#Brasil |
- Mais de 60% dos brasileiros defendem a prisão do ex-presidente Lula
- Comissão de Impeachment volta a se reunir hoje para decidir trabalho no fim de semana
- Quase 40% dos brasileiros acreditam que melhor saída para o País são novas eleições
- Câmara recorre ao STF contra decisão sobre abertura de impeachment de Temer
- Funcionário fantasma, irmão de Jair Bolsonaro recebia R$ 17 mil por mês da Alesp
- Depois de seis horas de depoimento, ex-amante de FHC deixa sede da PF em São Paulo
- Sítio frequentado por Lula é furtado em Atibaia
- Com voto de Maluf, comissão passa a ter maioria favorável a impeachment de Dilma
- Janot pede para STF anular posse de Lula na Casa Civil
- Lula presta depoimento à PGR em Brasília
- Campanha de Dilma não recebeu doação legal com dinheiro de propina, diz ministro
- Delação de Andrade Gutierrez confirma R$ 150 milhões de propina para PT e PMDB em Belo Monte
- Cunha diz que depoimento de doleiro foi 'absolutamente desnecessário'
- 1 em cada 5 brasileiros come doces cinco ou mais vezes por semana
- Oposição acusa governo de trocar emendas por votos do impeachment e recorre ao STF
- Em evento, Dilma alerta para 'vazamentos oportunistas' nos próximos dias
- Doleiro diz no Conselho de Ética que Youssef mencionou entrega de dinheiro para Eduardo Cunha
- Quatro perguntas sobre a suposta delação da Andrade Gutierrez e suas consequências
- Senado aprova MP que aumenta pena para quem usar veículos para obstruir vias
- Dinamarca prende 4 possíveis recrutas do Estado Islâmico que voltavam da Síria
| Mais de 60% dos brasileiros defendem a prisão do ex-presidente Lula Posted: 07 Apr 2016 08:09 PM PDT O ex-presidente Lula é investigado por ocultação de patrimônio nos casos do tríplex do Guarujá e do sítio em Atibaia Reprodução A maioria dos brasileiros, ou 62,6%, defendem a prisão do ex-presidente Lula. O resultado é de pesquisa de opinião feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, obtida com exclusividade pelo R7. À mesma pergunta, se o ex-presidente deveria ser preso, 26,3% dos entrevistados responderam que não, 9,4% disseram que ele talvez ele deveria ser preso e 1,7% não souberam responder. |
| Comissão de Impeachment volta a se reunir hoje para decidir trabalho no fim de semana Posted: 07 Apr 2016 08:05 PM PDT Relator recomenda a saída da presidente Dilma Rousseff André Dusek/Estadão Conteúdo Com mais de cem deputados inscritos para falar, a Comissão de Impeachment da presidente Dilma Rousseff deverá decidir na sessão desta sexta-feira (8) se os trabalhos vão avançar pelo fim de semana. Alguns parlamentares sugerem acabar a fase de debates até o começo da semana que vem para, então, votar o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do caso. Alguns deputados da base governista chegaram a criticar a hipótese de as sessões ocorrerem durante o fim de semana. Eles querem que seja respeitado o funcionamento normal do Congresso. É o caso do líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA). — Não há necessidade e não há justificativa regimental para entrar no sábado e domingo, nem para votar [o relatório] no domingo, nem para votar no sábado. O argumento de quem defende as sessões no fim de semana é de que o relatório precisa ser votado na segunda-feira (11), que é a data limite para enviá-lo ao Plenário, segundo o líder do PSDB na Câmara, Antonino Imbassahy (BA). — Nada impede que se trabalhe no sábado e até eventualmente domingo, até porque a situação do Brasil é uma situação de excepcionalidade. Há uma comoção social e todos querem ver esse processo encerrado. Pelo menos 130 deputados estavam inscritos para falar. Porém, até as 15h desta sexta-feira, quando começa a sessão, ainda podem ser incluídos mais nomes. Após a apresentação do relatório, houve um pedido de vista coletivo. Isso dá mais tempo para os parlamentares analisarem o documento, de 128 páginas. Ontem, o presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), reuniu-se com os líderes das bancadas para definir o andamento da votação do relatório. Sem acordo, caberá a ele decidir sobre a sessão no fim de semana. Rosso foi ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tirar dúvidas regimentais, como, por exemplo, redução do tempo de fala dos parlamentares. Ele quer evitar que a defesa da presidente questione na Justiça uma eventual irregularidade. Dos 65 deputados da comissão, 32 são a favor do impeachment, aponta levantamento Também ontem, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), destacou que o regimento interno não tem qualquer proibição de sessões em fins de semana. — Pode discutir, votar, fazer o que quiser, desde que convoque com antecedência prévia. O relatório de Arantes conclui que a presidente precisa ser julgada pelo Senado por crime de responsabilidade por causa da abertura de créditos suplementares por decreto presidencial, sem autorização do Congresso Nacional; e por tomar emprestados recursos do Banco do Brasil para pagar benefícios do Plano Safra, no mecanismo apelidado de "pedaladas fiscais". Para o processo de impeachment ir para o Senado, o relatório precisa ser aprovado no Plenário por maioria simples: 342 votos. O cenário ainda é incerto. Os partidários do impeachment já falam em alternativa caso o relatório do deputado Jovair não prospere no Plenário. O deputado Indio da Costa (PSD-RJ) alertou que, em caso de rejeição, haverá nova comissão especial para analisar a denúncia apresentada no final de março pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). — Caso agora não haja uma decisão favorável ao impeachment, ainda tem o pedido da OAB, que é bem mais consistente que esse primeiro pedido. Não tem jeito, o governo acabou. Agora é saber quando. |
| Quase 40% dos brasileiros acreditam que melhor saída para o País são novas eleições Posted: 07 Apr 2016 08:04 PM PDT Três quartos dos brasileiros querem Dilma Rousseff fora do Planalto, seja por eleições, impeachment ou renúncia 28.10.2014/DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO Quase 40% dos brasileiros, ou 38,7%, acreditam que a melhor saída para o País são novas eleições. O resultado é de pesquisa de opinião feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, obtida com exclusividade pelo R7. Na questão estimulada, os eleitores podiam optar como melhor saída para o Brasil, além de novas eleições, na permanência de Dilma no cargo até o fim do mandato, na renúncia ou no impeachment da presidente Dilma Rousseff.
