USAComment.com
Zicutake USA Comment | Busque Artigos


quinta-feira, 21 de abril de 2016

#Brasil

#Brasil


Mesmo com ajustes de possível governo Temer, economia só deve melhorar em 2018

Posted: 21 Apr 2016 07:10 PM PDT

Caso Dilma seja afastada, Temer assume a presidência temporariamente Romério Cunha/VPR

A admissibilidade do processo de impeachment na Câmara dos Deputados deixa a presidente Dilma Rousseff próxima de ser afastada do cargo por um período de até 180 dias. Para que isso aconteça, é necessário que metade dos senadores aceite o pedido. Nessa hipótese, o vice-presidente, Michel Temer, assume a presidência e pode promover os ajustes que considerar necessários.

No setor econômico, Temer deve buscar novos nomes para assumir a Fazenda, o Planejamento e a presidência do Banco Central e tem a missão de recuperar o crescimento, segurar a inflação e conter a taxa de desemprego.

De acordo com economistas ouvidos pelo R7, Temer deve focar seu plano de governo nas medidas de ajuste fiscal, caso assuma o principal cargo Executivo do País. Ainda assim, os analistas avaliam que a situação econômica só deve começar a melhorar no ano que vem.

Para o coordenador de estudos pós-graduados em economia política da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), Antônio Correa de Lacerda, a retomada de crescimento "não será automática" e vai depender da política econômica adotada para que a recuperação aconteça a partir de 2017.

— A recessão deste ano está dada com qualquer governo. Nós já estamos em abril e você não vai conseguir reverter esse quadro em um curto prazo.

Leia mais notícias de Brasil e Política

Os sete desafios que Temer terá de enfrentar se chegar à Presidência

O professor de economia da FGV (Fundação Getulio Vargas) Mauro Rochlin afirma que, independentemente do nome que assumir a presidência, o mais importante é enfrentar a questão fiscal para ajustar as contas do governo. Ele reforça que a reviravolta causada pela reforma não é momentânea, mas avalia que Temer teria a força política e a base parlamenta suficientes para aprovar essas medidas "antipopulares".

— Não vai ser um band-aid, como a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira], que vai resolver todo o problema fiscal em poucos dias. Então, as propostas têm que encaminhar no sentido de pensar gastos sociais e estabelecer uma idade mínima para a Previdência. Ou seja, uma série de propostas que o PT e os movimentos pessoais rejeitam claramente.

Lacerda também classifica os ajustes como importantes, mas ressalta que "o grande desafio" de um eventual governo Temer será o de "conquistar as condições de governabilidade".

— Foi vendida uma ideia de que o problema era a Dilma e que tirando ela tudo estaria resolvido. Mas a verdade não é essa. A gente tem problemas muitos mais amplos do que simplesmente tirar a presidente.

As medidas de ajuste fiscal, como a reforma na Previdência, eram fortemente defendidas pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, que saiu do cargo após a desaprovação da meta fiscal do governo. Rochlin tem um ponto de vista similar ao do ex-ministro e afirma que o ajuste no sistema de pensões e aposentadorias tende a ser um pontapé inicial para estreitar os laços entre o governo e o mercado.

— Se é aceita uma reforma da Previdência e o governo estabelece um planejamento para redução de despesas como proporção do PIB, o mercado vai perceber que o governo ajustou algumas variáveis de despesas para garantir sua solvência a longo prazo.

Acompanhe todo o conteúdo da Rede Record no R7 Play

Temer: “Espero que eventuais equívocos que geraram esse lamentável acidente" sejam apurados

Posted: 21 Apr 2016 05:58 PM PDT

Desde o início da semana, Temer estava em São Paulo, mas por questões de segurança, voltou nesta quinta (21) a Brasília Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


O presidente da República em exercício, Michel Temer, disse nesta quinta-feira (21) que se solidariza com os familiares das pessoas que morreram na queda de uma ciclovia no Rio de Janeiro. No áudio, divulgado em sua página pessoal no twitter, Temer afirmou esperar que as apurações sejam feitas e que possam detectar os "eventuais equívocos que geraram esse lamentável acidente."

Temer assumiu hoje a Presidência com a viagem da presidenta Dilma Rousseff a Nova York, onde participará, amanhã (22), da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

Engenheiro está entre as vítimas

"É imperdoável", diz prefeito do Rio

Desde o início da semana, Temer estava em São Paulo, mas por questões de segurança, voltou nesta quinta (21) a Brasília no fim da tarde.

Acidente

O desmoronamento de parte da ciclovia da Avenida Niemeyer em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, deixou hoje dois mortos e uma pessoa desaparecida. Dois corpos foram retirados das águas por uma equipe do Corpo de Bombeiros com o apoio de um helicóptero, que continua fazendo varredura no local em busca de outras possíveis vítimas.

Reino Unido deve ficar próximo dos aliados europeus, diz Obama

Posted: 21 Apr 2016 03:55 PM PDT

LONDRES (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira ao Reino Unido para permanecer próximo aos seus aliados na Europa a fim de ajudar na luta internacional contra o terrorismo, uma intervenção planejada para persuadir os britânicos a seguirem na União Europeia.

Obama fez os comentários em artigo para o jornal Daily Telegraph publicado pouco depois da sua chegada a Londres para uma visita oficial com o objetivo de convencer os britânicos a não votarem para deixar o bloco de 28 países no referendo de 23 de junho.

"Apesar de todos nós apreciarmos a nossa soberania, os países que exercem a sua influência de forma mais eficaz são os países que fazem isso pela ação coletiva que os desafios de hoje exigem", escreveu.

"Esse tipo de cooperação - do compartilhamento de inteligência e do contraterrorismo aos acordos para criar empregos e gerar crescimento econômico - será bem mais efetiva se isso se estender pela Europa."

