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domingo, 17 de abril de 2016

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Cardozo diz que governo recebeu derrota com "indignação e tristeza" e que Dilma lutará até o fim

Posted: 17 Apr 2016 08:57 PM PDT

cardozo, agu 18.04.2016/WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), José Eduardo Cardozo, disse na madrugada desta segunda-feira (18) que o governo recebeu com "tristeza e indignação" a decisão tomada pela Câmara dos Deputados de autorizar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, mas garantiu que a mandatária lutará até o fim por seu mandato.

Em entrevista após a Câmara dar andamento ao processo de impedimento, Cardozo reiterou que a presidente não cometeu crimes de responsabilidade e que a tentativa de impeachment atualmente em curso é um "golpe".

Numa votação de durou cerca de seis horas, a Câmara aprovou por 367 votos favoráveis, 137 contra e sete abstenções a admissibilidade do processo de impeachment, que agora segue para o Senado Federal.

Wagner: ameaça à democracia

Imediatamente após o voto que aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, o ministro-chefe do Gabinete, Jaques Wagner, distribuiu uma nota afirmando que esta decisão foi um "retrocesso" e "ameaça interromper 30 anos de democracia no País".

Na nota, o ministro acrescenta ainda que "caberá ao Senado processar e julgar a presidente Dilma" e que o governo "confia" nos senadores.

O ministro declarou ainda que Dilma "continua no cargo até o final do julgamento". Para o ministro, "foi uma página triste virada pelos deputados que concordaram com argumentos frágeis e sem sustentação jurídica do relatório do deputado Jovair Arantes".

A rápida reação do ministro, que esteve ao lado da presidente Dilma durante todo o dia, no Palácio da Alvorada, afirmou ainda que se espera que a presidente tenha melhor direito de defesa no Senado.

O objetivo foi dar uma resposta imediata ao que o governo tem chamado de "golpe".

— Esperamos que seja dada maior possibilidade para que ela apresente sua defesa, e que lhe seja aplicada justiça. Acreditamos que o Senado, que representa a federação, possa observar com mais nitidez as acusações contra a presidenta, uma vez que atingem também alguns governadores de Estado.

Wagner disse que a decisão da Câmara é um retrocesso "porque se trata de um impeachment orquestrado por uma oposição que não aceitou a derrota nas últimas eleições, e que não deixou a presidenta governar, boicotando suas iniciativas e a retomada do desenvolvimento do País".

O ministro Wagner encerrou sua nota dizendo que os deputados, ao aprovarem o prosseguimento do impeachment, "fecharam os olhos às melhorias dos últimos 12 anos, aos avanços, à inclusão social, aos índices históricos de crescimento econômico e à redução da pobreza".

Quando a votação for encerrada, o ministro chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, dará entrevista em nome do governo, no Palácio do Planalto. Cardozo também passou o dia no Alvorada com Dilma.

PT discute nesta segunda proposta de novas eleições para presidente

Posted: 17 Apr 2016 08:42 PM PDT

Wadih Damous é um dos deputados mais influentes na Câmara e já trabalha com essa ideia Lucio Bernardo Jr./02.12.2015/Câmara dos Deputados

O diretório nacional do PT vai apreciar nesta segunda-feira (18) a proposta de lançar uma campanha nacional pela realização de novas eleições para a Presidência. A proposta será apresentada pelo secretário nacional de Finanças do partido, Márcio Macedo.

"Vou defender que o PT não aceite nem apoie um governo que não veio das urnas, discutir qual futuro nós queremos e a realização de eleições diretas para presidente do Brasil", disse o dirigente petista.

A realização de novas eleições vem sendo discutida no PT e no governo há mais de um mês e ganhou força na última semana, com a iminência da aprovação pela Câmara do prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ), um dos mais influentes deputados da bancada petista na Câmara, também defende a proposta.

Na entrevista que concedeu quarta-feira (13), Dilma também disse "respeitar uma proposta que venha das urnas". Desde ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi contrário à proposta, passou a admitir a possibilidade.

"O Brasil está retrocedendo 31 anos, que foi quando o Colégio Eleitoral elegeu Tancredo Neves de forma indireta", disse Márcio Macedo.

Por que o mercado parece tão animado com o impeachment — e para onde pode ir o dólar?

Posted: 17 Apr 2016 08:16 PM PDT

O Brasil está mergulhado numa das piores recessões de sua história e paralisado por uma intrincada crise política que pode levar a uma troca de governo. O desemprego aumenta mês a mês e há um número crescente de negócios fechando as portas.

Para completar, analistas políticos ressaltam que se a presidente Dilma Rousseff for de fato afastada, a lista de "incertezas" sobre um eventual governo do vice Michel Temer ainda é grande. Vai desde o processo que pode resultar na impugnação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral até a baixa popularidade do vice (segundo o Datafolha, 58% da população aprova seu impeachment).

Mas quem olha para os números do mercado financeiro brasileiro na contagem regressiva para a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, neste domingo (17), pode ter a impressão de que os investidores e operadores estão enxergando o país sob outra perspectiva.

Desde o início do ano, a bolsa brasileira subiu mais de 20% em reais - e 38% em dólares.

O real também se valorizou recentemente frente à moeda americana, com a cotação caindo de R$ 4 por dólar, em janeiro, para algo em torno de R$ 3,50 hoje. Foi a segunda moeda que mais subiu no mundo no período, atrás apenas do kwacha zambiano.

"E se o impeachment passar neste domingo, avaliamos que o dólar pode chegar até a R$ 3,20 já na semana que vem", diz Raphael Figueredo, analista da Clear corretora.

Mas, afinal, por que o mercado pareceu tão animado às vésperas dessa decisão sobre o afastamento de Dilma? E como o resultado da votação pode impactar a cotação do dólar e a bolsa?

Fator externo

Para começar, segundo analistas consultados pela BBC Brasil, ao menos parte da explicação para a melhora recente das perspectivas dos investidores sobre o Brasil vem de fora, não de dentro das fronteiras do país.

"Há um cenário mais favorável para os emergentes em todo o mundo", diz André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.

"A bolsa colombiana, por exemplo, também subiu 18% desde janeiro e a da Turquia, 19%."
Nos últimos meses, os EUA vêm dando sinais de que devem demorar mais do que o esperado para começar a apertar sua política monetária - o que tem favorecido a desvalorização do dólar frente a outras moedas.

