia e de um apoio político morno, mas se comprometeu a pressionar por mudanças nos sistemas de pensões e de educação.

Bachelet, que precisa trabalhar rápido para assentar seu legado no último ano inteiro no poder antes das eleições de 2017, afirmou que prepara medidas para tornar a educação universitária gradualmente gratuita e que trabalharia para apressar a criação de um fundo de pensões do Estado.

"Nós vamos continuar com propostas pendentes -- menos numerosas, o que torna possível completar as mudanças que foram prometidas", disse a presidente, em discurso anual perante o Congresso na cidade de Valparaiso.

"Há também iniciativas que nós precisamos reprogramar porque nós temos que considerar restrições de recursos ou a necessidade de formar amplos acordos", disse Bachelet, sem especificar que iniciativas seriam adiadas.

(Reportagem de Fabian Andres Cambero)

Bachelet volta atrás com agenda de reformas devido à economia

Posted: 21 May 2016 12:05 PM PDT

SANTIAGO (Reuters) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet , disse neste sábado que algumas das reformas propostas por ela teriam de aguardar por conta da desaceleração da economia e de um apoio político morno, mas se comprometeu a pressionar por mudanças nos sistemas de pensões e de educação.

Bachelet, que precisa trabalhar rápido para assentar seu legado no último ano inteiro no poder antes das eleições de 2017, afirmou que prepara medidas para tornar a educação universitária gradualmente gratuita e que trabalharia para apressar a criação de um fundo de pensões do Estado.

"Nós vamos continuar com propostas pendentes -- menos numerosas, o que torna possível completar as mudanças que foram prometidas", disse a presidente, em discurso anual perante o Congresso na cidade de Valparaiso.

"Há também iniciativas que nós precisamos reprogramar porque nós temos que considerar restrições de recursos ou a necessidade de formar amplos acordos", disse Bachelet, sem especificar que iniciativas seriam adiadas.

(Reportagem de Fabian Andres Cambero)

Temer decide recriar Ministério da Cultura

Posted: 21 May 2016 10:36 AM PDT

Pasta será comandada por Marcelo Calero, anunciado como secretário nacional do setor CHARLES SHOLL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Depois de críticas, o presidente interino, Michel Temer, decidiu voltar atrás e manter o MinC (Ministério da Cultura). O ministro da pasta será Marcelo Calero que, na última quarta-feira (18), foi anunciado como secretário nacional da Cultura.

A decisão foi anúnciada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, em uma postagem no microblog Twitter. Desta forma, a Cultura deixa de ser uma secretaria subordinada ao Ministério da Educação.

— Conversei com o presidente Temer sobre a decisão de recriar o Ministério da Cultura. O compromisso do presidente com a Cultura é pleno. A decisão de recriar o Minc é um gesto do presidente Temer no sentido de serenar os ânimos e focar no objetivo maior: a cultura brasileira.

A fusão das pastas de Educação e Cultura foi tomada com base no princípio adotado por Temer de reduzir o número de ministérios quando assumiu interinamente o governo. A medida sofreu diversas críticas da opinião pública e artistas.

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Diante dos protestos de parte dos artistas e de servidores do Ministério da Cultura, Temer já havia anunciado que, mesmo como secretaria, a estrutura da pasta seria mantida e a pasta teria "status especial".

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também sugeriu que o Ministério fosse recriado e se comprometeu ele mesmo com a tarefa, por meio de uma emenda no Congresso Nacional.

Marcelo Calero

Antes de assumir a Cultura, Marcelo Calero foi secretário do prefeito Eduardo Paes (RJ), do PMDB, mesmo partido de Temer. Advogado e diplomata, Calero tem 33 anos e foi presidente do Comitê Rio450, que concentrou as comemorações dos 450 anos da cidade do Rio, em 2015. Antes de assumir a pasta, ele chegou a participar de um encontro da área em que se pedia a permanência do MinC como ministério independente.