(Reportagem de William James)

Jornalistas não vão compartilhar "Panama Papers" com Departamento de Justiça dos EUA

Posted: 21 Apr 2016 03:08 PM PDT

WASHINGTON (Reuters) - O grupo de meios de comunicação que coordenou a investigação sobre os chamados "Panama Papers", documentos sobre empresas em paraísos fiscais, disse nesta quinta-feira que não participaria em um inquérito criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Preet Bharara, procurador norte-americano para Manhattan, escreveu para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) buscando informações adicionais que ajudassem na sua investigação sobre evasão fiscal, disse o Guardian nesta terça-feira.

O grupo nesta quinta-feira disse a promotores no gabinete de Bharara que não iria divulgar informações não publicadas para eles.

"O ICIJ e sua organização mãe, o Centro de Integridade Pública, são organizações de comunicação amparadas pela Primeira Emenda e outras proteções legais para não se tornarem um braço das forças de segurança", afirmou Gerald Ryle, diretor do consórcio, em um comunicado.

O consórcio ainda não divulgou muitos dos 11,5 milhões de arquivos vazados da empresa panamenha Mossack Fonseca que meios de comunicação ao redor do mundo usaram para revelar como indivíduos e corporações proeminentes esconderam bens e sonegaram taxas.

(Reportagem de Julia Harte)

Cuba deve cortar preços de produtos em lojas com gestão estatal, dizem funcionários

Posted: 21 Apr 2016 02:27 PM PDT

Por Marc Frank

HAVANA (Reuters) - Cuba vai reduzir a partir de sexta-feira os preços de alguns produtos básicos em milhares de lojas de gestão estatal de pesos conversíveis, disseram nesta quinta-feira funcionários de duas lojas de varejo em Havana.

A medida parece ter o objetivo de aquietar as reclamações de cubanos que não se beneficiaram das reformas de mercado e estão descontentes com o aumento do preço da comida e com a desigualdade. 

De acordo com um documento descrito como uma lista vazada do Ministério das Finanças que circulou na internet, os bens incluem itens como óleo de cozinha, frango, carne de hambúrguer e sopa, e os cortes nos preços variam de 10 a 30 por cento. O governo não confirmou de imediato a informação.

Um funcionário de uma loja de Havana, que pediu para não ser identificado, somente diria que eles incluem "produtos básicos que as pessoas precisam, como pasta de dente, detergente e óleo de cozinha".

A medida se dá menos de uma semana depois de o presidente Raúl Castro, falando ao Congresso do Partido Comunista, ter admitido que as reformas econômicas que começaram há cinco anos ainda têm que beneficiar muitas pessoas que continuam sob pressão para dar conta do custo de vida.

(Reportagem adicional de Nelson Acosta)

Temer: "Quando o tempo chegar, terei gabinete na cabeça"

Posted: 21 Apr 2016 12:44 PM PDT

Temer criticou declarações recentes da presidente Dilma MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente em exercício do Brasil, Michel Temer (PMDB-SP), confirmou já estar em conversas com pessoas que podem vir a participar do governo no caso da confirmação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. À agência de notícias Dow Jones, ele declarou que tem nomes "na cabeça", mas que os revelaria apenas no momento adequado.

Temer afirmou que espera construir uma coalizão para governar o País no caso de Dilma ser afastada por 180 dias após decisão no Senado. A votação está prevista para 12 de maio.

— Quando o tempo chegar, eu terei um gabinete na cabeça e, apenas nesse momento, irei revelar nomes.

Embora tenha dito que está pronto para assumir, Temer criticou as acusações de que esteja conspirando contra Dilma.

— Ela [Dilma] tem dito que eu sou um conspirador, o que obviamente é algo triste para mim e para a Vice-Presidência da República.

A agência destaca a entrevista de Dilma a correspondentes internacionais nesta semana, na qual ela afirmou estar sendo alvo de ações de conspiradores que tentam tirá-la do poder.

Temer assumiu como presidente em exercício durante viagem de Dilma a Nova York, nesta quinta-feira. A petista deve retornar ao Brasil no domingo (24).

Ibama suspende licenciamento de hidrelétrica no Rio Tapajós

Posted: 21 Apr 2016 12:37 PM PDT

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspendeu o processo de licenciamento da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, maior projeto do setor elétrico, prevista para ser construída no Rio Tapajós, no Pará.

 

A decisão foi tomada pela presidente do Ibama, Marilene Ramos, e comunicada oficialmente à diretoria da Eletrobrás na quarta-feira, 20, por meio de ofício. Em sua decisão, Marilene diz que estudos técnicos encaminhados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) ao Ibama, em 26 de fevereiro, apontaram a inviabilidade do projeto atual, por causaa do impacto direto do reservatório da usina em terras indígenas.

 

No parecer ao qual o Estadão teve acesso, Marilene Ramos afirma que as informações "apontam a inviabilidade do projeto sob a ótica do componente indígena e recomendam suspensão do processo de licenciamento ambiental enquanto não adotadas providências que vão além das atribuições do Ibama, da Funai e da Eletrobrás".

 

Na quarta-feira, a Fundação Nacional do Índio (Funai) publicou no Diário Oficial da União o reconhecimento da terra indígena Sawré Maybu, área dos índios mundurucu, localizada entre os municípios de Itaituba e Trairão, no Pará. Seu relatório pede a demarcação de uma área de 178 mil hectares. O processo, que ainda depende de um decreto presidencial para ser concluído, entrou em fase de contestação e esclarecimentos que vai durar 90 dias.