"Também há uma alta dos preços das commodities que favorece os emergentes. E o petróleo se recuperou um pouco, passando do patamar dos US$ 30 para os US$ 40", explica Wilber Colmerauer, diretor do Emerging Markets Funding, em Londres.
Mauro Schneider, economista da MCM Consultores, concorda que os fatores externos têm sido relevantes, mas ressalta que "ainda é, sem dúvida, o cenário local - e em especial, a perspectiva de um fim do governo Dilma - que prevalece como fator de impulso aos mercados."

Ele diz que os analistas há algum tempo já estão apostando que o impeachment vai passar na Câmara e sabem que sua aprovação será mais fácil no Senado (onde o impeachment será apreciado caso passe na Câmara e onde é necessária uma maioria simples para que a presidente seja afastada de suas funções por 180 dias).

"A sensação geral (nos mercados) é que qualquer coisa é melhor que o atual governo", diz Schneider.

"Espera-se que, mesmo sem conseguir passar reformas estruturais no Congresso, um governo Temer possa ao menos tomar algumas medidas que melhorem as expectativas sobre a economia. Por exemplo, anunciando nomes bem vistos (pelo mercado) para a Fazenda e Banco Central; ou avançando na costura de acordos comerciais e nas concessões."

Recuperação

Há quem veja a melhoria dessas percepções sobre o cenário brasileiro com mais cautela.

Para Colmerauer, por exemplo, os ativos do país estão experimentando, na realidade, "uma pequena recuperação" depois da grande queda sofrida desde o fim de 2014 e início de 2015.

"Desde outubro de 2014, só tivemos más notícias na economia e na política. A bolsa brasileira chegou a cair 70% em dólar. Então é preciso considerar que a subida parte desse ponto mais baixo", diz ele.

"Não sei se podemos falar em 'animação' do mercado com a possibilidade de um impeachment. A questão é que um afastamento da presidente representaria no curto prazo alguma esperança de melhoria, ainda que ninguém espere que seja o ponto final da crise."
Colmerauer admite que também há muitas incertezas sobre um eventual governo Temer.

"O mercado está disposto a dar a ele um voto de confiança, espera que o vice seja uma espécie de Itamar (Franco) que fez um bom governo de transição. Mas é certo que, se Dilma de fato for afastada, ele precisará agir rápido, aprovando medidas que mostrem, por exemplo, que está comprometido com o ajuste fiscal. Porque essa lua de mel também pode acabar rapidamente."

Carlos Melo, cientista político do Insper, segue na mesma linha: "O mercado vive de humor, de curto prazo. Você compra hoje esperando uma coisa e, se não der certo, vende mais tarde. Por isso um melhor termômetro das expectativas de médio e longo prazo sobre o país são os investimentos diretos na economia. E esses não estão crescendo", diz.

Reações

Quanto às expectativas sobre uma reação dos mercados ao resultado da votação deste domingo, os especialistas são unânimes: se o processo não passar, o dólar vai subir e a bolsa, cair.

Primeiro em função do fator surpresa - por que o mercado antecipou e precificou outro resultado. Depois em função de uma piora nas expectativas econômicas com a continuidade de Dilma no poder.

E é esse tipo de reação faz com que os mercados financeiros sejam frequentemente acusados por economistas heterodoxos e figuras ligadas ao Planalto de "jogar contra" o governo para pressionar por políticas ortodoxas.
Na estimativa da consultoria Tendências, com Dilma o dólar chega ao fim do ano a R$ 4,43. Sem Dilma, a R$ 3,72.

"Dificilmente voltaremos ao patamar de janeiro para a bolsa em função justamente dessa melhoria do cenário externo. Mas é possível que tenhamos uma queda expressiva. Inclusive porque muita gente acredita que se Dilma ficar, pode tentar uma política econômica mais à esquerda, mais heterodoxa, que desagrada os mercados financeiros", diz Perfeito.

Já a reação à aprovação de um processo de impeachment é mais incerta.

Para Colmerauer, como a aprovação já está precificada é possível inclusive que na segunda-feira a bolsa se mantenha estável apesar da novidade.

"E ao longo dos dias até caia, conforme aumentem as especulações e notícias sobre as dificuldades que Temer terá pela frente. Passada a comemoração será a hora de pensar nos problemas", diz ele.

Para Figueredo, da Clear Corretora, e Schneider, da MCM Consultores, a reação deve variar de acordo com o placar da votação.
"Se o impeachment vencer com folga, a bolsa tende a subir mais, porque isso será visto como um sinal de que Temer terá mais apoio para governar", opina Figueredo.

As figuras fora do mundo político que pavimentaram o processo de impeachment

Posted: 17 Apr 2016 08:10 PM PDT


Quinhentos e três deputados federais tiveram o poder de decidir, neste domingo (17), se a discussão do impeachment da presidente Dilma Rousseff deve ter continuidade no Senado Federal.

Uma derrota do governo nessa votação eleva enormemente o risco de a petista ser afastada para que seu vice, Michel Temer, assuma o poder.

Senadores da oposição já discutem tramitação do impeachment no Senado

Dificilmente, no entanto, o país teria chegado nesse momento crucial não fosse a atuação de algumas figuras de fora do mundo político. São pessoas, digamos, comuns que se tornaram protagonistas da crise política.

Deputado da oposição acusa PT de pagar R$ 2 milhões por voto do impeachment

É o caso do procurador Julio Marcelo Oliveira, responsável pela investigação das "pedaladas fiscais" e de Kim Kataguiri, jovem que liderou protestos massivos contra o governo.

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Confira abaixo o papel que eles e outras pessoas "sem mandato" tiveram nessa batalha jurídico-política.

Julio Marcelo Oliveira, procurador junto ao TCU
Provavelmente o menos conhecido dessa lista, o procurador do Ministério Público Julio Marcelo Oliveira teve papel determinante na investigação das chamadas "pedaladas fiscais" – atrasos continuados nos repasses da União para bancos pagarem benefícios como Bolsa-Família, seguro-desemprego e juros subsidiados para empresários.

A suposta irregularidade dessas operações está no cerne da argumentação do pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Pereira Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaina Conceição Paschoal. Eles, aliás, incluíram no pedido um parecer de Oliveira indicando que as pedaladas fiscais tiveram continuidade em 2015.

O procurador — que atua no Tribunal de Contas da União (TCU) — foi quem solicitou a abertura de uma inspeção ainda em 2014 para investigar se o Tesouro Nacional estava atrasando os repasses para bancos públicos, com objetivo de melhorar artificialmente as contas públicas.

A investigação resultou em um parecer do ministro José Múcio, que foi aprovado por unanimidade no tribunal em abril de 2015, considerando que essas manobras feriram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O julgamento do caso foi concluído em dezembro passado e resultou em uma séria de recomendações do TCU para que o governo regularizasse os pagamentos.