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| Câmara recorre ao STF contra decisão sobre abertura de impeachment de Temer Posted: 07 Apr 2016 06:58 PM PDT STF determinou prosseguimento ao pedido de impeachment contra Temer Agência Brasil A Câmara dos Deputados enviou recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal) questionando a decisão do ministro Marco Aurélio Mello que determinou que o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desarquive e dê prosseguimento a um pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer, com a formação de uma comissão especial para analisar o caso. Na peça, advogado da Câmara argumenta que não havia "razão jurídica" para que Marco Aurélio analisasse a questão de forma "unipessoal", o que classifica como uma "concentração de poder". A decisão do ministro do STF é classificada pelo advogado como "inusitada, inovadora e absolutamente incongruente". Marco Aurélio já se comprometeu, em pronunciamentos nesta semana, a dar celeridade ao caso, que deve ser debatido pelo plenário do Supremo. Ainda não há previsão de data para o julgamento. "Algum argumento político pode justificar esse comando judicial, mas jurídico não há nenhum. Para o bem da República, e para preservar as instituições e a independência dos Poderes, o Poder Judiciário deve se ater principalmente a aspectos jurídicos, como se o processo não tivesse capa nem nome, e não sob a ótica política. Não é nada saudável esse tipo de intervenção", escreve o advogado da Câmara, Renato Oliveira Ramos. Em seu despacho, Marco Aurélio entendeu que Cunha extrapolou suas atribuições ao arquivar a denúncia contra Temer, por entrar no mérito do pedido. O caso chegou ao gabinete do ministro por questionamento do advogado Mariel Márley Marra, que pedia o prosseguimento da denúncia apresentada por ele contra o peemedebista. O advogado da Câmara argumenta que a decisão de Marco Aurélio desrespeita orientação da Corte sobre a competência do presidente da Casa e a impossibilidade de revisão judicial de matérias internas do Legislativo. Para a Câmara, a análise do presidente não fica restrita apenas às formalidades do pedido de impeachment, cabendo rejeição da denúncia quando for "despida de justa causa ou insubsistente". A denúncia contra Temer protocolada na Câmara tem como base a assinatura pelo peemedebista, como interino da presidente Dilma, de quatro decretos que autorizavam a abertura de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional e em desacordo com a meta fiscal vigente. No recurso, o advogado que representa o presidente da Câmara alega que o pedido de impeachment não traz descrição adequada da conduta supostamente irregular do vice-presidente da República capaz de gerar a aceitação da denúncia. Ainda segundo a defesa, também não foram especificados os decretos que foram assinados por Temer. — Sendo certo afirmar que tais decretos foram assinados pelo vice-presidente da República antes de 22/07/2015, quando ainda não havia o conhecimento inequívoco de que a meta fiscal não seria atingida - circunstância fundamental para o afastamento da acusação e distingui-la da denúncia recebida contra a Presidente da República. O advogado da Câmara cita ainda a decisão do ministro Celso de Mello que, um dia após o despacho de Marco Aurélio, negou um novo pedido para desarquivar uma denúncia contra Temer na Câmara, em defesa do princípio da separação dos poderes. Mais cedo, ao chegar para sessão no STF, considerou "normal no âmbito do Poder Judiciário" a divergência com o ministro Marco Aurélio Mello. — É preciso saber quais são os fundamentos da decisão, às vezes há aparentemente uma contradição, um conflito interpretativo que é normal no âmbito do poder judiciário. As normas jurídicas nada mais são do que sua própria interpretação. Não temos uma situação que possa ser considerada atípica. |
| Funcionário fantasma, irmão de Jair Bolsonaro recebia R$ 17 mil por mês da Alesp Posted: 07 Apr 2016 06:43 PM PDT Renato (à esquerda) já foi candidato a prefeito de Miracatu (SP) Reprodução/Facebook O irmão do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), Renato Antônio Bolsonaro, foi exonerado nesta quinta-feira (7) do cargo de assessor especial do deputado estadual André do Prado (PR) após ser considerado funcionário fantasma na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). A informação, revelada em reportagem exibida pelo SBT, destaca que Bolsonaro era remunerado com um salário de R$ 17 mil mensais. A apuração mostra ainda que ele trabalhava vendendo móveis na cidade de Miracatu, no interior de São Paulo, enquanto deveria estar na Alesp. Em 2012, Bolsonaro concorreu ao cargo de prefeito da cidade de Miracatu, a mesma na qual foi localizado pela reportagem. Na ocasião, ele obteve 25,08% dos votos válidos e não conseguiu se eleger. Procurado pela rede de televisão, o deputado Jair Bolsonaro disse desconhecer a situação e ainda deu uma bronca no irmão. — Se meu irmão praticar algum crime, fizer alguma besteira, é problema dele. Não vai ter nenhum apoio. Ele que se exploda. |
| Depois de seis horas de depoimento, ex-amante de FHC deixa sede da PF em São Paulo Posted: 07 Apr 2016 06:03 PM PDT irian Dutra foi ouvida para esclarecer pagamento feitos pelo ex-presidente ao filho Flickr do senador Aécio Neves e reprodução Youtube A jornalista Mirian Dutra, que teve um relacionamento extraconjugal com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, deixou a sede da Superintendência da PF (Polícia Federal), em São Paulo, por volta das 19h45 desta quinta-feira (7), sem falar com a imprensa. Ela chegou ao local às 13h40 e seu depoimento durou quase seis horas. Mirian foi ouvida por um delegado da Polícia Federal de Brasília, já que o inquérito, aberto em fevereiro deste ano, corre na capital do País. A jornalista foi ouvida por declarações a revistas brasileiras, nas quais acusa o ex-presidente de ter enviado dinheiro para o exterior de forma irregular, usando uma empresa chamada Brasif para pagamento de despesas do filho que ela diz ter tido com Fernando Henrique. Ao deixar o local, a jornalista disse apenas que estava cansada. Ela não respondeu a jornalistas se tinha confirmado as declarações