 

As decisões socioambientais congelam um projeto que, na prática, já estava paralisado. Estimada em R$ 32 bilhões, São Luiz do Tapajós geraria, em média, 4.012 megawatts por ano, energia suficiente para atender mais de 20 milhões de domicílios. Sua complexidade ambiental, no entanto, somou-se à crise econômica, que acabou com os grandes financiamentos de bancos públicos, e aos escândalos de corrupção, que afastaram de vez as grandes empreiteiras de negócios desse porte. Não há condições práticas, portanto, de viabilizar a obra.

 

Nos últimos cinco anos, o projeto foi alvo de uma série de contestações por organizações ambientais dentro e fora do Brasil, como Instituto Socioambiental (ISA), Greenpeace e International Rivers. No fim de 2014, o governo chegou a anunciar que faria o leilão de São Luiz mesmo sem ter sua licença ambiental. Desistiu do plano dias depois. Para tentar autorizar a construção da usina, o governo publicou decretos em 2012 nos quais reduzia as áreas de unidades de conservação da região. Como é proibido construir usinas dentro de florestas protegidas, o governo decidiu que o jeito era recortá-las para dar espaço ao projeto. Não foi possível, porém, retirar os índios da região. São Luiz alagaria uma área de 729 quilômetros quadrados em uma das regiões mais sensíveis e preservadas de toda a Amazônia. (André Borges)

Mulheres e jovens são mais receptivos à questão de transgêneros nos EUA, diz pesquisa Reuters/Ipsos

Posted: 21 Apr 2016 12:33 PM PDT

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - Transgêneros norte-americanos podem encontrar maior aceitação no futuro, de acordo com uma pesquisa de opinião Reuters/Ipsos, que mostra jovens adultos e mulheres mais abertas para as pessoas que usam banheiros públicos conforme a sua identidade de gênero.

A questão está polarizando grande parte dos Estados Unidos, principalmente na Carolina do Norte, onde grandes empresas e estrelas do rock estão boicotando o Estado após uma nova lei exigir que as pessoas usem o banheiro público de acordo com a sua certidão de nascimento.

Norte-americanos com idades entre 18 a 29 anos apoiam deixar os indivíduos transgêneros usarem o banheiro de sua identidade em uma proporção de 2 para 1. Entre os norte-americanos com 60 anos ou mais, a proporção era de 2 para 1 em sentido inverso, com as pessoas dizendo o uso do banheiro deve ser determinado pelo gênero em sua certidão de nascimento.

Quarenta e quatro por cento das mulheres apoiam que um homem que está em transição de masculino para feminino use seus banheiros públicos, em comparação com 39 por cento que dizem que eles devem utilizar as instalações correspondentes a seu sexo atribuído à nascença.

"Se não estiverem prejudicando ninguém, não estiverem prejudicando as crianças, e se vestem como homens ou mulheres de acordo com o banheiro onde eles estão indo, eles têm os mesmos direitos que todos os outros", disse Debbie Dellera, 65, uma republicana e apoiadora do pré-candidato Donald Trump de Nova Jersey, que participou da pesquisa.

No geral, o público é mais ou menos dividido, com 43 por cento dizendo que estão mais próximos da visão de que as pessoas devem usar banheiros públicos "de acordo com o sexo biológico em sua certidão de nascimento" em comparação com 41 por cento que optam por "de acordo com o sexo com o qual eles se identificam."

A pesquisa com 2.039 pessoas foi realizada de 12 a 18 de abril, em meio a controvérsias sobre o tema em vários Estados dos EUA, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Para o subgrupo de 18 a 29 anos, a margem de erro é de 5,5 pontos.

Museu do Snoopy no Japão quer atrair antigos e novos fãs

Posted: 21 Apr 2016 12:10 PM PDT

TÓQUIO (Reuters) - Um Museu do Snoopy dedicado aos desenhos de Charles M. Schulz, o criador da tira cômica de jornal Peanuts (conhecido como 'Minduim' no Brasil), está abrindo suas portas no Japão.

Sediado em Tóquio, o museu temporário é o primeiro derivado do Museu Charles M. Schulz, que fica no Estado norte-americano da Califórnia, fora dos Estados Unidos e estreia com uma exibição intitulada "My Favorite Peanuts".

    A mostra terá itens como desenhos originais e obras em grande escala de Schulz, cujos personagens Charlie Brown, Lucy, Lino e Snoopy conquistaram legiões de fãs em todo o mundo, inclusive no Japão.

    "O Japão, como cultura, valoriza os quadrinhos, e isso provavelmente ajudou um pouco", disse Paige Braddock, diretora de criação da empresa Charles M. Schulz Creative Associates.

    "Sendo eu mesma uma cartunista e fã, adoro vir ao Japão e ver a vasta gama de outros personagens de quadrinhos aqui, mas também acho que existe uma espécie de componente caligráfico na obra de Schulz, em seu traço, que pode ter atraído os fãs japoneses desde o começo."

    A tira de Schulz estreou nos jornais em 1950 e durou até 13 de fevereiro de 2000, um dia depois de o artista morrer aos 77 anos de idade, tendo sido publicada por mais de 2.600 diários de todo o planeta.

    Embora Snoopy seja popular no Japão, o cachorro beagle compete com outros personagens de quadrinhos, como Hello Kitty, e com heróis de mangá.

    "Acho que um pouco do nosso desafio é apresentar Snoopy a fãs de quadrinhos que talvez não o conheçam", opinou Paige.

    "Mas assim que eles descobrirem Snoopy, há verdades universais nas tiras que acho que têm apelo para todas as gerações... porque a tira não trata só de humor, trata de relacionamentos, de fracassos, de alegria, realmente percorre toda a gama de emoções humanas e do hábito de contar estórias."

    O Museu do Snoopy de Tóquio abre para o público no próximo sábado e irá fechar as portas em setembro de 2018.