"Sem dúvida que a má gestão das contas públicas, a ponto de serem rejeitadas, seria um fundamento jurídico (para o impeachment). Mas a conveniência política é uma questão privativa do Congresso", afirmou Oliveira à BBC Brasil em setembro passado, pouco antes do TCU recomendar ao Congresso a rejeição das contas do governo Dilma de 2014.

O procurador compartilha com frequência em seu Facebook posts públicos em apoio ao juiz Sergio Moro e à operação Lava Jato.

Janaina Paschoal, advogada e professora da USP
Dezenas de pedidos de impeachment já foram apresentados contra Dilma. A denúncia aceita é de autoria de Janaína Paschoal, em parceria com os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

Dos três, Paschoal é a que ganhou maior evidência devido às suas falas acaloradas contra o governo Dilma e seu partido.
O discurso mais polêmico foi proferido na Faculdade de Direito da USP, onde Janaina leciona, quando ela brandou que o 'Brasil não é a República da Cobra'. A crítica é uma referência ao discurso de Lula em que o ex-presidente se autoproclamou "jararaca".

Sua fala na USP foi tão eloquente que gerou uma séria de memes e paródias com músicas de heavy metal.

Em recente entrevista à BBC Brasil, Janaina disse que a decisão de apresentar a denúncia contra Dilma nasceu da sua frustração com as as manifestações antigoverno. "Ficava muito triste ao ver que não davam em nada", afirmou.

"Me apresentaram ao Hélio Bicudo dias depois e ele foi o primeiro a realmente acreditar em mim. Quando penso neste dia tenho vontade de chorar, porque os outros me olhavam como se eu fosse louca, mas com ele foi um encontro de almas. Miguel Reale Jr. já tinha feito pareceres a respeito, havia sido meu orientador na USP, e também nos ajudou", contou também.

Juiz Sergio Moro
Formalmente, a denúncia de impeachement que será votada neste domingo não acusa a presidente de crimes relacionados ao esquema de corrupção da Petrobras.

No entanto, é evidente que os desdobramentos da operação Lava Jato estão no cerne do desgaste político da presidente – assim como a crise econômica.

As repetidas operações da Lava Jato – e sua revelações – criaram uma série de notícias-bomba para o governo, ampliando o clima favorável ao impeachment de Dilma.

Sergio Moro é o juiz responsável por autorizar investigações e julgar denúncias dentro da Lava Jato contra pessoas sem foro privilegiado.

Os métodos de Moro, como uso intenso do instrumento da delação premiada e da condução coercitiva (quando o investigado é obrigado a comparecer para depor), têm sido criticados por diversos juristas. Também gerou muita polêmica sua decisão de divulgar áudios privados envolvendo o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff.

Por outro lado, seus apoiadores consideram que sem sua determinação na condução da Lava Jato jamais teria se conseguido descobrir os meandros do esquema de corrupção dentro da estatal.

As últimas grandes manifestações populares antigoverno, realizadas em 13 de março, alçaram Moro a condição de ídolo maior dos movimentos de oposição a Dilma.

Kim Kataguiri

O ativista, de 20 anos, é considerado um dos expoentes da direita brasileira e é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo criado em 2014 para lutar contra o PT e divulgar ideias liberais.

Neto de imigrantes japoneses, ele foi um dos organizadores de muitas das grandes manifestações pró-impeachment.
Kataguiri era estudante universitário, mas abandonou o curso de economia na Universidade Federal do ABC há dois anos.

Para o ativista, a presidente Dilma deve sofrer impeachment já que ele acredita que as chamadas pedaladas fiscais são um argumento suficiente isso.

Ele diz que começou a se interessar mais fortemente por política aos 17 anos, quando gravou vídeos para contestar um professor que defendia o Bolsa-Família. A partir disso, ele passou a fazer mais vídeos sobre economia, livre mercado, ideias liberais e críticas à esquerda. E ganhou popularidade nas redes sociais.

Kataguiri foi escolhido pela revista Time, em outubro de 2015, como um dos jovens mais influentes do ano.

Em uma entrevista concedida em abril ao jornal Estado de S. Paulo, ele fez uma declaração polêmica ao dizer que "escolas públicas são verdadeiros centros de recrutamento de traficantes".

Rogerio Chequer
O engenheiro e empresário Rogério Chequer, de 47 anos, é o líder do movimento Vem Pra Rua, que é uma das principais vozes contra o governo.

A organização também foi um dos responsáveis por promover as grandes manifestações de março de 2015.

Chequer afirma que o grupo é suprapartidário, defende a diminuição do peso do Estado e "luta contra a grave situação econômica, política e social pela qual passamos".

Sócio da empresa de representações SOAP, Chequer quer o impeachment de Dilma por acreditar que seu governo "não tem base de sustentação, fundamental no presidencialismo de coalizão".

Em entrevista à BBC Brasil, ele disse que o atual governo "não tem nenhuma condição de manter um grau de governabilidade mínimo para tomar as decisões mais adequadas para os destinos econômicos do país".

O ativista defende também acusa a gestão Dilma de promover ações que "resultaram em retrocesso em todas as áreas".

"Na econômica, passamos de crescimento pífio para depressão. Em termos financeiros, houve aumento de juros, de impostos e inflação. É um fracasso completo."

Marcello Reis
O administrador de empresas Marcello Reis, de 40 anos é o fundador do grupo Revoltados Online, que surgiu como uma comunidade no Facebook.

Entre as principais bandeiras defendidas por Reis estão o combate à corrupção e o impeachment da presidente Dilma.

Descrevendo-se como apartidário, o paulistano disse que perdeu o emprego na agência em que trabalhava por conta de seu ativismo.
O grupo de Reis chegou a defender, no passado, a intervenção militar, mas depois mudou de discurso, dizendo "ter estudado e encontrado outros caminhos democráticos para derrubar o PT".

Em um do protestos antigoverno ocorridos em março deste ano na Avenida Paulista, ele apareceu ao lado de Alexandre Frota, enquanto o ator cantava Satisfaction, dos Rolling Stones, no alto do carro do Revoltados Online.

Manifestantes comemoram resultado de votação do impeachment. Veja

Posted: 17 Apr 2016 07:38 PM PDT

Manifestantes favoráveis ao processo de impeachment de Dilma Rousseff tomaram a avenida Paulista neste domingo Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Por volta das 23h deste domingo (17), após cerca de 9 horas de debetas e votação na Câmara dos Deputados, a oposição ao governo de Dilma Rousseff consgeguiu os 342 votos necessários para dar continuidade ao processo de impeachment, que agora segue para o Senado.