às revistas e nem confirmou se tinha apresentado documentos que comprovassem as denúncias. Transferências Em entrevista à revista BrazilcomZ, Mirian confirmou que teve um relacionamento com Fernando Henrique Cardoso antes de ele se tornar presidente da República, durante parte dos anos 1980 e início da década de 1990. Afirmou ainda que seu filho, Tomás Dutra Schmidt, hoje com 23 anos, é filho de FHC. Mirian disse também que o ex-presidente usou uma empresa para enviar dinheiro para o filho no exterior. À Folha de São Paulo, a jornalista informou que a primeira transferência foi feita por meio de um contrato fictício de trabalho, no fim de 2002. O documento, obtido pelo jornal, mostra que a contratante é a Eurotrade, com sede nas Ilhas Cayman. A empresa era subsidiária do grupo Brasif, que, na época, monopolizava a exploração de free shops, serviço administrado pelo governo federal. Apesar de ter dado dinheiro a Tomás, Mirian disse que FHC nunca assumiu a paternidade do rapaz. Perguntada sobre o motivo de só ter trazido os fatos à tona agora, a jornalista revelou que "está na hora das pessoas começarem a saber a verdade". Eurotrade Procurada hoje, a Brasif enviou uma nota afirmando que a Eurotrade, uma plataforma logística internacional das operações da Brasil Duty Free Shop, contratou, "em dezembro de 2002, a jornalista Mirian Dutra para realizar pesquisas sobre os preços em lojas e free shops na Europa" e que ela foi indicada para a função pelo jornalista Fernando Lemos, seu cunhado. Na nota, a empresa assegurou que o "ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não teve qualquer participação na contratação, tampouco fez qualquer depósito na Eurotrade ou em outra empresa da Brasif". A empresa também informou que a Eurotrade e a Brasil Duty Free foram vendidas em 2006. O advogado de Mirian Dutra, José Diogo Bastos, informou mais tarde a jornalistas, por telefone, que deve soltar uma nota amanhã (8) para comentar os depoimentos dados por sua cliente hoje. Ele preferiu não fazer comentários sobre o depoimento. A reportagem também procurou o Instituto Fernando Henrique Cardoso, mas até o momento não recebeu resposta sobre a solicitação. Mais cedo, o instituto afirmou que esperaria o depoimento de Mirian Dutra para avaliar se haveria necessidade de se posicionar sobre as declarações. |
| Sítio frequentado por Lula é furtado em Atibaia Posted: 07 Apr 2016 04:18 PM PDT Policiais foram ao local e fizeram buscas pela região Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo O sítio frequentado pela família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e investigado na Operação Lava Jato, em Atibaia, no interior de São Paulo, foi alvo de ladrões nesta quinta-feira (7). De acordo com a Polícia Civil, os criminosos entraram no local através de arrombamento e furtaram objetos. Policiais militares foram ao local por volta das 16h e fizeram buscas pela região. Dois suspeitos teriam sido detidos e com eles, os policiais encontraram garrafas de vinho importado e charutos, que teriam sido furtados do sítio. Um terceiro suspeito estava sendo procurado. Por volta das 17h30, uma equipe liderada pelo delegado Elton Costa seguiu para o sítio. Até as 19h era feita uma perícia na propriedade na tentativa de checar se outros objetos teriam sido levados pelos ladrões. O sítio foi alvo de uma varredura da Polícia Federal no início de março, durante a 24ª fase da Operação Lava Jato. A PF e o Ministério Público Federal suspeitam que o ex-presidente Lula seja dono da propriedade. A casa principal teria sido reformada com recursos da empresa Odebrecht, também investigada na Operação. |
| Com voto de Maluf, comissão passa a ter maioria favorável a impeachment de Dilma Posted: 07 Apr 2016 03:59 PM PDT Segundo Maluf, decisão foi tomada após aproximação do Planalto ao PP mediante troca de votos por cargos Leonardo Prado/ Câmara dos Deputados/27.set.2014 A mudança de posicionamento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) fez a Comissão Especial do Impeachment passar a ter parlamentares suficientes para aprovar o parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Trinta e três dos 65 deputados do colegiado disseram que vão referendar o documento de Arantes, favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff, com base nas pedaladas fiscais. Até as 18h desta quinta-feira (7), o Placar do Impeachment do jornal O Estado de S. Paulo mostrava que, no colegiado, 20 deputados devem ser contra o parecer, enquanto nove estão indecisos. Os parlamentares Weliton Prado (PMB-MG), Edio Lopes (PR-RR) e Jhonatan de Jesus (PRB-RR) não quiseram responder à reportagem. A votação do parecer está programada para a próxima segunda-feira (11). Maluf O ex-prefeito de São Paulo havia se declarado até o início da semana contrário ao afastamento da presidente. A aproximação do Planalto ao PP mediante troca de votos por cargos no segundo e terceiro escalões foi um dos motivos, segundo Maluf, para a mudança de voto. O deputado fez o anúncio, pelas redes sociais, no mesmo dia em que o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, afirmou que o partido permanece na base de apoio do governo Dilma. Segundo Nogueira, mais de 40 dos 57 parlamentares do partido preferem continuar como aliados do Planalto. Rito Nesta quinta-feira (7), será definido o rito de discussão e votação do parecer. Um dos assuntos discutidos deve ser a possibilidade de sessões no fim de semana. Quanto a isso, disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não há qualquer impedimento no regimento da Casa. Parlamentares favoráveis ao impeachment querem que a votação no plenário ocorra em, no máximo, 10 dias. |