    (Por Reuters Television em Tóquio)

Chamar impeachment de golpe prejudica imagem do Brasil, diz Temer

Posted: 21 Apr 2016 11:48 AM PDT

Temer assume a Presidência até o retorno de Dilma MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente em exercício do Brasil, Michel Temer (PMDB-SP), criticou a caracterização do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff como um golpe. À agência de notícias Dow Jones, ele declarou que está pronto para assumir o governo caso o impeachment vença também no Senado. O peemedebista afirmou também que tem "na cabeça" nomes para seu eventual gabinete.

Temer, que assumiu como presidente em exercício durante viagem de Dilma a Nova York, nesta quinta-feira (21), afirmou que os procedimentos do impeachment estão em linha com a Constituição do Brasil e que falar sobre golpe de Estado prejudica a imagem do País no exterior.

"Vou retornar ao meu posto assim que ela voltar", disse durante a entrevista. O retorno de Dilma está previsto para domingo (24). "Cada passo do impeachment está de acordo com a Constituição", acrescentou. "Como isso poderia ser chamado de golpe?"

A agência destaca que as falas de Temer vêm em um momento histórico de "profunda crise", com recessão econômica e tensão política. Um porta-voz do Planalto disse que o governo não iria comentar as declarações de Temer. 

Dilma decide ir a NY para assinar acordo do clima e reforçar versão sobre impeachment

Diretor de filmes do agente 007 morre aos 93 anos, diz BBC

Posted: 21 Apr 2016 11:39 AM PDT

LONDRES (Reuters) - O diretor britânico de cinema Guy Hamilton, que trabalhou em quatro filmes de James Bond, morreu aos 93 anos de idade, em Maiorca, noticiou a BBC nesta quinta-feira.

Hamilton dirigiu Sean Connery em "007 Contra Goldfinger" e "007 - Os Diamantes São Eternos", e Roger Moore em "Com 007 Viva e Deixe Morrer" e "007 C Homem com a Pistola de Ouro".

Hamilton também trabalhou com Michael Caine no filme "Funeral em Berlim".

Ele também dirigiu duas adaptações de Agatha Christie: "A Maldição do Espelho", com Angela Lansbury como Miss Marple, e "Assassinato num Dia de Sol", com Peter Ustinov como Poirot.

Presidente do México vai propor ao Congresso reforma para liberar uso da maconha

Posted: 21 Apr 2016 11:15 AM PDT

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O presidente do México, Enrique Peña Nieto, anunciou nesta quinta-feira mudanças na política antidrogas ao afirmar que vai propor ao Congresso reformas para permitir o uso medicinal e científico da maconha, assim como descriminalizar o uso pessoal.

O mandatário disse que enviará ao Senado uma iniciativa para mudar o código penal federal e a lei federal de saúde para autorizar o uso de medicamentos elaborados a base da maconha ou seus ingredientes ativos, assim como autorizar pesquisa para produtos que a contenham.

A dose permitida para uso pessoal da maconha aumentaria para 28 gramas, contra cinco gramas atualmente.

"Isso quer dizer que o consumo deixará de ser criminalizado", disse Peña Neto.

O México, que por anos tem sido um dos principais envolvidos em uma guerra contra o narcotráfico que já deixou dezenas de milhares de mortos no país, vinha mudando sua retórica para um enfoque menos sancionador. No ano passado, convocou foros para discutir sobre o uso medicinal e pessoal da maconha.

Volkswagen e Justiça dos EUA chegam a acordo sobre emissões de poluentes

Posted: 21 Apr 2016 10:58 AM PDT

Por David Shepardson

(Reuters) - A Volkswagen e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos chegaram a um acordo, em princípio, sobre o excesso de emissões de diesel em quase 600 mil veículos, que inclui recompra e possível conserto, afirmou o juiz federal Charles Breyer em San Francisco nesta quinta-feira.

Breyer disse que o acordo deve incluir uma oferta de recompra de 482 mil veículos com motor 2.0 litros e um possível reparo se os reguladores concordarem sobre isso, ou o cancelamento de contratos de leasing existentes.

Duas pessoas a par do assunto e vários analistas dizem que empresa pode ter que gastar mais de 10 bilhões de dólares para cumprir o acordo nos EUA.

O acerto é um passo importante nos esforços da montadora alemã para deixar para trás a questão, que veio à luz em setembro do ano passado, quando a Volkswagen admitiu o uso de um sofisticado software secreto em seus carros para enganar os testes de emissões de poluentes, desencadeando um escândalo apelidado na mídia de "Dieselgate".

O acordo vai incluir um fundo de recuperação ambiental para combater as emissões em excesso e "compensação substancial" adicional para os proprietários para que vendam de volta ou tenham seus veículos consertados, disse Breyer.

O acordo deve encerrar mais de 600 ações coletivas ajuizadas nos tribunais norte-americanos.

Cantor Prince é encontrado morto em casa aos 57 anos, diz mídia dos EUA

Posted: 21 Apr 2016 10:31 AM PDT

(Reuters) - O cantor pop norte-americano Prince, de 57 anos, foi encontrado inconsciente nesta quinta-feira em sua casa em Minnesota e mais tarde foi declarado morto, segundo reportanges na imprensa dos Estados Unidos.

Um membro do gabinete da polícia local não confirmou a identidade de uma pessoa morta encontrada na propriedade de Prince, e a Reuters não pôde confirmar as reportagens.

O site de celebridades TMZ, citando fontes próximas ao cantor, foi o primeiro a relatar a morte de Prince na propriedade de Paisley Park, em Minnesota. A Associated Press citou mais tarde o relações públicas do artista confirmando a notícia.

Representantes do cantor não responderam imediatamente aos pedidos da Reuters para comentar o assunto. O médico local se recusou a comentar.