Na avenida Paulista, em São Paulo, manifestantes que realizavam ato pró-impeachment desde a manhã de hoje comemoraram o resultado. O grupo cantou o hino nacional em frente ao prédio da Fiesp.

Veja:


Manifestantes pró e contra impeachment tomaram as ruas do País neste domingo:

Ivan Valente diz que não é possível reverter decisão no Senado

Posted: 17 Apr 2016 07:20 PM PDT

Ivan Valente (PSOL) - 800 Gustavo Lima/18.11.2015/Câmara dos Deputados


O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) não acredita em uma reversão do resultado do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. Os senadores terão de decidir se instauram o processo de impeachment — cuja admissibilidade deve ser aprovada pela Camara ainda neste domingo, 17 — e afastam a presidente Dilma preventivamente do cargo por 180 dias.

"Eu acho que não é possível reverter no Senado porque os partidos reclamaram questão", disse o parlamentar.

O deputado criticou o envolvimento de líderes do PMDB na Operação Lava Jato e disse que o nome do vice-presidente, Michel Temer, não tem respaldo da sociedade.

"Ele, Temer, também é rejeitado. Vamos viver o momento do impasse e o PSOL se declara em oposição radical a esse conluio que foi feito para esse atalho de chegada ao poder", disse Valente.

A presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião com ministros e parlamentares da base aliada no Palácio da Alvorada. Chegaram há pouco ao local os ministros Juca Ferreira (Cultura) e Aldo Rebelo (Defesa).

A ideia é unificar o discurso de que a derrota é momentânea e que o governo continuará lutando para derrotar o impeachment no Senado. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), já deu declarações neste sentido.

Com a votação na Câmara encaminhando para o fim, o governo também reforçou a segurança nas proximidades do Alvorada e do Palácio do Jaburu. Um grande número de efetivo chegou há pouco no local.

Dilma passou o dia no Alvorada, onde assistiu à sessão da Câmara ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do núcleo duro do governo, como Jaques Wagner (Gabinete Pessoal). Ela escalou o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, para dar uma declaração à imprensa após a votação ser encerrada.

Diante da crise econômica, novo governo terá dificuldades para fazer ajustes

Posted: 17 Apr 2016 07:11 PM PDT

Michel Temer terá dificuldade para avançar com reformas econômicas importantes para o País FolhaPress

Após o avanço do processo de impeachment na Câmara dos Deputados neste domingo (17), aumentaram as esperanças de que um novo governo possa combater a inflação de dois dígitos registrada no ano passado e reduzir o déficit fiscal de quase 11% do Produto Interno Bruto (PIB) levaram a uma valorização dos ativos brasileiros nos mercados financeiros nas últimas semanas.

Mas o responsável por coordenar o programa econômico de Michel Temer, Wellington Moreira Franco, disse à Reuters que não haverá cortes em programas sociais-chave, como o Bolsa Família.

Fontes com conhecimento do cenário político afirmam que a alta nos mercados financeiros superestima a capacidade de Temer realizar as reformas necessárias para reativar a economia em um Congresso dividido entre 28 partidos.

"Existe um exagero no mercado", disse Samuel Pessoa, economista que foi conselheiro de Aécio na campanha eleitoral de 2014 contra Dilma. "As pessoas estão superestimando a capacidade de um governo Temer de arrumar a casa."

Pessoas que trabalharam próximas a Temer afirmam que ele se concentrará em medidas mais imediatas e moderadas para retomar a confiança, em vez de buscar reformas mais ambiciosas e polêmicas.

Imprensa mundial destaca votação sobre impeachment de Dilma

Para analistas, com Dilma ou com Temer, ajuste da economia será duro

"O foco dele vai ser estabilizar a economia, transmitir credibilidade externa para recuperar a nota de crédito e reverter o ciclo de desemprego e inflação", disse Thiago de Aragão, um estrategista político que trabalhou com Temer no ano passado.

Um economista que participou da elaboração da "Ponte para o Futuro" disse que o PMDB está trabalhando em um plano para os programas sociais, mas ficará distante de propostas específicas para evitar a irritação da classe trabalhadora antes das eleições presidenciais em 2018.

"É um documento muito geral. Se for muito específico, será interpretado como redução de benefícios, o que é politicamente sensível", declarou o economista, que pediu para não ser identificado para que pudesse falar livremente.

O economista disse que outro item que pode estar na agenda do PMDB é aprofundar o plano de 15 bilhões de dólares em vendas de ativos da Petrobras para incluir a privatização de outras subsidiárias, incluindo a Transpetro e a BR Distribuidora, para evitar um custoso resgate governamental.

Isso, no entanto, deve enfurecer sindicatos e o PT, que já se opõem a desinvestimentos da estatal. Quaisquer tentativas de reformar benefícios previdenciários e trabalhistas também devem gerar protestos e as tensões podem explodir se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva for preso na Lava Jato.

"Vai ser complicado nas ruas, especialmente se o Ministério Público atuar contra o Lula", disse o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB). "Recuperar a economia vai ser uma missão quase impossível para Temer."

STF nega mais duas ações que pediam anulação do impeachment

Veja quais são os próximos passos do processo de impeachment de Dilma Rousseff

Posted: 17 Apr 2016 07:10 PM PDT

Primeira votação no Senado deve ocorrer entre 10 e 11 de maio Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Com a aprovação da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelos deputados federais, neste domingo (17), o Senado terá pouco mais de dez dias úteis para definir se a presidente fica no cargo ou se deve ser afastada provisoriamente. Contando os feriados, a votação deve ocorrer entre os dias 10 e 11 de maio.

O afastamento provisório ocorre caso os parlamentares considerem que há motivos para que Dilma seja processada. A partir de então, o País já começa a ser governado por Michel Temer. Mas Dilma poderá continuar morando no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidente.

Quantas votações ainda são necessárias para que o processo se encerre? Pode haver eleições gerais? Dilma pode voltar? Confira abaixo as principais questões a respeito do impeachment:

Quanto tempo depois da votação na Câmara, acontecerá a votação no Senado?
De três a quatro semanas. Com a aprovação deste domingo, a denúncia contra Dilma deve ser lida na sessão plenária de terça-feira (18). Nesse mesmo dia, os líderes devem indicar os componentes da Comissão Processante, que terá 21 integrantes e se reúne pela primeira vez na quarta-feira (19). O órgão tem dez dias úteis para emitir um parecer. Só então, o plenário do Senado votará o parecer. Se ao menos 41 senadores o aprovarem, Dilma é intimada e tem de se afastar provisoriamente. Devido aos feriados, essa votação deve ocorrer entre 10 e 11 de maio.