Calero assumiu em janeiro de 2015 a secretaria carioca, na vaga deixada pelo jornalista Sérgio Sá Leitão. Curiosamente, o nome de Sá Leitão também foi aventado para a Secretaria Nacional de Cultura. Em sua gestão, Calero intensificou o processo de descentralização e democratização do acesso à cultura no Rio.

Em sua passagem pela secretaria do Rio, Calero sempre foi prestigiado pelo prefeito, que o elogia nas cerimônias públicas. Ele vinha se envolvendo na preparação da cidade para os Jogos Olímpicos.

Reprodução/Twitter

Temer deve receber ministros da área econômica nesta tarde

Posted: 21 May 2016 10:02 AM PDT

Medidas devem ser apresentadas na segunda-feira, em Brasília ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

A reunião prevista entre os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, com Michel Temer deve acontecer ainda esta tarde, na casa do presidente em exercício, em São Paulo, segundo as assessorias. O objetivo é concluir medidas para controle de gastos, que devem ser apresentadas na segunda-feira em Brasília.

Mostrar ações concretas que apontem para o ajuste das contas públicas torna-se ainda mais urgente depois que o governo anunciou nesta sexta-feira (20) a nova meta fiscal, que prevê um déficit de R$ 170,5 bilhões. A intenção do presidente em exercício Michel Temer é ir ao Congresso Nacional pedir a aprovação da meta na segunda-feira (23).

O aval do Congresso é necessário para evitar a paralisação da máquina pública. Isso porque caso o Parlamento não aprove a meta fiscal, será necessário o governo contingenciar R$ 138 bilhões.

Bachelet diz que vai avançar com reformas, mas ajustadas por desaceleração econômica

Posted: 21 May 2016 08:28 AM PDT

SANTIAGO (Reuters) - A presidente chilena, Michelle Bachelet, prometeu no sábado seguir avançando com as reformas prometidas, embora tenha admitido que algumas sofrerão ajustes devido à desaceleração econômica e também para buscar maior nível de consenso.

Além de uma reforma na educação cara para garantir a

gratuidade, o governo está embarcado em programas de incentivo ao emprego e em uma polêmica reforma trabalhista, suspensa parcialmente por um tribunal constitucional.

"Continuaremos com as propostas pendentes, menos

numerosas, que tornam possível completar as mudanças prometidas. Há também iniciativas que devemos reprogramar porque temos que considerar a restrição de recursos ou a necessidade de formar acordos amplos", disse Bachelet em discurso no Congresso.

O governo da presidente socialista atualmente possui uma margem de manobra menor devido à desaceleração da economia e também à queda nos preços do cobre, principal exportação do país.

(Reportagem de Fabián Andrés Cambero)

Temer deve anunciar novos cortes de gastos na segunda-feira

Posted: 21 May 2016 08:21 AM PDT

Segundo o relatório, divulgado ontem pelo governo, há uma queda de R$ 107,8 bilhões nas receitas estimadas para 2016 Dida Sampaio/27.04.2016/Estadão Conteúdo

O presidente em exercício, Michel Temer, irá, na próxima segunda-feira (23) anunciar corte de gastos e medidas para melhorar o controle do Estado. No mesmo dia, Temer irá ao Congresso Nacional pedir a aprovação da meta fiscal de um déficit de R$ 170,5 bilhões, segundo apurou o Grupo Estado.

A ida ao Congresso do presidente em exercício tem como objetivo a não paralisação da máquina pública com o chamado "shutdown". Caso o Parlamento não aprove, até o dia 30, a mudança da meta fiscal, o governo precisará contingenciar R$ 138 bilhões para se adequar às previsões de receitas e despesas anunciadas pelo governo. Na avaliação do secretário-executivo do Planejamento, "esse contingenciamento adicional seria inexequível, já que a base contingenciável hoje é de apenas R$ 29 bilhões".