Prince, um cantor e compositor inovador cuja música combinou jazz, funk e disco, é mais conhecido por canções de sucesso como "Purple Rain", "Kiss" e "Raspberry Beret".

Ele ganhou fama no fim dos anos 1970 e ao longo das três décadas seguintes tornou-se conhecido como uma das forças mais inventivas e excêntricas da música pop norte-americana.

Prince, uma pessoa bastante reservada, ganhou vários prêmios Grammy e entrou no Rock and Roll Hall of Fame em 2004.

(Reportagem de Alex Dobuzinskis em Los Angeles)

Moreira Franco: ida de Temer a Brasília facilita articulações políticas

Posted: 21 Apr 2016 10:16 AM PDT

O ex-ministro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB, deixou a residência do presidente em exercício, Michel Temer, no começo da tarde para viajar ao Rio de Janeiro. "Vim conversar com Temer sobre alguns assuntos", disse ele, sem detalhar os temas discutidos.

Ao ser questionado se a ida de Temer a Brasília hoje atrapalharia as articulações políticas para formação de seu eventual governo, Moreira Franco disse que, "ao contrário, para mim até ajuda".

Temer embarcará no final da tarde desta quinta-feira (21) para Brasília. Ele ocupa, até domingo, o lugar da presidente Dilma Rousseff, que viaja para Nova York e retorna no domingo (24). Nos Estados Unidos, a presidente assinará o acordo climático de Paris

 

Crítica a 'bela, recatada e do lar' é intolerante com Brasil 'invisível', diz historiadora

Posted: 21 Apr 2016 10:15 AM PDT

Mary Del Priore diz que perfil de Marcela Temer é o de muitas brasileiras Divulgação

Um artigo sobre a esposa do vice-presidente Michel Temer, Marcela Temer, publicado pela revista Veja e intitulado "Bela, recatada e do lar", provocou uma avalanche de memes e reações na internet.

Milhares de mulheres postaram fotos suas em momentos de diversão, ironizando o tom tradicionalista do perfil e afirmando que Marcela não as representaria.

Mas para uma das principais pesquisadoras da história das mulheres brasileiras, a historiadora Mary Del Priore, as críticas - que, segundo ela, seriam originárias em sua maioria das capitais e do Sudeste do país - refletem uma visão "intolerante" sobre o modo de vida de uma parcela significativa da população.

Del Priore diz que Marcela Temer representa parte de um Brasil que muitos preferem deixar "invisível".

Acompanhe abaixo alguns trechos da entrevista.

BBC Brasil - A descrição que a revista Veja faz de Marcela Temer pode ser compreendida como um reflexo do ideal da mulher no Brasil ou reflete o machismo ainda presente na nossa sociedade?

Mary Del Priore diz que perfil de Marcela Temer é o de muitas brasileiras

Mary del Priore - Eu diria que a história é feita de permanências e rupturas. Essa adjetivação a gente encontra nos memorialistas de 20 e 30. Nas memórias do historiador Pedro Calmón, um dos maiores que o Brasil já teve, ele escreve que escolheu a "mulher da vida dele" exatamente com base nessas características: ela deveria ser bela, recatada e do lar.

Aliás, beleza nem era tão importante nessa época, passou a ser uma características determinante nos séculos 20 e 21. Mas recato e ser uma boa dona de casa acompanhou a história da mulher brasileira desde sempre.

No século 19, ser dona de casa era uma característica importante, voltar-se para as atividades domésticas, estar ocupada dentro de casa, essa é uma permanência que está presente até hoje. E é óbvio que tivemos rupturas, especialmente na década de 70, com a chegada da pílula anticoncepcional, a inserção da mulher no mercado de trabalho, o que faz determinadas mulheres que participaram dessas rupturas reagirem a esse modelo de permanência.

Mas o que eu acho importante insistir é que o Brasil não é o mesmo. O Brasil das capitais, do Rio de Janeiro, de São Paulo, onde você tem o movimento feminista organizado, mulheres em cargos de comando, mulheres formadas pela universidade – ele não é o mesmo do interior. Em muitas localidades brasileiras, sobretudo no interior do Brasil, onde ainda vive 20% da nossa população, adjetivos como esses fazem a diferença e ainda são considerados características importantes para a escolha do cônjuge.

BBC Brasil - E a reação que isso provocou na internet? Uma avalanche de memes sobre essas três características, eventos que ironizam essa classificação, mulheres postando fotos em bares, se divertindo como se elas não estivessem representadas nessa tríade "bela, recatada e do lar"- o que pode explicar isso?

Marcela Temer é casada há 13 anos com vice-presidente do país, Michel Temer

Del Priore - Isso é o fato de a internet ter ganhado na sociedade brasileira o lugar de praça pública, e não só para este assunto, mas para qualquer tema. As redes, os grupos organizados que estão presentes ali, todos eles têm voz nessa grande praça pública. Isso faz parte da realidade dos tempos de hoje, da forma como nos comunicamos, mas é bom pensar que quando falamos em "mulher brasileira", ela é não é uma, mas complexa, há mulheres com formações diversas.

Não vamos esquecer que nossos congressistas, quando foram votar pelo impeachment, evocaram a família, a Igreja – então esse Brasil, que não está tão visível e que, do meu ponto de vista, se constitui numa espécie de buraco negro com vozes discordantes, que nunca ouvimos, é esse Brasil que se vê representado em mulheres que são belas, puras e recatadas.

BBC Brasil - Então o que você está dizendo é que a "bela, recatada e do lar" representa parte da população, e, assim, também representa a mulher brasileira...

Del Priore - Eu acho que representa um Brasil que não está visível, que não está nas redes, que não está vinculado aos movimentos feministas, mas isso é parte do nosso país. Um país que as vezes a gente não gosta de ver, como tantos jornalistas sublinharam na votação de domingo: é um Brasil feio? É. É um Brasil deseducado? É. Um Brasil com vocabulário selvagem? É. Nós que temos o hábito de olhar só para os nossos umbigos e achar que o Brasil é só o Sudeste do país e as grandes cidades.