| Janot pede para STF anular posse de Lula na Casa Civil Posted: 07 Apr 2016 03:23 PM PDT Mérito do caso deverá ser levado para julgamento em plenário do Supremo AFP Em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mudou de opinião sobre a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, agora, se mostra favorável à anulação da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. O parecer foi enviado nesta quinta-feira (7), ao ministro Gilmar Mendes, relator da ação que suspendeu a nomeação do ex-presidente como ministro. O mérito do caso deverá ser levado para julgamento em plenário do Supremo. Em seu parecer, Janot menciona a interceptação telefônica de uma conversa entre Lula e Dilma, na qual a presidente diz ao antecessor que lhe enviará o termo de posse no ministério para ser usado "em caso de necessidade", como indício desse desvio. — O decreto de nomeação, sob ótica apenas formal, não contém vício. Reveste-se de aparência de legalidade. Há, contudo, que se verificar se o ato administrativo foi praticado com desvio de finalidade — já que esse é o fundamento central das impetrações —, e ato maculado por desvio de poder quase sempre ostenta aparência de legalidade, pois o desvio opera por dissimulação das reais intenções do agente que o pratica. Queria que "enfiassem as panelas no c...", afirma mulher do ex-presidente Lula em áudio vazado Lula é investigado pela Operação Lava Jato e esse diálogo gerou interpretações de que Dilma estaria lhe enviando o termo de posse para que o usasse para evitar uma eventual prisão, já que como ministro ele passaria a ter prerrogativa de foro junto ao STF, o que o tiraria da alçada do juiz Sérgio Moro, que cuida dos processos da Lava Jato na primeira instância. Em 28 de março, o procurador-geral da República havia enviado um parecer defendendo a posse do ex-presidente, mas pedindo que as investigações sobre ele sejam mantidas na justiça de primeiro grau, ou seja, nas mãos do juiz Sérgio Moro, em Curitiba. A assessoria de imprensa da PGR afirmou que os posicionamentos distintos de Janot se devem ao fato de que uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) não prevê a possibilidade de análise de provas e, por isso, segundo a PGR, ele não levou em conta as interceptações telefônicas ou a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) ao se manifestar sobre este processo. Como no mandado de segurança existe a possibilidade de analisar provas, ainda de acordo com a PGR, Janot levou esses dois dados em consideração e, também baseado neles, decidiu recomendar a suspensão dos efeitos da nomeação de Lula. |
| Lula presta depoimento à PGR em Brasília Posted: 07 Apr 2016 02:32 PM PDT O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento nesta quinta-feira (7) pela manhã à PGR (Procuradoria-Geral da República) em Brasília em inquérito da Operação Lava Jato. Não há informações sobre em qual processo ele foi ouvido. O ex-presidente é investigado por suspeita de receber pagamentos de empreiteiras acusadas de envolvimento em esquema de corrupção na Petrobras. Lula estava acompanhado do advogado Sigmaringa Seixas. Ele já deixou Brasília. |
| Campanha de Dilma não recebeu doação legal com dinheiro de propina, diz ministro Posted: 07 Apr 2016 02:01 PM PDT WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, rebateu na tarde desta quinta-feira (7) a suposta delação premiada do ex-presidente da Andrade Gutierrez, que afirmou ter feito doações legais para a campanha da presidente Dilma Rousseff utilizando verbas obtidas por meio de propina. "O pagamento foi feito por transferência bancária para as contas de campanha, como certamente [a empresa] fez para outras campanhas. Portanto gostaria que alguém tivesse a capacidade de analisar o dinheiro que está na conta corrente de uma empresa, se alguém identifica que o valor X é legal e o valor Y é ilegal, e que eu vou repassar pra campanha A o valor legal e pra campanha B o valor ilegal. Obviamente é uma peça de ficção", disse o ministro, demonstrando irritação. A Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do País, teria usado recursos provenientes de propina para fazer doações registradas legalmente para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014, segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada hoje. De acordo com o jornal, "a informação consta da delação premiada do ex-presidente da empresa Otávio Marques de Azevedo e foi sistematizada por ele em uma planilha apresentada à PGR [Procuradoria-Geral da República]". O ex-executivo Flávio Barra também teria ajudado a explicar o esquema. O acordo de delação ainda não foi homologado pela Justiça, o que é necessário para garantir sua validade em eventuais processos. Tesoureiro da campanha petista em 2014, Edinho afirmou que a "legislação é muito clara: se você faz doação legal, se é contabilizada e declarada ao TSE, ela é legal e ocorreu dentro das normas e das regras". Questionado se iria deixar o cargo por causa das acusações, ele respondeu que tem "toda a confiança da presidenta Dilma, porque ela me conhece e conhece a forma como eu conduzi a arrecadação e as despesas de sua campanha". — Tenho plena consciência da lisura dos meus atos, e não tem nenhum problema que todos os meus atos sejam investigados, porque nada vão encontrar, porque agi de forma correta, legal e ética. O atual chefe de comunicação do governo questionou o vazamento do documento, afirmando que "deveria estar sob sigilio" porque se trata de um "instrumento de investigação". — Nos estranha muito que uma delação seletiva seja vazada num momento como esse, onde a Câmara dos Deputados está as vésperas de uma decisão importante [a respeito] de um pedido [de impeachment] que, no nosso entender, se caracteriza como um golpe, porque não tem nenhum lastro na legalidade. Ele fez ainda um apelo "ao Ministério Público e ao Poder Judiciário" contra os "vazamentos seletivos". — Quero fazer um apelo aos integrantes do MP e do poder Judiciário, para que nós passamos impedir que um processo de investigação, que pode e deve fortalecer as instituições brasileiras, se torne, por meio de vazamentos seletivos, instrumento da luta político-partidária, principalmente numa conjuntura onde estamos num processo de definição de um pedido de impeachment. |