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Segundo o relatório, divulgado ontem pelo Ministério do Planejamento e da Fazenda, há uma queda de R$ 107,8 bilhões nas receitas estimadas para 2016. Ontem, o ministro do Planejamento afirmou que o rombo maior do que o previsto é para que o governo tenha "efetivamente a condição de voltar a implementar políticas públicas para atender à sociedade". A meta vigente é de um superávit de R$ 24 bilhões para o governo central.

Vários ministros empossados por Temer se depararam com cofres vazios em suas Pastas após o afastamento da presidente Dilma Rousseff. O ministro da Fazenda afirmou ainda que a alteração da meta fiscal possibilitará o pagamento de despesas atrasadas, organismo internacionais, fornecedores, despesas com saúde, investimentos da defesa e outros itens.

Temer se reúne com Meirelles e Jucá em São Paulo

A reunião prevista entre os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, com Michel Temer deve acontecer ainda esta tarde, na casa do presidente em exercício, em São Paulo, segundo as assessorias. O objetivo é concluir medidas para controle de gastos, que devem ser apresentadas na segunda-feira em Brasília.

MTST acena com ocupações se MCMV for suspenso

Posted: 21 May 2016 07:12 AM PDT

Segundo Guilherme Boulos,coordenador do MTST, disse que a resposta dos movimentos de moradia vai ser nas ruas J. DURAN MACHFEE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, disse que, se confirmada a suspensão de novos contratos do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, "vai ter uma explosão de ocupações em todo o País". Para Boulos, a divulgação sobre o cancelamento de novas construções "foi um ataque brutal" do governo do presidente em exercício Michel Temer.

"A política de moradia foi a primeira vítima dos cortes do programas sociais. Vamos fazer intensas e contundentes mobilizações nos próximos dias. Em breve, vai ter uma explosão de ocupações em todo o País, uma onda que vai começar em breve por São Paulo."

Na quinta-feira, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, chegou a afirmar ao Estadão que o programa passará por um "aprimoramento" mas ontem recuou e disse em nota que tem compromisso com a continuidade do MCMV. Araújo acrescentou que está sendo "cauteloso" para avaliar a meta que o governo Temer vai estabelecer na terceira fase do programa. "O que estamos fazendo é sendo cautelosos, avaliando o que nos permite prometer para que não possam ocorrer falsas esperanças, iremos trabalhar arduamente para que possamos fazer o melhor para a população."

Segundo Boulos, a resposta dos movimentos de moradia vai ser nas ruas. "É uma reação. Milhares de pessoas estavam segurando a onda, aguardando sua vez por novas moradias. Você achava que essas pessoas vão para casa chorar? Elas vão reagir", destacou o coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo, que reúne organizações ligadas a movimentos sociais.

O prefeito Fernando Haddad (PT) disse ontem que "não há como atingir a meta do Minha Casa Minha Vida sem o Minha Casa Minha Vida". Mesmo com a suspensão dos novos contratos, Haddad garantiu que a Prefeitura está "preparada" para atingir a meta de 55 mil unidades habitacionais, fixada no início do mandato do petista, em 2013.

"A Prefeitura comprou terreno, licenciou os empreendimentos e está disposta a subsidiar cada unidade construída aqui em até R$ 20 mil pelo Minha Casa Paulistana", afirmou, acrescentando que foram investidos R$ 730 milhões em desapropriações de terrenos para o programa. Embora tenha mostrado abertura para alternativas além do MCMV, Haddad sublinhou que os investimentos do programa federal são necessários para alavancar as construções na capital paulista.