BBC Brasil - Você ressalta que há mulheres que ainda desejam essa classificação, orbitar em volta do marido, mesmo com as conquistas do mercado de trabalho, e há uma sensação por parte de um grupo de que isso não seria justo, ou adequado. Isso é visto como um retrocesso, não? Pelo menos é o que reflete essa reação em peso na internet à tríade "bela, recatada e do lar"...

Del Priore - Sem dúvida, inclusive nos Estados Unidos, onde você tem movimentos feministas com tantas nuances, você teve uma reação de mulheres nos anos 90 que deixaram as grandes empresas, abandonaram suas carreiras, e que tem prazer de estar em casa, ser donas de casa, e cuidar dos filhos, se dedicar à vida doméstica. Essa é uma opção.

Eu digo sempre que a complexidade da subjetividade feminina implica em você ser santa e prostituta ao mesmo tempo, da rua e da casa ao mesmo tempo, em ter a carreira e uma realização doméstica.

Aliás, eu acho uma intolerância total esse tipo de crítica. O certo é respeitar. Se essa senhora quer viver dessa forma e faz feliz a si própria e ao seu marido, melhor para ela. Mas essa necessidade de querer que as mulheres se enquadrem numa tipologia de mulheres bem sucedidas, independentes, que fazem o que querem, deitam com quem querem ou então do seu oposto, como uma santa, em casa – essas tipologias caíram por terra.

As mulheres gostam mesmo de representar todos os papéis possíveis quando elas têm a oportunidade. Eu digo sempre que a complexidade da subjetividade feminina implica em você ser santa e prostituta ao mesmo tempo, da rua e da casa ao mesmo tempo, em ter a carreira e uma realização doméstica. O grande sonho parece ser dar conta de todos esses papeis. Portanto, me parece intolerante essa reação crítica a uma pessoa que escolheu seguir esse caminho.

BBC Brasil - As mulheres representam quase 60% do eleitorado, no entanto, segundo dados da ONU de 2014, apenas 11% dos prefeitos, 8,7% dos deputados e 7,9% dos governadores são mulheres. O mundo da política ainda é dominado pelo machismo?

Del Priore - Eu acho que a preeminência masculina poderia nos fazer acreditar que somos um país patriarcal também na vida política. Mas eu gostaria de lembrar as inúmeras mulheres que estão na política brasileira que estão envolvidas com aqueles comportamentos que identificamos em políticos brasileiros e que nós não desejamos.

Se a revista vai vender mais por conta dessa manchete, o problema é dela. O que eu acho importante é a diversidade, porque ela nos fará mais tolerante em relação àquelas coisas que ainda nos tornam um país de selvagens: a violência contra mulher, a homofobia.

Muitas – e aí não estou falando da presidente, que é tão proba, e cujas contas estão limpas – roubaram, meteram a mão igual, há milhares de escândalos envolvendo mulheres. Então não vamos fazer das saias um atestado de pureza na política brasileira.

Se for para ter mais cadeiras no Congresso para se comportar exatamente com os políticos que nós vemos, muito obrigada, vamos ficar na mesa. Precisa haver uma mudança total: política e da Constituição.

BBC Brasil - Como foi sua reação pessoal, de mulher, à manchete daVeja ?

Del Priore - Num país democrático, todos os veículos de comunicação representam grupos diversos. Você tem os leitores de Veja e de Carta Capital, ouvintes e leitores da BBC e de rádios evangélicas, não podemos ter homogeneidade.

Se a revista vai vender mais por conta dessa manchete, o problema é dela. O que eu acho importante é a diversidade, porque ela nos fará mais tolerante em relação àquelas coisas que ainda nos tornam um país de selvagens: a violência contra mulher, a homofobia.

Acho que temos que progredir não reagindo de maneira brutal com relação a opiniões que são diversas das nossas. Faz parte do mundo contemporâneo termos opiniões diferentes, a complexidade desse Brasil são os "brasis" que esse país contém.

Ex-ministro do Turismo se nega a fazer teste de bafômetro e tem CNH apreendida

Posted: 21 Apr 2016 09:58 AM PDT

Ex-ministro Henrique Alves disse que vê o fato com "naturalidade" José Cruz/Agência Brasil

O ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, aliado próximo do presidente interino Michel Temer, negou-se a fazer o teste de bafômetro na madrugada desta quinta-feira (21) em Natal. Com a negativa, a carteira de habilitação do político, que é presidente do PMDB potiguar, foi retida.

Segundo relatos do coordenador de Operação Lei Seca no Rio Grande do Norte, capitão Eann Styvenson Valentim, Henrique Alves foi parado pela blitz instalada na zona Sul de Natal. O militar explicou que o procedimento foi reter a habilitação, já que ele se negou a "soprar o aparelho".

"Sem o teste do bafômetro não ficou comprovada a ingestão de bebida alcoólica. Assim, ele não vai responder criminalmente. Mas ainda vai responder administrativamente e pagar multa de R$ 1.915,40", disse o capitão à imprensa estadual, detalhando o procedimento a ser adotado contra o ex-ministro.

A blitz instalada na zona Sul, onde foi retida a carteira do ex-ministro do Turismo, terminou com 16 pessoas presas e 132 carteiras de habilitação apreendidas.

Em nota, divulgada na manhã desta quinta (21), o ex-ministro Henrique Alves disse que vê o fato com "naturalidade". "Fui abordado pelos policiais da blitz de forma educada e respeitosa, como deve ser", destacou. O político do PMDB afirmou ainda "elogiar esse trabalho que comprovadamente diminui os índices de acidente em nossa cidade".