| Delação de Andrade Gutierrez confirma R$ 150 milhões de propina para PT e PMDB em Belo Monte Posted: 07 Apr 2016 01:58 PM PDT "Palocinho" tinha participação importante no esquema de propina Folhapress A delação premiada dos executivos da Andrade Gutierrez aponta pagamento de cerca de R$ 150 milhões em propina na obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O valor é referente a um acerto de 1% sobre contratos. O dinheiro teria como destino o PT e o PMDB e agentes públicos ligados às legendas. A Andrade Gutierrez teve papel central na formação dos consórcios que atuaram nas obras de Belo Monte. Além da empreiteira, a Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão também participaram das obras. Ao todo, 10 empresas faziam parte dessa sociedade para execução dos serviços de construção da unidade. Cada empreiteira ficou responsável pelo pagamento de um porcentual relativo a fatia de obras controlada por ela. O leilão para construção e operação de Belo Monte foi realizado em abril de 2010 e as obras fechadas em 2011. Dois consórcios disputaram o leilão da usina: o vencedor Norte Energia, formado por Chesf, Queiroz Galvão, OAS, Mendes Jr, entre outras, e o derrotado Belo Monte Energia, que tinha como sócios as estatais Furnas e Eletrosul, e a empreiteira Andrade Gutierrez. A delação de executivos da Camargo Corrêa já havia apontado propina de 1% na Usina de Belo Monte. A partir dessas revelações a Lava Jato obteve confirmação da Andrade Gutierrez, que liderava do "consórcio da propina". Flavio David Barra, da Andrade Gutierrez, foi um dos principais interlocutores das empresas do consórcio na formação desse pool para pagamento de propina. As obras de Belo Monte foram divididas em duas etapas: o leilão de concessão para operação da usina e a realização das obras. A delação dos executivos da Andrade, entre eles seu presidente afastado Otávio Marques de Azevedo, foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). A colaboração premiada da Andrade detalha ainda o papel do irmão do ex-ministro Antonio Palocci, Adhemar Palocci Filho, conhecido como Palocinho, no recebimento dessa propina. Os delatores também vão confirmar os termos que estão sendo montados o repasse de doações oficiais que teriam ocultado valores de propina, inclusive para campanha da presidente Dilma Rousseff. Otávio Marques de Azevedo é o terceiro empreiteiro a confirmar à Lava Jato que repasses oficiais e legais para partidos e políticos serviam para lavar dinheiro desviado de obras públicas. Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, e Augusto Mendonça, do grupo Setal, já haviam confessado em sua delações a prática. A colaboração da Andrade Gutierrez traz ainda revelações sobre esquemas já conhecidos de corrupção nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e da Usina de Angra 3. Os delatores revelaram novos fatos sobre obras em estádios e na Valec, a estatal das ferrovias. |
| Cunha diz que depoimento de doleiro foi 'absolutamente desnecessário' Posted: 07 Apr 2016 01:49 PM PDT Presidente da Câmara é alvo de processo por quebra de decoro Agência Brasil O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (7) que o depoimento do doleiro Leonardo Meirelles hoje, no Conselho de Ética da Casa, foi "absolutamente desnecessário". Segundo o peemedebista, Meirelles não trouxe nenhum fato novo. — Não existe ali nem um fato que dirá prova. É sempre uma tentativa de tentar me atribuir coisas as quais eu não sou partícipe. Então, não vejo nem como comemoração nem como derrota. Vejo que esse depoimento é absolutamente desnecessário. Em depoimento, Meirelles disse que o doleiro Alberto Youssef confirmou informalmente para que teria repassado cerca de US$ 5 milhões ao presidente da Câmara em 2012, a pedido do lobista Júlio Camargo. Segundo Meirelles, o dinheiro foi entregue em espécie em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio. O doleiro afirmou, no entanto, não ter, "a princípio", conhecimento de ter feito transferências bancárias de contas de suas empresas para contas do presidente da Câmara no exterior, nem saber se Cunha tem contas secretas fora do País, objetivo principal da investigação no Conselho de Ética. Cunha faz pedido para barrar testemunhas da Lava Jato em processo no Conselho Cunha afirmou que a acusação de Meirelles já foi desmentida durante sua campanha para presidência da Câmara. O peemedebista disse que comprovou que a casa no condomínio onde um emissário de Youssef disse ter entregado o dinheiro não pertence a ele e sim a um funcionário do governo do Estado do Rio. Cunha é alvo de processo no Conselho e Ética sob acusação de ter mentido que não tinha contas secretas no exterior durante depoimento à CPI da Petrobras na Câmara em 2015. Investigações da Operação Lava Jato, contudo, apontam que o peemedebista possui contas na Suíça que foram supostamente abastecidas por recursos desviados da estatal. A defesa de Cunha reitera que o parlamentar não mentiu. Ele não possui contas no exterior em seu nome, mas, sim, offshores. Os advogados insistem que os valores que o presidente da Câmara tem no exterior foram transferidos para trustes no passado. |
| 1 em cada 5 brasileiros come doces cinco ou mais vezes por semana Posted: 07 Apr 2016 01:15 PM PDT Um em cada cinco brasileiros consome doces cinco ou mais vezes por semana. O problema maior ocorre entre a população jovem, revela estudo feito pelo Ministério da Saúde: 28,5% das pessoas entre 18 e 24 anos consomem esses produtos com regularidade.
"Estamos expondo essa população a um risco expressivo para diabete", afirmou a diretora de Vigilância de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho de Souza.
Na pesquisa, coordenada pelo Ministério da Saúde nas capitais do País e no Distrito Federal, 7,4% dos entrevistados disseram ter diagnóstico médico de diabetes. O porcentual é maior do que o identificado pelo mesmo estudo em 2006, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez. Naquele ano, 5,5% dos entrevistados afirmavam ter diagnóstico da disfunção.
O trabalho indica que a diabete é mais frequente entre mulheres e se torna mais comum com o passar da idade. "Claro que isso não é um destino. Várias estratégias podem ser adotadas para tentar impedir esse desfecho", disse Maria de Fátima. Entre as medidas estão a prática da atividade física, o combate ao sobrepeso e à obesidade.
O Vigitel confirma ainda uma tendência já vista em vários países: o aumento dos casos de diabete entre pessoas de menor renda. O trabalho brasileiro mostra que a disfunção atinge sobretudo pessoas com baixa escolaridade. "Consequentemente, de menor salário", afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.