Temer intervém e "Centrão" adia formação de bloco

Posted: 21 May 2016 06:20 AM PDT

A intervenção do peemedebista evita, assim, um racha na base aliada do governo na Casa REUTERS/Ueslei Marcelino

Com a necessidade de apoio no Congresso e após pressão do DEM, PSDB, PPS e PSB, o presidente em exercício Michel Temer convenceu o Centrão a desistir de se formalizar enquanto bloco parlamentar na Câmara. O grupo é formado por 225 deputados de 13 partidos e liderados pelo PP, PR, PTB e PSD. A intervenção do peemedebista evita, assim, um racha na base aliada do governo na Casa.

Lideranças da antiga oposição procuraram o novo líder do governo André Moura (PSC-SE), para dizer que a oficialização do novo bloco que apoiou a indicação do sergipano levaria à formação de um bloco antagonista com integrantes da antiga oposição, com 117 deputados.

Diante da possibilidade real de ter uma base formalmente dividida, Temer interveio e determinou que Moura não formalizasse o Centrão. Ambos os grupos têm divergências em várias questões internas na Câmara. A própria escolha de Moura para a liderança do governo foi uma derrota para a antiga oposição, que defendia Rodrigo Maia (DEM-RJ). Além disso, o Centrão defende que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não seja cassado, enquanto a antiga oposição avalia que ele precisa ser punido. Ambos também divergem sobre a situação do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). O Centrão defende sua manutenção no cargo. A antiga oposição quer novas eleições.

Temer precisará de sua base aliada unida para votar matérias da área econômica importantes já na próxima semana. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou para terça-feira sessão do Congresso Nacional para votar a nova meta fiscal e a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), mecanismo que dá mais flexibilidade ao governo na gestão do Orçamento.

"Conversei com eles (líderes do Centrão) e disse que não podemos ter dentro de uma mesma base dois blocos. Não podemos construir um muro entre nós", afirmou Moura. Segundo ele, ficou decidido, então, que "somos um bloco só". "E diga-se de passagem, meu pedido foi acatado e aceito por todos. Não vai ter mais o blocão", disse. Moura, porém, nega que tenha havido pressão da antiga oposição sobre ele para isso. "Não houve pressão. Foi um pedido meu como líder do governo, e eles entenderam", alegou.

A articulação de Temer já reflete no discurso dos líderes do Centrão. Um dos principais articuladores do grupo, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), passou a tratá-lo como uma "frente de partidos que pensa de forma semelhante". Ele, no entanto, evita cravar que não haverá mais oficialização. Diz apenas que o grupo decidiu adiar a formalização para "não criar barulho" que atrapalhasse as votações. "O timing não era de anúncio. Temos de fortalecer a posição de governo. Se desviar o foco agora, pode dar problema", afirmou Arantes. O bloco, diz, poderá vir a ser formalizado "mais para frente". "Não tem decisão de formalizar agora. Vamos conversar depois", disse.

A não formalização do "blocão", porém, não impede que o grupo continue atuando nos bastidores e, principalmente, que utilize a ameaça de oficialização como instrumento de pressão. "Fomos na linha da sensatez, mas não está descartada a formalização", declarou o líder do PP, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB). Se oficializado, o grupo de 13 partidos seria o maior bloco da Casa. Pelos cálculos dos líderes, o "blocão" teria pelo menos 225 deputados contra 120 da antiga oposição.

CUT aceita conversa sobre reforma da Previdência

Posted: 21 May 2016 06:12 AM PDT

Vagner Freitas, presidente da CUT Alexandre Garcia/R7

Depois de se negar a dialogar com o governo do presidente em exercício Michel Temer, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) aceitou participar da mesa de negociações com outras quatro centrais sindicais sobre a reforma da Previdência e outras questões trabalhistas. O resultado das conversas será levado ao novo governo.

Ligada ao PT, a CUT não reconhece a legitimidade do governo Temer e defende a volta da presidente Dilma Rousseff. Segundo dirigentes da CUT, o fato de aceitar participar das conversas com as demais entidades não significa reconhecer o governo Temer.