Uma fotografia da habilitação de Henrique Eduardo Alves circulou nas redes sociais durante toda manhã, mas o fato foi minimizado pelo ex-ministro. Henrique Alves disse "reconhecer que faz parte de quem tem imagem pública".

Falha não é só de Dilma, mas de toda classe política, diz 'Economist'

Posted: 21 Apr 2016 09:56 AM PDT

Na edição latino-americana, revista fala sobre crise política no Brasil Reprodução/BBC

"A grande traição" foi o título escolhido pela britânica The Economist para falar da crise política no Brasil. A capa da edição latino-americana da publicação traz uma montagem com o Cristo Redentor segurando uma placa de "SOS".

Na reportagem, a revista diz que o fracasso brasileiro não é só culpa da presidente Dilma Rousseff, mas de toda a classe política, que "decepcionou o País por meio de um mix de negligência e corrupção".

Após descrever a votação do impeachment na Câmara como um dos momentos "mais estranhos" da vida política nacional, a Economist diz que a "mancha de corrupção" está espalhada por muitos partidos brasileiros: "dos 21 deputados sob investigação no caso da Petrobras, 16 votaram pelo impeachment de Rousseff. Cerca de 60% dos congressistas enfrentam acusações de delito criminal."

"O alarmante é que aqueles que estão trabalhando para sua saída (de Dilma) são, de muitas formas, piores do que ela", segue a reportagem.

A Economist opina que um governo Michel Temer poderia trazer um "alívio econômico de curto prazo", mas pondera que o PMDB também é citado nos escândalos de corrupção e menciona as acusações contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, réu na operação Lava Jato.

Com Dilma em viagem, Michel Temer assume presidência

Segundo a revista, para enfrentar um cenário de recessão, inflação e desemprego, a melhor saída seria a convocação de eleições gerais.

"Um novo presidente pode ter um mandato para embarcar em reformas que escaparam dos governos durante décadas. Os eleitores também merecem uma chance de livrar-se de todo o Congresso infestado de corrupção. Apenas novos líderes e novos legisladores podem realizar as reformas fundamentais de que o Brasil necessita."

No entanto, a publicação considera essa possibilidade pouco provável, já que depende dos atores que estão hoje no poder. E conclui que os eleitores "não devem se esquecer deste momento", porque terão a chance de ir às urnas para votar por "algo melhor".

Outras capas

Na primeira vez em que a Economist usou o Cristo Redentor em sua capa sobre o Brasil, o contexto era outro.

Em 2009, a revista publicou a montagem do Cristo na forma de um foguete, prestes a levantar voo, com o título "Brazil takes off" ("Brasil decola", em tradução livre). Otimista, a reportagem falava dos rumos promissores da economia brasileira.

Em outubro de 2013, a publicação também mostrava o Cristo, mas, desta vez, em trajetória de queda. O texto, de 14 páginas, questionava "Has Brazil blown it?" ("O Brasil estragou tudo?", em tradução livre), em menção aos primeiros sinais da crise econômica.

Suárez diz ser privilegiado por superar marca de Ronaldo no Barcelona

Posted: 21 Apr 2016 09:55 AM PDT

Por Richard Martin

BARCELONA (Reuters) - O atacante do Barcelona Luis Suárez disse que se sente "privilegiado", depois de marcar quatro gols contra o Deportivo La Coruña e superar a marca do brasileiro Ronaldo com 48 gols em uma temporada pelo clube.

O uruguaio, que chegou a 49 gols em 48 jogos nesta temporada, inspirou a retumbante vitória por 8-0 contra o La Coruña, encerrando uma série de quatro jogos do time no campeonato sem uma vitória e reacendendo o compromisso da equipe de ganhar o título espanhol.

"Sinto-me privilegiado e orgulhoso de superar o que o Ronaldo fez para o clube... É um privilégio passar um gênio do futebol como ele", disse Suárez nesta quinta-feira.

O uruguaio também deu três assistências na vitória do Barcelona contra o La Coruña, tornando-se o primeiro jogador na história da liga espanhola a estar diretamente envolvido em sete gols em uma única partida.

Ronaldo marcou 48 gols em sua primeira temporada no Barcelona em 1996-97 e era o segundo maior artilheiro do clube quando considerada apenas uma temporada, embora fosse de muito longe superado pelo recorde estabelecido por Lionel Messi, que marcou 73 gols na temporada 2011-12.

Bolsonaro tem direito de homenagear quem quiser, diz viúva de Ustra

Posted: 21 Apr 2016 09:45 AM PDT

Jair Bolsonaro fez homenagem ao Ustra durante voto do impeachment Nilson Bastian/10.12.2014/Câmara dos Deputados

Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra tem 79 anos e muitas memórias. Professora aposentada, ela conta dedicar o tempo livre à pesquisa sobre a história do Brasil, em especial sobre a ditadura militar, período durante o qual seu marido foi um dos personagens principais ─ e também uma das figuras mais controversas.

Maria Joseíta foi casada com o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Chefe do DOI-Codi de São Paulo, ele foi acusado pelo desaparecimento e morte de pelo menos 60 pessoas. Outras 500 teriam sido torturadas nas dependências do órgão durante seu comando. Único militar considerado torturador pelo MPF (Ministério Público Federal), Ustra morreu de câncer aos 83 anos, em outubro do ano passado.

No último domingo, Ustra voltou ao debate nacional após ter sido homenageado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante votação pela aprovação da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

— Fiquei profundamente emocionada", disse Maria Joseíta em entrevista à BBC Brasil. "Ele foi de uma felicidade muito grande.