Em 2015, as taxas da doença entre pessoas entre 0 e 8 anos de estudo que se declararam diabéticas foi de 13,5%. Um porcentual bem mais alto do que o identificado com pessoas de 12 anos ou mais de escolaridade: 3,7%.
"Esse grupo assistiu também ao longo de 10 anos um aumento das taxas, mas muito menos expressivo", observou a diretor. Em 2006, 2,8% dos entrevistados com maior escolaridade se diziam diabéticos.
Rio e Porto Alegre são as capitais que apresentaram maiores indicadores de pessoas que se declaram com a doença. No Rio, 8,8% dos entrevistados disseram ser diabéticos, enquanto em Porto Alegre a taxa foi de 8,7%.
São Paulo apresentou o quinto maior porcentual: 7,7% disseram ter o problema. Palmas teve o melhor indicador: apenas 3,9% dos entrevistados afirmaram ser diabéticos. Maria de Fátima observou, no entanto, que os números devem ser avaliados com certo cuidado.
"É preciso levar em conta também o acesso ao diagnóstico", disse. Maiores taxas, completou, podem estar associadas a locais onde a oferta de atendimento seja facilitada. |
| Oposição acusa governo de trocar emendas por votos do impeachment e recorre ao STF Posted: 07 Apr 2016 11:52 AM PDT Caiado acusa governo de barganha política Gustavo Lima/Câmara dos Deputados O líder do DEM no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), e o líder do DEM na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino (AM) impetraram nesta quinta (7), um mandado de segurança preventivo no STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir a liberação de emendas parlamentares em troca de votos para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. De acordo com os parlamentares, a intenção não é barrar o repasse das emendas, mas garantir a liberação de forma igualitária e impessoal, como determina o orçamento impositivo aprovado ano passado (Emenda Constitucional 86). — O governo está lançando mão de todo tipo de artifício para impedir o impeachment da presidente Dilma e abriu um verdadeiro balcão de negócios no Palácio do Planalto. Dilma mandou seu ministro da Fazenda antecipar pagamento de emendas de forma direcionada como forma de barganha por votos desrespeitando uma norma constitucional. Já vimos vários casos de negociações envolvendo emendas e por esse motivo, o Congresso aprovou o orçamento impositivo para garantir a independência do Parlamento. O governo ignora e mais uma vez age acima da lei para se manter no poder. O senador citou ainda o contingenciamento em áreas prioritárias, como Saúde. — A presidente contingenciou R$ 21 bilhões dos ministérios, sendo R$ 4,2 bilhões da educação e mais R$ 2,3 bilhões da saúde no momento em que as pessoas estão morrendo de H1N1. O que ela fez? De repente, libera para empenho e pagamento R$ 6 bilhões para emendas individuais de deputados e senadores. Corta na educação, corta na saúde e autoriza R$ 6 bilhões para pagar emendas individuais a uma semana da votação do impeachment. Protesto Também nesta quinta-feira (7), deputados da oposição na Câmara dos Deputados fizeram um ato em frente ao Palácio do Planalto. Os parlamentares defenderam o impeachment e afirmaram que este é um "aviso prévio" para a saída da presidente da República, Dilma Rousseff, do governo. Durante o ato, eles fizeram uma caminhada na praça dos Três Poderes, do Congresso Nacional até o prédio do Executivo. Deputados da oposição fazem protesto com mala de dinheiro na frente do Palácio do Planalto André Dusek/AE Líderes do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade e alguns membros do PMDB e do PP, entoaram cânticos como "olê, olê, estamos na rua para derrubar o PT... Fora petista, bolivariano", "Lula cachaceiro, devolve meu dinheiro" e "ai, ai, ai, está chegando a hora" durante o ato. Os parlamentares também cantaram o hino nacional em frente ao Planalto e declararam que os dias do governo "estão contatos". Na manifestação, também foram jogadas notas falsas de dinheiro com os rostos da presidente Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os líderes seguiram para a reunião da Comissão Especial do Impeachment para definir o rito de discussão e votação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO). Há um impasse entre governistas e oposicionistas em relação à realização de sessões no fim de semana. |
| Em evento, Dilma alerta para 'vazamentos oportunistas' nos próximos dias Posted: 07 Apr 2016 10:47 AM PDT Dilma mandou ministro da Justiça investigar delações vazadas Roberto Stuckert Filho/07.04.2016/PR A presidente Dilma Rousseff defendeu seu mandato mais uma vez em evento no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (7) e classificou como golpe o processo de impeachment e os vazamentos "premeditados e direcionados com objetivo para criar ambiente propício ao golpe". A presidente destacou ainda que "poderemos ter nos próximos dias muitos vazamentos oportunistas e seletivos". Ela disse ter determinado ao ministro da Justiça, Eugênio Aragão, uma rigorosa apuração de responsabilidade. — Bem como tomar medidas judiciais cabíveis. Leia mais notícias de Brasil e Política Segundo a presidente, o que está em questão não é o apoio ao seu governo, mas à democracia e ao Estado de Direito, além do apoio às mulheres. — Aqueles que tentam promover um golpe de Estado devem saber que são imensos os riscos a que submeterão o País. Dilma defendeu seu mandato através de um pacto, desde que sejam respeitados o respeito ao voto, o fim das pautas bombas no Congresso Nacional, recuperação econômica e direitos conquistados, além da "necessária reforma política". A presidente afirmou que essas pautas não contribuem para País. — Esse é o pacto que eu busco, trabalhar para superar a crise e voltar a crescer para entregar ao meu sucessor um Brasil muito melhor em 1º de janeiro de 2019. Dilma disse mais uma vez que não cometeu crime de responsabilidade e afirmou que "aqueles que tentam promover um golpe" têm clareza da fragilidade do processo e defendem que eu renuncie ou apresentam outras soluções. A presidente chamou a atenção do cerimonial do Palácio do Planalto, que pediu calma aos presentes, que gritavam durante discursos dos presentes. — Eu vou pedir para os nossos companheiros do protocolo que eles fiquem muito calmos. No evento intitulado Encontro com mulheres em defesa da democracia, Dilma recebeu manifestos das mulheres em favor da democracia. Desta vez, o grito dos militantes dizia "não vai ter golpe, vai ter luta" e pedia a saída do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A presidente cumprimentou os militantes após descer a rampa principal do Palácio do Planalto. Estão presentes cerca de 700 mulheres a favor da manutenção do governo da presidente. Compareceram ainda ao evento a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR); a ministra do meio ambiente, Isabela Teixeira; a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ); a presidente da Caixa, Miriam Belchior; e a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci. |