Na segunda-feira passada, as outras quatro centrais (Força Sindical, Nova Central, UGT e CSB) estiveram com Temer para criar um mecanismo permanente de negociações sobre a reforma da Previdência e outros temas da pauta trabalhista. As quatro entidades ficaram de se reunir na próxima segunda-feira para formular uma proposta que seria apresentada no dia 30. CUT e CTB ligada ao PCdoB, foram convidadas mas se recusaram a participar da reunião com Temer por considerarem o governo em exercício ilegítimo.

Nesta sexta-feira (20) o presidente da CUT, Vagner Freitas, almoçou em um restaurante no bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo, com representantes da Força Sindical e UGT. "Combinamos com o governo que as quatro centrais fariam uma proposta mas achamos por bem que todas as centrais participem porque não é uma responsabilidade só nossa. O pessoal da CUT disse 'nós topamos mas precisamos de um tempo para discutir com toda a direção'", disse o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Por causa disso, as centrais pediram ao governo uma semana de prazo para incluírem a CUT na formulação da proposta. Segundo Juruna, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), foi encarregado de falar com o presidente em exercício para redefinir o cronograma. "Eles (CUT) propuseram que a gente modifique a data", disse Juruna.

'Ilegítimo'

Segundo o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, que também participou do almoço, o fato de ter aceitado participar da elaboração da proposta que será apresentada a Temer não muda a posição da central em relação ao governo em exercício. "As centrais têm um foro antigo para temas da pauta trabalhista, um espaço para a construção de consensos. Quanto ao Temer a CUT tem uma posição muito clara. O governo é ilegítimo e vamos trabalhar para que Dilma reassuma. Não vamos sentar com Temer", disse Nobre.

De acordo com ele, a CUT aceitou discutir propostas para a reforma da Previdência de uma forma genérica e não especificamente para serem apresentadas ao presidente em exercício. "O consenso que as centrais construírem será de domínio público. Pode ser usado por universidades, governos municipais, por quem quiser. Não significa que vamos negociar com Temer de forma direta nem indireta", afirmou.

Segundo Juruna, a participação da CUT é importante porque a reforma será decidida no Congresso e as todas centrais esperam apoio do PT para evitar a perda de direitos. O governo ainda não formulou uma proposta concreta mas ministros falam na criação de uma idade mínima de aposentadoria inclusive para trabalhadores que já estão no mercado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Indefinição sobre Lula fez PF atrasar Operação Janus

Posted: 21 May 2016 05:55 AM PDT

Investigadores haviam se preparado para ação na segunda quinzena de março, mas nomeação de Lula como ministro atrasou o plano Ricardo Stuckert/19.04.2016/Instituto Lula

A indefinição sobre a nomeação de ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o comando da Casa Civil atrasou por dois meses a deflagração da Operação Janus, que investiga um esquema de tráfico de influência e exploração de prestígio no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES).

Conforme a reportagem do Estadão apurou, os investigadores haviam se preparado para ação na segunda quinzena de março deste ano. Contudo, no dia 16 daquele mês, a presidente Dilma Rousseff anunciou o convite para Lula ingressar no governo.

Logo após o anúncio da ida de Lula para a Casa Civil, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Lava Jato na primeira instância, divulgou o áudio de um telefone entre ele e Dilma. Na conversa, a atual presidente afirma que vai encaminhar o termo de posse da nomeação para usar "em caso de necessidade".

No dia seguinte, Lula tomou posse na Casa Civil em cerimônia no Palácio do Planalto. Horas depois, um juiz de Brasília concedeu liminar suspendendo a posse. Após recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União, o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal. Tudo isso deixou a Operação Janus suspensa.

O que acontece com investigações contra Lula se ele virar ministro?

Caso se confirmasse a nomeação de Lula na Casa Civil, a investigação envolvendo Taiguara teria de ser encaminhada ao STF, já que o ex-presidente ganharia foro privilegiado por ser ministro. O processo de impeachment de Dilma também atrasou a ação da PF. A Polícia Federal preferiu esperar uma definição final do pedido de afastamento da presidente para reapresentar o pedido de autorização da operação realizada nesta sexta-feira.