Dilma tem condições de barrar a abertura do processo de impeachment no Senado?
Não é possível ter certeza, mas o mais provável é que Dilma não consiga conter a abertura do processo no Senado. Levantamentos feitos pelos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo apontam que a maioria dos senadores é favorável ao impeachment.

Caso o Senado abra o processo, Dilma já deixa de ser a presidente?
Não. Ela passa a ser uma presidente afastada. O tempo máximo de afastamento é 180 dias. Caso o processo no Senado dure mais que isso, ela retorna ao cargo. Em caso de absolvição, Dilma também volta ao poder. Por isso, até a decisão final do Senado, Dilma segue morando no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente.

Como presidente afastada, Dilma tem algum poder especial?
Não. Quem comanda o País é o vice-presidente, Michel Temer.

Nesse período de afastamento de Dilma, Temer tem alguma limitação para atuar como presidente?
Não. Caso o vice-presidente assuma a presidência interinamente, ele terá plenos poderes para tomar as medidas que desejar: trocar ministros, propor PECs, medidas econômicas, dentre outras coisas.

O processo no Senado pode durar mais de 180 dias?
Em princípio, sim. Não há um tempo máximo para o trâmite. No caso do ex-presidente Fernando Collor, porém, o processo durou bem menos: cerca de três meses.

Quais são as etapas do processo no Senado?

Após o processo ser aberto, Dilma tem de apresentar sua defesa. Em princípio, o tempo para isso é de dez dias. No caso de Collor, porém, foram concedidos 20 dias. Depois, a Comissão Processante pode ouvir testemunhas e, em seguida, emite um novo parecer. O documento é levado a plenário. Caso 54 dos 81 senadores apoie a continuidade do processo, o dia da sessão decisiva é marcada. Essa última sessão é comandada pelo presidente do STF (atualmente, o presidente é Ricardo Lewandowski, mas Cármen Lúcia deve substituí-lo a partir de setembro). Para que o impeachment seja ratificado, é necessário, novamente, o apoio de 54 senadores.

O que acontece com Dilma em caso de impeachment?
Em caso de impeachment, Dilma fica inelegível por oito anos.

Em algum momento, Dilma pode convocar eleições gerais?
Em princípio, não. Não há nenhum dispositivo que permita à presidente convocar eleições gerais. Mas Dilma pode enviar ao Congresso uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) ao Congresso antecipando as eleições. Para que realmente ocorra o pleito antecipado, no entanto, é necessário que tanto a Câmara como o Senado aprovem a medida.

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Oposição conquista votos necessários contra Dilma e aprova 2º impeachment da história da Câmara

Posted: 17 Apr 2016 07:07 PM PDT

Sessão na Câmara teve início conturbado por protestos de parlamentares contrários e favoráveis ao governo Brazil Photo Press/Folhapress

A Câmara dos Deputados autorizou a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff neste domingo (17). Trata-se da segunda vez na história da República que o impedimento de um presidente é aprovado na Casa – o primeiro ocorreu há 23 anos, em 29 de setembro de 1992, quando o alvo foi o então presidente Fernando Collor.

Agora o texto segue para o Senado Federal, que, se confirmar a decisão da Câmara em votação por maioria simples, obrigará Dilma a se afastar da Presidência por 180 dias. Nesse caso, após a aceitação do processo no Senado e enquanto a Casa julga a petista, o vice-presidente Michel Temer assume o Planalto com todos os poderes de Dilma.

Para o início da sessão eram necessários 51 deputados e, para o começo da votação, 257 parlamentares — tarefas fáceis diante das circunstâncias políticas. Já para a Câmara dar o sinal verde para o andamento do processo de impeachment, eram necessários 342 votos e o "sim" derradeiro foi dado às 23h07 da tarde pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).

E amanhã? Com Dilma ou Temer, Brasil ainda enfrentará momentos difíceis

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Antes de sair o resultado, porém, a votação foi marcada pelos ânimos exaltados. Cada parlamentar tinha 10 segundos para falar ao microfone, que não foi fechado após esse tempo e permitiu que alguns parlamentares falassem mais que o combinado.

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), até calculou o tempo extra de deslocamento e estimou em 30 segundos o tempo necessário de cada voto – foi bem além disso em alguns casos. Como são 513 deputados na Câmara, a previsão é que a votação termine às 21h.

Senado

Agora, o próximo passo do processo de impeachment é o Senado Federal, que vai analisar a autorização da Câmara dos Deputados. Vale lembrar que, após o "sim" da Câmara para o processo de impeachment, Dilma não é afastada imediatamente do Palácio do Planalto.
A presidente só será retirada das suas funções, por 180 dias, se os senadores aprovarem, por maioria simples (41 dos 81 votos possíveis) no plenário, a abertura do processo.

Se aprovado por maioria simples e, numa segunda etapa, pela maioria qualificada dos senadores (54 dos 81 parlamentares), em sessão comandada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, Dilma deixa oficialmente o cargo e fica inelegível por oito anos. Há a possibilidade ainda de ela ser processada na Justiça comum.

Por outro lado, se os senadores rejeitarem o processo de impeachment, a presidente pode voltar ao cargo e cumprir suas tarefas normalmente. Existe a previsão de que o plenário do Senado vote o processo entre os dias 10 e 11 de maio. Portanto, se aprovado o processo, ela seria intimada ainda na primeira quinzena do mês que vem e se afastaria do cargo.

O impeachment de presidentes e ministros de Estado está previsto no Brasil desde a Constituição de 1891. Sua abertura é determinada pela Câmara dos Deputados, o que ocorreu em 1992 e agora em 2016.

Apesar disso, nunca antes um presidente do Brasil foi efetivamente impedido, porque Fernando Collor de Melo renunciou ao cargo antes da finalização do processo.

Veja como foi a votação do processo de impeachment:


 

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Dilma convoca reunião com ministros e parlamentares no Alvorada

Posted: 17 Apr 2016 06:51 PM PDT

Ideia do governo é unificar o discurso de que a derrota é momentânea e que o governo continuará lutando para derrotar o impeachment no Senado Tânia Rêgo/08.04.2016/Agência Brasil

Diante da iminente derrota na Câmara, a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião com ministros e parlamentares da base aliada no Palácio da Alvorada. Chegaram há pouco ao local os ministros Juca Ferreira (Cultura) e Aldo Rebelo (Defesa).

A ideia é unificar o discurso de que a derrota é momentânea e que o governo continuará lutando para derrotar o impeachment no Senado. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), já deu declarações neste sentido.