| Doleiro diz no Conselho de Ética que Youssef mencionou entrega de dinheiro para Eduardo Cunha Posted: 07 Apr 2016 10:02 AM PDT Meirelles confirma entrega de dinheiro em espécie para Eduardo Cunha AFP Leonardo Meirelles, ex-sócio de Alberto Youssef afirmou nesta quinta-feira (7), em depoimento no Conselho de Ética da Câmara, que o doleiro Alberto Youssef confirmou ter repassado cerca de US$ 5 milhões ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a mando do lobista Júlio Camargo. Meirelles disse que o montante foi repassado ao peemedebista em espécie, já transformado em reais. O doleiro afirmou não ter, "a princípio", conhecimento de ter feito transferências bancárias de contas de suas empresas para contas do presidente da Câmara no exterior, nem saber se Cunha tem contas secretas fora do País. Delator na Operação Lava Jato, Meirelles cedia empresas, como o Laboratório Labogen, para que Youssef fizesse repasses de recurso ao exterior que seriam destinados depois a supostos beneficiários de propina. O peemedebista Eduardo Cunha é alvo de processo no Conselho e Ética sob acusação de ter mentido durante depoimento à CPI da Petrobras na Câmara em 2015 a respeito da existência de contas secretas no exterior. Investigações da Operação Lava Jato apontam, contudo, que o Cunha possui contas na Suíça que foram supostamente abastecidas por recursos desviados da petrolífera brasileira. Transferências Em abril de 2012, Youssef chamou o doleiro em seu escritório para informar que cerca de US$ 5 milhões seriam depositados em contas de Meirelles no exterior, afirmou o depoente. Youssef disse, segundo o doleiro, que ele deveria providenciar contratos fictícios de prestação de serviço para justificar a transferência. Segundo Meirelles, o contrato fictício teria sido celebrado em maio de 2012 e o dinheiro foi enviado para contas dele por meio de três transferências: duas de cerca de US$ 2,4 milhões feitas em 8 de junho e 28 de outubro de 2012 e outra de US$ 400 mil feita em 7 de novembro daquele ano. Meirelles disse que, devido ao alto valor do montante, Youssef confirmou que os cerca de US$ 5 milhões que seriam depositados viriam de Júlio Camargo, mas não comentou os motivos que levaram o lobista a pedir para fazer a transferência. Em depoimento no âmbito da Operação Lava Jato, Julio Camargo disse ter pago US$ 5 milhões a Cunha. Segundo o lobista, o presidente da Câmara o teria pressionado a transferir o montante como pagamento por ter ajudado a viabilizar contratos de navios-sonda de empresas coreanas e japonesas com a Petrobras. Após receber o dinheiro no exterior, o doleiro Meirelles disse que "arrecadou" os cerca de US$ 5 milhões em reais e levou para o escritório de Alberto Youssef. De acordo com Meirelles, o valor em espécie foi levado ao Rio de Janeiro pelo ex-policial federal Jaime Careca - que atuava como entregador de Youssef. "Fiz a entrega sem saber quem era. Uma semana depois, em almoço, o Alberto comentou informalmente de quem se tratava", disse o doleiro. Segundo Meirelles, Youssef disse que o valor foi entregue em um condomínio na Barra da Tijuca, na capital carioca, mesmo bairro onde Cunha possui residência. Pendência Meirelles contou que Youssef disse a ele que teria que terminar logo aquele contrato, porque era um assunto "pendente do passado". "Ele comentou informalmente. Olha, você não imagina a pressão que estava sofrendo, graças a Deus consegui liquidar aquela transferência, que era de Eduardo Cunha", disse no depoimento. O doleiro afirmou ainda que "nunca" esteve com o presidente da Câmara. "O Alberto só me passava valores e pedia para checar contas. Ele usava tanto para receber como para repagamentos. Geralmente me informava só as informações bancárias", contou. Questionado pelo relator do processo contra Cunha no Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), se fez transferências bancárias para contas de Cunha no exterior, Meirelles disse que "não houve". "Não que eu tenha conhecimento", emendou. |
| Quatro perguntas sobre a suposta delação da Andrade Gutierrez e suas consequências Posted: 07 Apr 2016 09:52 AM PDT O comando da campanha da presidente Dilma em 2014 negou qualquer irregularidade nas doações feitas à campanha da petista Elza Fiúza/1º.04.2016/Agência Brasil A Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do País, teria usado recursos provenientes de propina para fazer doações registradas legalmente para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014, informa reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira (7). Segundo o jornal, "a informação consta da delação premiada do ex-presidente da empresa Otávio Marques de Azevedo e foi sistematizada por ele em uma planilha apresentada à PGR [Procuradoria-Geral da República]". O ex-executivo Flávio Barra também teria ajudado a explicar o esquema. O acordo de delação ainda não foi homologado pela Justiça, o que é necessário para garantir sua validade em eventuais processos. Procuradas pela BBC Brasil, a empresa e a PGR disseram que não comentariam. Se a denúncia for comprovada, deve trazer importantes desdobramentos para a ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral e pode levar à cassação da chapa presidencial eleita, composta por Dilma e seu vice, Michel Temer. Em nota enviada à Folha, o comando da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 negou qualquer irregularidade nas doações feitas à petista em sua campanha da reeleição. "Aliás, a empresa fez doações legais e voluntárias para a campanha de 2014 em valores inferiores à quantia doada