CPI do BNDES

Sobrinho da primeira mulher de Lula, Taiguara Rodrigues dos Santos já havia sido investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizada de agosto do ano passado a fevereiro deste ano. Em depoimento à comissão, ele negou ter sido ajudado pelo ex-presidente para obter contrato com a Odebrecht. O empresário, porém, admitiu ter contato com o ex-presidente "às vezes" e ser próximo de Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, que também é empresário. "Influência zero do Lula e do Fábio", disse, em depoimento concedido à comissão no dia 15 de outubro.

'Não adianta ter embaixada sem água e telefone', diz Ricupero

Posted: 21 May 2016 05:16 AM PDT

Ex-ministro Rubens Ricupero BBC

Amigo de longa data de José Serra, o ex-secretário geral da Unctad (o órgão da ONU para comércio e desenvolvimento) Rubens Ricupero diz que "conversou bastante" com o novo chanceler quando este foi convidado a assumir o Ministério de Relações Exteriores pelo presidente interino Michel Temer.

"Procuramos - eu e (o ex-ministro do Desenvolvimento) Sergio Amaral - dar a ele (Serra) um pouco de nossa percepção da situação (das relações exteriores brasileiras)", diz o diplomata aposentado.

Ricupero, que também foi ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e embaixador em Washington, nega que haja contradição no fato de Serra prometer uma "desideologização" da diplomacia brasileira e, ao mesmo tempo, enfatizar as relações com países de governos mais liberais, como a Argentina de Mauricio Macri.

Para ele, fechar representações em outros países em um contexto de escassez de recursos é uma questão de "bom senso". "De que adianta ter um número enorme de embaixadas e não ter dinheiro para pagar aluguel, água ou telefone?"

E o atual governo não precisa se preocupar com sua legitimidade no exterior.

"No fundo, a reputação que este governo vai ter fora e dentro do Brasil dependerá de como ele enfrentar os problemas da economia e outras áreas. Ou seja, se vai acertar ou não", diz.

"É um pouco aquilo que se diz em inglês, 'Nothing succeeds like success' (Nada tem mais sucesso do que o sucesso). Se o governo tiver êxito vai ser aplaudido. Se não tiver, vai ser muito criticado."

Confira a entrevista que Ricupero concedeu à BBC Brasil, por telefone, da casa de uma de suas filhas, na França.

BBC Brasil: Serra prometeu "desideologizar" as relações exteriores, mas em seu primeiro discurso também falou na aproximação em países politicamente mais alinhados ao atual governo brasileiro, como Argentina e México. Isso não é uma contradição?

Rubens Ricupero: Não há contradição porque uma coisa é você apoiar uma ideologia clara, como era o bolivarianismo, com a qual o PT tem certa identidade. Outra muito diferente é reconhecer realisticamente que o Brasil precisa manter uma relação mais estreita com os dois grandes países latino-americanos que são comparáveis a nós em tamanho, economia e influência - o México, no norte, e a Argentina, no sul.

Isso não significa que haja menosprezo pelos outros. Os países (da Aliança) do Pacífico e mesmo Venezuela, Bolívia e Equador, todos são parceiros. Mas (ter como foco a Argentina) é uma atitude realista, da mesma forma que para a Franca a relação especial é com a Alemanha. Ninguém aqui imaginaria que essa é uma opção ideológica - é uma imposição da realidade.

Ideologia é postular uma relação especial com países distantes, com os quais temos pouco em comum até na vida econômica, como Cuba e Nicarágua, apenas porque eles fazem parte da aliança bolivariana.

BBC Brasil: Mas se a Argentina tivesse um governo kirchnerista a aposta não seria a mesma, seria?