Com a votação na Câmara encaminhando para o fim, o governo também reforçou a segurança nas proximidades do Alvorada e do Palácio do Jaburu. Um grande número de efetivo chegou há pouco no local.

Manifestantes pró e contra impeachment saem às ruas por todo País

Dilma passou o dia no Alvorada, onde assistiu à sessão da Câmara ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do núcleo duro do governo, como Jaques Wagner (Gabinete Pessoal). Ela escalou o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, para dar uma declaração à imprensa após a votação ser encerrada.

Senadores já discutem tramitação

"Derrota é provisória"

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), acaba de admitir a derrota do governo na votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Guimarães, a derrota é "provisória", e o governo tem ainda a chance de reverter a situação no Senado com a ajuda das ruas.

"Perdemos porque os golpistas foram mais fortes. Reconhecemos a derrota, mas de cabeça erguida. Estamos firmes, e este país vai se levantar contra esses golpistas que não têm voto, e muito menos condições de governar o país", disse o líder do governo.

Guimarães adiantou que a estratégia dos governistas será, em um primeiro momento, concentrar esforços no Senado, e, com a ajuda do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, acionar também o Judiciário.

"Os golpistas venceram aqui na Câmara, mas a luta continua nas ruas e no senado, que pode corrigir essa ação dos golpistas que foram capitaneados por aqueles que não têm autoridade moral para falar em ética", afirmou Guimarães. Para o deputado, reconhecer essa derrota provisória não significa dizer que a luta terminou. "A guerra não terminou. Vamos agora discutir o mérito no Senado Federal."

"Nossas expectativas são de que o país se levante e continue a lutar. Não somos de recuar, ou nos abater por esta derrota momentânea. As ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. O mundo inteiro começa a se mobilizar. Não é possível aprovar impedimento de uma presidenta que não cometeu nenhuma ilegalidade. É um desrespeito a 54 milhões de pessoas que votaram na presidenta. A luta está apenas começando. A guerra será lenta, gradual, segura e prolongada, até porque o vice-presidente [Michel] Temer não reúne a menor condição de comandar o país", afirmou o líder.

Guimarães acrescentou que, assim que o processo for concluído, vai se encontrar com a presidenta "para dar um abraço nessa mulher valente que é a presidenta Dilma".

Líder do governo na Câmara admite derrota na votação do impeachment de Dilma

Posted: 17 Apr 2016 06:22 PM PDT

José Guimarães (PT-CE) reconheceu a derrota do governo hoje Alex Ferreira/24.11.2015/Câmara dos Deputados

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), reconheceu a derrota do governo na votação do processo de impeachment da presidente DIlma Rousseff na Casa neste domingo (17).

A declaração do petista foi dada antes do fim da votação na Câmara, quando o placar pró-impeachment se aproximava dos 300 votos.

O deputado disse que os governistas perderam porque os "golpistas" comandados por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) "foram mais fortes".

-- Infelizmente os golpistas venceram, mas a guerra continua.

Guimarães disse que a militância do partido deverá ir para as ruas e avisou que o esforço para derrubar o impeachment no Senado já começou.

Bolsonaro diz que não vai processar Jean Wyllys após cusparada

Posted: 17 Apr 2016 06:13 PM PDT

Jair Bolsonaro não pretende processar Wyllys após cusparada Nilson Bastian/10.12.2014/Câmara dos Deputados

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse neste domingo (27) que não pretende processar o colega de Câmara e também deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), depois que levou uma cusparada durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa. Bolsonaro disse que o "encaminhamento" do seu voto não agradou o socialista, que revidou. 

Conhecido por seu perfil conservador, Bolsonaro disse que "todo mundo gravou, aconteceu logo após a votação dele". Em seguida, disse que não fez nada: "Eu não xinguei, não empurrei ninguém, ele cuspiu e foi embora".

-- O que todo mundo estava falando ali era sobre o processo. Ele saiu revoltado dali... O meu encaminhamento não o agradou, porque falei do coronel Brilhante Ustra, um herói brasileiro, que a Dilma diz que foi torturador, falei em falta de respeito com as crianças em sala de aula.

Bolsonaro afirmou que "Jean Wyllys apoiou o kit gay" e "tem projeto para criancinhas a partir 12 anos cortar o piu-piu, fazendo aí a cirurgia de sexo para virar menina, sem o consentimento dos pais... é essa figura que está aqui dentro".

-- Alguém queria encontrar o filho de 12 ou 13 anos com o piu-piu cortado em casa ou operado por um projeto do Jean Wyllys? Não, né.

Questionado se iria processar o colega de Câmara, Bolsonaro disse que não: "Eu vou me defender o que? O cara dá uma cusparada em mim e eu ainda tenho que me defender? Só falta ele querer me processar ainda".

-- É um desqualificado, nunca vi ter uma atitude dessas aqui dentro. Daí me chamam de grosso, homofóbico, facista etc. Estamos tendo uma disputa no voto. O governo tentou comprar muito voto, mas não conseguiu. Nós aqui foi no voto, foi na democracia. 

Jean Wyllys confirmou que cuspiu em Bolsonaro porque, quando foi votar, foi agarrado pelo braço e insultado após seu voto. Por isso, afirmou que cuspiria de novo e que não tem medo de processo.

"Que Deus tenha misericórdia desta Nação", diz Cunha ao votar pelo impeachment

Posted: 17 Apr 2016 05:59 PM PDT

O voto de Cunha foi o de número 229 em favor do afastamento de Dilma Lucio Bernardo Jr./08.04.2016/Câmara dos Deputados



Em uma rápida declaração, que durou quatro segundos, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), votou pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Que Deus tenha misericórdia desta Nação, voto sim", disse, sem se levantar da cadeira de presidente da sessão.

O voto de Cunha foi o de número 229 em favor do afastamento de Dilma. Em julho do ano passado - após o delator da Operação Lava Jato Júlio Camargo afirmar que Cunha recebeu US$ 5 milhões de propina em contrato da Petrobras -, o peemedebista anunciou rompimento com o governo e passou a apregoar o desembarque do PMDB da base aliada, o que se concretizou meses depois.

Em dezembro do ano passado, Cunha aceitou o pedido de impeachment de Dilma no mesmo dia em que petistas anunciaram voto contrário a ele no Conselho de Ética. O fato levou o governo e a base aliada a dizerem que o peemedebista havia aceitado o processo por vingança.

Deputado Jean Wyllys cospe em Jair Bolsonaro 

Posted: 17 Apr 2016 05:42 PM PDT

Jean Wyllys cospe em Jair Bolsonaro durante votação na Cãmara dos Deputados Alan Marques/Folhapress


Logo após dar seu voto contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu em Jair Bolsonaro (PSC-RJ). A agressão foi vista por parlamentares e registrada em vídeo que circula pelo Twitter.