ao candidato adversário", afirmou ainda o advogado Flavio Caetano. Entenda abaixo quais as possíveis consequências da delação, caso ela seja confirmada: Quais as acusações contra a campanha de Dilma? De acordo com o jornal, Azevedo teria revelado em sua delação que propinas cobradas em contratos da empreiteira para a execução das obras do Complexo Petroquímico do Rio, a usina nuclear de Angra 3 e a mega-hidrelétrica de Belo Monte abasteceram a campanha de Dilma de 2010 e 2014. Segundo a reportagem, a Andrade Gutierrez doou R$ 20 milhões para o comitê da campanha de Dilma em 2014, entre recursos regulares e oriundos de propina. "Na tabela, que inclui também doações em 2010 e 2012, cerca de R$ 10 milhões doados às campanhas de Dilma estão vinculados à participação da empreiteira em contratos de obras públicas", apurou a Folha. A reportagem diz ainda que a construção de estádios da Copa do Mundo — como Maracanã, Mané Garrincha e Arena Amazonas - também teria gerado propinas para PT e PMDB. Não há menções a doações ao PSDB, afirma o jornal. "É a primeira vez que é descrito por um empresário o esquema revelado pela operação Lava Jato, de financiamento de partidos por meio de propinas de contratos públicos legalizadas na forma de doação eleitoral", destaca ainda a Folha. Qual a validade da delação? Para um acordo de delação premiada ter validade ele precisa ser homologado pela Justiça. Como as acusações envolvem a presidente da República, o documento terá que passar pelo crivo do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, responsável pela parte da operação Lava Jato que envolve autoridades com foro privilegiado. Como essas revelações podem afetar Dilma? As revelações de que a campanha da presidente teria recebido doações provenientes de propina tendem a gerar mais desgaste político, influenciando o clima favorável ao impeachment no Congresso. Mas os desdobramentos mais diretos podem ocorrer na Justiça Eleitoral. Em paralelo à discussão do impeachment, tramita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um processo que pode resultar na cassação da chapa de Dilma e seu vice-presidente, Michel Temer, na eleição de 2014. Seu andamento, porém, tende a ser bem mais lento que o trâmite do impeachment, podendo se arrastar por 2017. O processo foi unificado a partir de quatro ações movidas pelo PSDB com acusações de ilegalidades e abuso de poder econômico. Entre as denúncias, está a de que recursos desviados da Petrobras teriam sido usados na campanha. E os tucanos esperavam conseguir provar isso justamente por meio de possíveis revelações de executivos de empreiteiras em acordos de delação premiada. O governo tem negado irregularidades e argumenta que as empresas que doaram para a campanha de Dilma são as mesmas que doaram para a de Aécio Neves, candidato derrotado do PSDB. Se a chapa de Dilma e Temer for cassada ainda neste ano, novas eleições diretas para presidente serão convocadas em um prazo de 90 dias. Mas se isso ocorrer a partir do ano que vem, o mandatário do país seria eleito indiretamente pelo Congresso. Como essas revelações podem afetar Temer? A defesa do vice-presidente Michel Temer tem tentado desvinculá-lo de eventuais irregularidades na campanha presidencial. Seus advogados já argumentaram ao TSE que as suas contas eram mantidas em sistema separado das de Dilma, até por determinação legal. Ainda assim, a jurisprudência atual da corte é no sentido de que, mesmo que o candidato a vice não tenha ele próprio cometido irregularidades, ele se beneficia do crime cometido pela campanha do titular da chapa. Dessa forma, a tendência é que o TSE, caso julgue que a campanha de Dilma tenha cometido abuso de poder econômico, casse o conjunto da chapa, destituindo também Michel Temer. |
| Senado aprova MP que aumenta pena para quem usar veículos para obstruir vias Posted: 07 Apr 2016 09:16 AM PDT O Senado aprovou nesta quinta-feira, 7, a Medida Provisória 699/2015, que aumenta a punição para quem obstruir deliberadamente uma via pública. A matéria foi editada pelo governo em novembro passado, em meio a paralisações de caminhoneiros País afora. A proposta, que passou em votação simbólica (sem registro nominal de votos), segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
A MP altera o Código de Trânsito Brasileiro e passa a prever que o condutor que usar veículo para, "deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via" terá o direito de dirigir suspenso por 12 meses. Até então, as penas aplicadas aos infratores eram apenas o pagamento de multa e a remoção do veículo.
Além disso, a proposta aprovada estabelece ainda que o condutor ficará proibido de receber crédito para comprar veículos pelo período de 10 anos. |
| Dinamarca prende 4 possíveis recrutas do Estado Islâmico que voltavam da Síria Posted: 07 Apr 2016 09:01 AM PDT COPENHAGUE (Reuters) - A polícia dinamarquesa prendeu nesta quinta-feira quatro pessoas em endereços diferentes perto de Copenhague suspeitas de terem sido recrutadas pelo grupo militante Estado Islâmico na Síria para se envolverem em práticas terroristas. Armas e munições foram encontradas durante uma busca relacionada, informou a polícia. "Todos os quatro suspeitos são acusados de terem violado o código penal... se deixando recrutar pelo Estado Islâmico na Síria para cometer atos terroristas", disse um comunicado da polícia de Copenhague. Também nesta quinta-feira, a vizinha Suécia acusou um homem de 20 anos de terrorismo por supostamente fabricar uma bomba com a intenção de realizar um ataque suicida no país. As prisões na Dinamarca foram parte de uma ação conjunta da polícia e do serviço de inteligência PET para combater o alistamento de pessoas levado a cabo por grupos terroristas em áreas da Síria e do norte do Iraque mergulhadas na guerra, disse o comunicado. A operação policial ainda está em curso e novas prisões não estão descartadas, afirmou o superintendente-chefe, Poul Kjeldsen, em uma coletiva de imprensa televisionada. A polícia preferiu não dar maiores detalhes sobre a identidade ou as suspeitas sobre os quatro detidos, que comparecerão diante de um juiz para uma audiência preliminar na sexta-feira. (Reportagem adicional de Nikolaj Studsgaard) |
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