Ricupero: Seria, porque, como disse, isso é uma imposição da própria vizinhança, da realidade. Agora, não há dúvida que facilita (a relação), como o ministro disse no discurso, o fato de Argentina e Brasil estarem sintonizados, passando por momentos semelhantes, com problemas graves de natureza econômica e com o mesmo tipo de transição. Também com novos governos que têm uma visão parecida sobre a necessidade de uma inserção internacional mais aberta. Isso facilita enormemente para que se comece a mudar o panorama do Mercosul.

Uma coisa é um Mercosul em que o Brasil quer negociar com outros países acordos de comércio e a Argentina faz corpo mole, como até poucos meses atrás. Outra é ter um parceiro que quer tanto quanto nós negociar ativamente com a União Europeia e outros países. Há uma atitude diferente.

México, Colômbia, Peru, Chile. Todos esses países querem se integrar no mundo, abrir-se ao comércio e ao investimento - mesma linha que o Brasil segue agora. Então é natural que você tenha mais afinidade com esses países.

BBC Brasil: A diplomacia de Lula foi marcada por uma expansão do ativismo do Brasil lá fora e um aumento do número de embaixadas e consulados. Serra pediu que fosse calculado quanto custaria fechar algumas dessas representações. Fará uma diplomacia mais contida?

Ricupero: A diplomacia de Lula e do chanceler Celso Amorim refletiu um grande momento positivo vivido pelo Brasil, inclusive na economia. Havia um contexto mundial favorável, com crescimento acelerado da China e alto preço das commododities. Agora, a situação mudou muito. Essa redução do ativismo já foi perceptível no governo Dilma.

Todo país em fase de dificuldades orçamentárias costuma reavaliar sua rede de representações para tirar melhor proveito dos recursos. Os ingleses recentemente, com os conservadores no poder, fecharam alguns postos diplomáticos e remodelaram outros. A França também fez isso. É apenas um reflexo das dificuldades.

De que adianta ter um número enorme de embaixadas e não ter dinheiro para pagar aluguel, água ou telefone? Tenho colegas aqui no exterior que não conseguem pagar conta da internet, telefone. Eu mesmo quando fui embaixador em Washington durante o governo (Fernando) Collor tive de pagar as contas da embaixada do meu bolso pra evitar um corte.

É melhor que, nesses casos, haja uma atitude de bom senso de fazer com que os gastos correspondam aos meios. É isso que eu acho que vai ser feito, mas isso não significa diminuir o nível de atividade. Você pode conseguir a mesma coisa utilizando melhor os recursos.

BBC Brasil: A expansão de embaixadas foi um erro?

Ricupero: Talvez menos que erro. Foi um entusiasmo precipitado. Julgou-se que aquele período de bonança duraria para sempre. E não só na política externa. Havia essa atitude com relação a todos os gastos do governo. Por isso eles se expandiram tanto.

BBC Brasil: O tom das notas emitidas em resposta a governos como Cuba, Nicarágua e Venezuela (que condenaram o impeachment da presidente Dilma Rousseff) causou polêmica e dividiu o Itamaraty. Para alguns, elas seriam muito incisivas, políticas.

Presidente argentino Maurício Macri estaria disposto a negociar acordo UE-Mercosul Reuters

Ricupero: Não concordo. A surpresa seria se não houvesse reação. Porque as notas dos outros é que foram de uma agressividade inacreditável na convivência diplomática. A nota da Venezuela, por exemplo, é umas sete vezes mais longa que a nota de resposta. A do Brasil é enérgica, mas está dentro do formato diplomático tradicional. Não há nenhum juízo sobre o que está acontecendo na Venezuela ou Cuba, sobre como são as eleições nesses países. Nada que atente contra o princípio de não intervenção. Quem interveio no Brasil foram eles. Apenas respondemos a uma agressão.

BBC Brasil: O que esperar da diplomacia de Serra?