Ao dar seu voto, Wyllys chamou parlamentares que apoiam o processo contra a presidente de "canalhas". Houve um princípio de confusão. Ao passar perto de Bolsonaro, o parlamentar do PSOL inclinou-se para cospir.

Parlamentares seguraram os dois deputados, que pareciam trocar ofensas.

Bolsonaro votou "sim" pela admissibilidade do impeachment.

Bolsonaro falou sobre o incidente:

— Eu não fiz nada. Ele se virou pra mim e deu uma cusparada. Ele me agrediu sem motivo. Falta de respeito. Vocês savem. Ele tem projetos para criança de 12 anos "cortar o piu-piu".

Perguntado se iria processar Jean Wyllys, Bolsonaro disse que "não sabe":

— Ele [Willys] disse que vai sair do País se o impeachment passar. Como eu vou processar um cara desses?

Discurso

"Perderam em 1964, perderam agora em 2016", disse Wyllys, fazendo uma referência ao golpe militar. "Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim", defendeu Bolsonaro. Ele parabenizou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que "ele entrará para a história".

O deputado Jean Wyllys disse estar "constrangido" de participar de uma "eleição indireta, conduzida por um ladrão, urdida por um traidor conspirador e apoiada por torturadores covardes, analfabetos políticos e vendidos. Uma farsa sexista". Ele declarou seu voto contra o impeachment em nome "dos direitos da população LGBT, do povo negro exterminado nas periferias, dos trabalhadores da cultura, dos sem teto, dos sem terra".

Jean Willys (PSOL-RJ) confirmou ter cuspido na cara de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em resposta a um insulto durante a votação e disse não se arrepender do gesto.

"Na hora em que fui votar esse canalha (Bolsonaro) decidiu me insultar na saída e tentar agarra meu braço. Ele ou alguém que estivesse perto dele. Quando ouvi o insulto eu devolvi, cuspi na cara dele que é o que ele merece", explicou Willys.

Indagado se teria sido se arrependido do gesto, ele respondeu: "De jeito nenhum. Eu cuspiria na cara dele quantas vezes eu quisesse e quantas vezes tivesse vontade".

O deputado disse não temer um processo por causa do gesto. "Processo merece quem é machista, que é a favor da violência, quem defende a memória (do coronel Carlos Alberto) Brilhante Ustra, um torturador. Isso deveria escandalizar vocês, não um cuspe na cara de um canalha", justificou.

Em sua conta no Facebook, o deputado escreveu:

"Depois de anunciar o meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando 'veado', 'queima-rosca', 'boiola' e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída. Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que "dedica" seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército durante a ditadura militar. Não vou me calar e nem vou permitir que esse canalha fascista, machista, homofóbico e golpista me agrida ou me ameace. Ele cospe diariamente nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Ele cospe diariamente na democracia. Ele usa a violência física contra seus colegas na Câmara, chamou uma deputada de vagabunda e ameaçou estuprá-la. Ele cospe o tempo todo nos direitos humanos, na liberdade e na dignidade de milhões de pessoas. Eu não saí do armário para o orgulho para ficar quieto ou com medo desse canalha."

Veja o vídeo: 

Tiririca nega ter decidido voto pró-impeachment na última hora: 'é voto do coração'

Posted: 17 Apr 2016 04:52 PM PDT

"Meu voto é sim", disse Tiririca em voto breve Divulgação

Mantendo voto em segredo até a última hora, o deputado Tiririca (PR-SP) levantou aplausos dos deputados da oposição, maioria no plenário da Câmara, quando votou "sim" para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Econômico nos dez segundos a que tinha direito para votar, disse apenas:

— Meu voto é sim.

O deputado, que não gosta de dar entrevistas, deixou o plenário em direção à saída do prédio às 20h15, quando a votação ainda não tinha chegado nem à metade dos deputados. No corredor, conversou com a reportagem do R7. Questionado se tinha decidido o voto de última hora, negou.

— Meu voto é com o coração. Você é que não sabia, mas eu já sabia.

O PR (Partido Republicano), legenda de Tiririca, havia se posicionado contra o impeachment. No entanto, ao orientar a bancada neste domingo, o líder, deputado Aelton Freitas (MG), admitiu na tribuna as dissidências e os votos favoráveis à continuidade do processo. Disse ainda que os dissidentes serão respeitados pelo partido. Ou seja, não sofreram punições como a expulsão.

Ao votar, o presidente do partido, deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), renunciou à presidência por respeito à Executiva, que havia fechado o posicionamento contra o impeachment. Nascimento votou a favor do impedimento. O PR é da base dos governos petistas e Nascimento foi ministro dos Transportes no governo Lula.

Oposição já ensaia comemoração na votação do impeachment de Dilma na Câmara

Posted: 17 Apr 2016 04:13 PM PDT

Carlos Sampaio não escondeu o otimismo com a provável vitória Gustavo Lima/29.09.2015/Câmara dos Deputados

A oposição já ensaia o discurso e a comemoração da vitória na votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff neste domingo (17). São necessários 342 votos, pelo menos, para os oposicionistas vencerem a disputa e, como já têm mais da metade disso, o clima é de otimismo na Câmara dos Deputados.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) tentou despistar o sentimento de vitória e disse que "ainda falta muito". O tucano comemorou os votos de deputados que tinham declarado "não" ao impeachment e mudaram de lado na última hora. Com isso, estima que a oposição terá mais de 367 votos, como eles haviam previsto.

-- O que está acontecendo é que estamos vendo votos que pensávamos que fossem desfavoráveis a nós e estão sendo favoráveis. Por enquanto, as mudanças são e quatro a cinco votos favoráveis a nós. Eram deputados que achávamos eram votos "não". Então, tem a expectativa que tenhamos mais que os 367 votos, cálculo conservador que fizemos hoje de manhã.

Logo depois, porém, admitiu que "a vitória está muito bem encaminhada, mas precisamos aguardar e aí sim ter a certeza de que tivemos um desfecho positivo para o País".

O deputado Paulo Maluf (PP-SP) fez piada com o tempo que os deputados usaram para votar -- definido em 10 segundos pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo CUnha (PMDB-RJ).

-- Teve gente que preferiu fazer um comício ao invés de votar.

Questionado se a oposição já tinha vencido a batalha na Câmara, adotou tom conservador: "Vamos esperar até o fim".