A menção ao torturador feita por Bolsonaro provocou forte reação de indignação manifestada principalmente nas redes sociais. Mais de 17 mil pessoas reclamaram da conduta do deputado diretamente à procuradoria-geral da União, que prometeu analisar os pedidos.

Por outro lado, a principal página no Facebook relacionada ao coronel Ustra ganhou quase 3.000 curtidas em três dias.

Muitos comentários alegam que a homenagem feita por Bolsonaro seriam equivalentes às referências elogiosas, feitas por um outro deputado, Glauber Braga (PSOL-RJ), ao votar contra o impeachment, a Carlos Marighella, morto por organizar resistência ao regime militar.

De sua casa em Brasília, ela conversou por telefone com a BBC Brasil.

BBC Brasil: Durante votação pela abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no último domingo, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) dedicou o voto ao seu marido. O que a senhora achou da homenagem?

Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra: Fiquei profundamente emocionada. Acho que ele foi de uma felicidade muito grande. Acredito que Bolsonaro tem o direito de prestar homenagem a quem ele quiser porque outros deputados homenagearam terroristas, como Marighella e Lamarca, que pregaram durante toda a vida a luta armada, a violência e a separação do país. Se eles têm esse direito, por que o deputado Bolsonaro não tem?

BBC Brasil: Mas o seu marido foi considerado pela Justiça como torturador. Isso é motivo de homenagem?

Maria Joseíta: Meu marido nunca foi condenado pela Justiça em última instância. O processo está parado. Não há prova nenhuma, só testemunhal. Interessante notar que prova testemunhal serve para considerar meu marido torturador, mas prova testemunhal não serve para condenar os corruptos da Lava Jato (Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras ).

BBC Brasil: Mas o vereador Gilberto Natalini (PV-SP) disse, em entrevista à BBC Brasil, que foi torturado pelo seu marido...

Maria Joseíta: Natalini passou uma única noite lá no DOI-Codi. Ele foi detido para averiguação. Quando declarou ter sido torturado, meu marido enviou-lhe uma carta aberta pedindo informações sobre essa suposta tortura. Nunca obteve resposta.

O problema é que muita gente usou isso, e continua usando, para se eleger, para conseguir cargos públicos e ganhar indenizações do governo. Não estou dizendo que a ditadura militar foi um mar de rosas. Não foi.

Sofro pelas famílias que perderam seus entes queridos do outro lado. Vejo com tristeza uma mãe que não sabe onde o filho está. Jovens que tinham a vida pela frente e que podiam lutar pelo Brasil de outra maneira, mas que foram iludidos por alguns grupos mais antigos de raposas velhas que tentavam implantar o comunismo no país.

BBC Brasil: A senhora diz que a ditadura não foi um "mar de rosas". O coronel Ustra cometeu erros?

Maria Joseíta: Não sei se ele cometeu erros. A mídia retrata meu marido como se ele fosse onipresente, onipotente e onisciente. Parece que ele foi um super-homem.

Quem começou isso tudo não foram as Forças Armadas. Houve apenas uma reação ao caos que já estava sendo implantando no Brasil. O grupo de militantes que estava se organizando já ia para China, para Cuba, para a União Soviética para fazer treinamento de guerrilha.

Era preciso tomar uma providência. Agora, por que o meu marido é um símbolo de tudo de ruim que aconteceu no regime militar?

BBC Brasil: Porque relatos documentados indicam que o seu marido torturou pelo menos 60 pessoas...

Maria Joseíta: Não posso jurar que o meu marido não cometeu nenhum deslize. Deslize na vida todo mundo comete. Eu presenciei muita coisa. Certa vez acompanhei seis presas lá dentro (DOI-Codi ). Uma delas estava grávida e não sabia. Fiquei tocada pela situação.

Tanto insisti que meu marido me permitiu um contato com ela para ver se eu podia ajudar em alguma coisa. Ela fez questão de ficar lá com as companheiras porque tinha assistência, era atendida no Hospital das Clínicas, fazia pré-natal e tinha toda a atenção possível.

Chegamos inclusive a fazer enxoval para o bebê. Minha empregada fazia tortas para elas lancharem. Coisas gostosas. No entanto, quando ela teve o bebê e saiu de lá ─ até porque já não podia ficar mais, pois se tratava de uma concessão por pedido dela própria, passou a dizer que foi torturada todos os dias.

Já o filho de um outro preso me acusava de ir ao DOI-Codi para curar as feridas delas. Além disso, segundo ele, eu atuava como interrogadora.

Vejam como supervalorizavam a família Ustra. Há muita fantasia nessa história. Acredito que nem todo mundo tenha sido tratado como "pão de ló" como eu fazia.

BBC Brasil: A senhora sempre defendeu publicamente seu marido. Por quê?

Maria Joseíta: Eu não fui defensora do meu marido. Ele não precisava de defesa. Fui uma defensora da verdadeira história e não da história que está sendo contada. Decidi me manifestar publicamente porque eu sou uma cidadã brasileira. Passei minha juventude e minha maturidade durante o período do regime militar. Vi, vivi e tenho conhecimento de muitas coisas que aconteceram naquela época. Aquela época era semelhante ao que estava acontecendo agora.

BBC Brasil: Por que aquela época era semelhante ao que está acontecendo agora?

Maria Joseíta: Porque era um caos. Um grupo de jovens ─ alguns idealistas outros iludidos ─ queria tomar o poder. A maioria desse grupo está no governo agora e pertencia àquelas organizações. E deu no que deu. Uma das maiores empresas do mundo (Petrobras ) foi sucateada, o dinheiro desapareceu de tudo o que foi maneira. O desejo deles é permanecer no poder.

BBC Brasil: A senhora é a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff?

Maria Joseíta: Acho que vamos passar um momento difícil. Não há vejo outra solução melhor. Ela poderia renunciar. Haveria uma solução melhor?