Ricupero: Uma diplomacia realista, pragmática e sóbria, comprometida com a ampliação de nossas exportações e atração de investimentos para ajudar o país a sair da crise. No momento o comércio exterior, o setor externo é um dos poucos setores da economia que está começando a apresentar bons resultados. É verdade que por razões negativas - as importações caíram muito. Mas há a expectativa de se ampliar as exportações, e, com isso, criar empregos no Brasil.

BBC Brasil: O atual governo não pode ter dificuldades para garantir sua legitimidade lá fora?

Ricupero - Não se pode dar muita importância a essas coisas. No começo, sempre há esse tipo de estranheza, porque obviamente aconteceu uma coisa (processo de impeachment) que não é trivial e é preciso explicar (isso lá fora). Mas o que tenho visto na imprensa internacional é uma descrição se não positiva, ao menos bem informada (do que está ocorrendo no Brasil). Os artigos que vi no New York Times, Financial Times, Economist, Le Monde refletem a complexidade do que está se passando.

No fundo, a reputação que este governo vai ter fora e dentro do Brasil dependerá de como ele vai enfrentar os problemas da economia e outras áreas. Ou seja, se vai acertar ou não. É um pouco aquilo que se diz em inglês "Nothing succeeds like success" (Nada tem mais sucesso do que o sucesso). Se o governo tiver êxito vai ser aplaudido. Se não tiver, vai ser muito criticado.

Temos no debate no exterior a mesma divisão que no Brasil. Há quem seja favorável e quem seja contra (o impeachment). Afinal, vivemos (com o impeachment) um dilema no sentido estrito, do dicionário: uma situação em que uma pessoa é obrigada a escolher entre duas alternativas ruins - tanto a continuação como a mudança (eram ruins). E aí foi preciso ver marginalmente qual oferecia uma esperança de melhora.

BBC Brasil: A crise política e econômica da Venezuela se aprofundou. Alguns analistas dizem que o país está à beira de um colapso. Como o Brasil deve se posicionar?

Ricupero: Quando era diplomata cuidei de Venezuela por muitos anos. Não sei qual a opinião do ministro (Serra) sobre isso, mas acredito que a gente deve se manter dentro do princípio de não intervenção. Sei que a situação está muito tensa e se agrava dia a dia, mas não vejo outra possibilidade. Os países têm de encontrar seus caminhos por seus próprios meios e os outros podem ajudar se forem solicitados. Os resultados que vimos no mundo de ações que violam esse principio de não ingerência - por exemplo, a invasão do Iraque, a derrubada do regime da Líbia - foram todos desastrosos, ainda que tenham vindo embrulhados nas melhores intenções.

BBC Brasil: Serra deu indicações de que deve apostar nas negociações de acordos bilaterais. As dificuldades econômicas não podem ser um empecilho para atrair o interesse de outros países? Quais os acordos mais prováveis?

Ricupero: Esses acordos já estão em andamento. Eu soube que (um acordo) com o Peru está praticamente concluído. Imagino que vai ser mais fácil com esses países que se mostram mais abertos, Peru, Chile, México, espero que a Colômbia também.

No caso dos EUA, é possível que se encontre uma maneira de continuar o esforço que o (ex-)ministro Armando Monteiro estava fazendo para examinar todas as barreiras não-tarifárias. Com a União Europeia eu diria que vai ser prioridade máxima, porque em conjunto a UE é de longe o maior parceiro comercial do Brasil e a maior fonte de investimentos para o país. A China também deve receber atenção especial.

BBC Brasil: O Mercosul pode deixar de ser uma união aduaneira para virar área de livre comércio?

Ricupero: Não acho que isso seja uma decisão (do ministro), não está no discurso dele. Essa ideia de deixar a união aduaneira é complexa, precisaria ser analisada em todas as suas implicações. Há setores importantíssimos tanto no Brasil quanto na Argentina que teriam dificuldade se não houvesse a união aduaneira, como o automobilístico.