Deputado renuncia à presidência do PR para votar a favor do impeachment

Posted: 17 Apr 2016 04:08 PM PDT

Durante a votação em plenário, o deputadp anunciou a renúncia ao comando da legenda — que havia decidido liberar a bancada em relação ao pedido José Cruz/ABr

Demitido pela presidente Dilma Rousseff em 2011 do Ministério dos Transportes sob suspeita de corrupção, o presidente do PR e deputado federal, Alfredo Nascimento (PR-AM), teve seu momento de se vingar da petista. Durante a votação em plenário, ele anunciou a renúncia ao comando da legenda — que havia decidido liberar a bancada em relação ao pedido — e se manifestou contra Dilma.

"Em respeito ao meu partido, aos meus colegas parlamentares, quero comunicar esta Casa que renuncio ao mandato de presidente do Partido da República por dar o meu voto de forma diferente", disse Alfredo. 

"Meu voto pertence ao povo do Amazonas e, majoritariamente, o povo do meu estado vota pelo impeachment", afirmou.

O que dizem os outros 11 pedidos de impeachment contra Dilma

Ao declarar o "voto sim", o deputado do PR disse que seu voto pertence ao "povo de Amazonas" e destacou que ele tem mais de 30 anos de vida pública.

Senadores já discutem impeachment

No Placar do Impeachment do Grupo Estado, Alfredo Nascimento era um dos deputados que não quiseram responder à pesquisa.

 

Líder diz que governo vai derrubar impeachment na metade da votação

Posted: 17 Apr 2016 02:34 PM PDT

Último parlamentar a discursar antes da votação da abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) disse que as ruas estão majoritariamente contra o golpe e contra o impeachment.

Guimarães acredita que o governo vencerá a votação de hoje (17), que começou por volta de 17h50, quando chegar aos deputados dos estados do Nordeste. "Teremos mais de 172 votos para derrotar o impeachment, do meio pro fim [da votação] vamos virar o jogo porque o país esta comprometido com a liberdade da democracia."

Imprensa mundial destaca votação sobre impeachment de Dilma

Senadores da oposição já discutem tramitação do impeachment no Senado

O líder disse acreditar na vitória do governo na votação, confiando no apoio de partidos como PSOL e Rede. "Mesmo fazendo oposição ao governo, [esses partidos] não se renderam ao canto da sereia", disse.

O líder do governo criticou o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) e disse que o documento é um "golpe mortal na democracia e não tem base jurídica para sustentar a decisão política".

Para Guimarães, o impeachment não é o caminho para sair da crise e não se pode aceitar que o vice-presidente da República, Michel Temer, capitaneie um "processo de golpe de Estado".

O líder do governo disse ainda que, para resolver a crise moral instalada no país, será preciso primeiro passar a Câmara dos Deputados a limpo. O petista criticou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e apelou aos parlamentares do PMDB que apoiam a presidenta Dilma para votarem contra o impeachment.

"Vocês não podem compactuar com isso porque o legado de vocês é diferente desses golpistas. Esse ódio de alguns não pode contaminar a consciência coletiva", disse.

Lula deixa Alvorada e deve acompanhar votação na Câmara em hotel

Posted: 17 Apr 2016 02:32 PM PDT

Lula deverá acompanhar a votação sobre o impeachment do hotel Royal Tulip Divulgação/Instituto Lula

Após retornar a Brasília e passar toda a manhã e parte da tarde com a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou na tarde deste domingo (17), o Palácio da Alvorada e deverá acompanhar a votação sobre a admissibilidade do impeachment do hotel Royal Tulip, onde está hospedado.

Pouco antes das 17 horas, o carro de Lula retornou vazio ao Palácio. Minutos depois, dois veículos oficiais, também pela porta dos fundos, entraram no hotel onde o ex-presidente se hospeda, o Royal Tulip, vizinho à residência de Dilma.

Em lados opostos na votação deste domingo na Câmara sobre o impeachment da presidente Dilma, tanto a petista quanto seu vice Michel Temer, receberam aliados neste domingo em suas residências oficiais em Brasília, onde acompanham de longe, pela TV, os discursos dos parlamentares no Congresso.

Manifestantes pró e contra impeachment saem às ruas por todo País

No Palácio da Alvorada, Dilma, os ministros Miguel Rosetto (Trabalho e Previdência), Antonio Carlos Rodrigues (Transportes) Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Jaques Wagner (chefe de gabinete da presidência). Já no Palácio do Jaburu, Temer acompanha a votação na Câmara ao lado do ex-ministro Eliseu Padilha (PMDB-RJ), um de seus principais articuladores.

Senadores da oposição já discutem tramitação do impeachment no Senado

Temer também recebeu o líder da legenda no Senado, Eunício Oliveira (CE), que deixou a casa oficial do vice-presidente momentos antes da hora marcada para o começo da votação do impeachment de Dilma.

Do lado de fora, a movimentação é de seguranças, que reforçaram a vigília e ampliaram o bloqueio para impedir o acesso aos dois palácios, e de jornalistas. Alguns poucos manifestantes, de carro, chegam a se aproximar do bloqueio, onde buzinam e gritam palavras de ordem contra a presidente, mas logo vão embora.

Apreensiva, Dilma acompanha votação do impeachment no Alvorada ao lado de ministros

Posted: 17 Apr 2016 02:19 PM PDT

Dilma está reunida desde cedo com seus auxiliares mais próximos no Alvorada Tânia Rêgo/08.04.2016/Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff está no Palácio da Alvorada ao lado de vários ministros, acompanhando o desenrolar da sessão do plenário da Câmara que definirá se o seu impeachment será o não aprovado. Se a votação terminar tarde, de acordo com interlocutor direto da presidente, em vez de dar uma declaração ao vivo, Dilma divulgará uma nota se posicionando sobre o placar.

Dilma está reunida desde cedo com seus auxiliares mais próximos no Alvorada. O ex-presidente Luiz Inácio da Silva, que voltou de São Paulo perto da hora do almoço e se reuniu com a presidente no Alvorada, já deixou o local.

Manifestantes pró e contra impeachment saem às ruas por todo País

Neste momento, Dilma está com os ministros Jaques Wagner, do gabinete pessoal, José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União, Miguel Rossetto, do Trabalho e o assessor especial Giles Azevedo. O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, esteve lá até há pouco. Os governadores do Ceará, Camilo Santana, do Amapá, Waldez Góes, e do Acre, Tião Viana.

Senadores já dicutem tramitação do impeachment

O clima é de apreensão. A maior preocupação do governo, no momento, é com o quórum alto, que estava em 505 dos 513 deputados. O governo trabalhava com a falta de pelo menos 20 deputados, mas contava com até um pouco mais, pelas suas negociações, podendo chegar até a 30.