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- Oposição conquista indecisos e avança em placar pró-impeachment
- Deputado da oposição acusa PT de pagar R$ 2 milhões por voto do impeachment
- Veja a lista com ordem de deputados para acompanhar a votação
- Câmara vota hoje segundo impeachment da história
- Cunha recebe ameaça por telefone e pede reforço de segurança em residência no Rio
- Mega-Sena acumula pela 9ª vez e paga bolada de R$ 90 milhões na próxima quarta-feira
- Sessão de discussão do impeachment já é a mais longa da história da Câmara
- Presidente do PMDB critica deputados que cogitam faltar na votação do impeachment
- Após 34 horas de debates e 273 discursos, termina a etapa inicial da votação do impeachment na Câmara
- Ministros vão a feijoada e peixada de deputados para tentar angariar votos para barrar o impeachment
- Lula retorna a SP e avalia se participará de ato contra impeachment no Anhangabaú
- Manifestantes ficarão a 100 m de distância do Congresso. Pixuleco está vetado
- Integrantes do MBL com crachás de acesso foram convidados por Cunha
- Manifestantes pró-impeachment começam a ocupar lado direito da Esplanada
- Deputado do PT pede ao STF que pedido contra Temer se junte ao de Dilma
- Oposição busca ‘máximo drama político’ em votação do impeachment, diz 'Washington Post'
- Oposição pede busca e apreensão em hotel em que Lula está hospedado
- Temer promete espaço a aliados, mas sem definir pastas
- 'Troquei o telejornal por Scooby-Doo': cansados de política, brasileiros criam estratégias para fugir do debate
- Oposição entra com queixa-crime na PF contra "barganha criminosa" de Dilma
| Oposição conquista indecisos e avança em placar pró-impeachment Posted: 16 Apr 2016 08:15 PM PDT Darcísio Perondi (PMDB-RS), garante que a oposição vai vencer com ligeira folga a votação do impeachment Elza Fiúza/02.09.2009/ABr A oposição na Câmara dos Deputados chegou ao dia da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcada para as 14h deste domingo (17), com um sentimento de vitória. Deputados contrários a Dilma, liderados pelo PMDB do vice-presidente Michel Temer, dizem ter conquistado a maior parte dos votos dos indecisos. Resultado: um avanço expressivo no placar do impeachment. O governo, por outro lado, não joga a toalha e manobra até os últimos minutos antes da votação para angariar os 172 votos necessários para barrar o processo de impeachment. Ontem, por exemplo, o governo repassou terras da União para o Estado do Amapá — o que foi questionado pela oposição na PF (Polícia Federal). O vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Darcísio Perondi (RS), garante que a oposição vai vencer com ligeira folga a votação do impeachment: "No nosso controle, [o número dos indecisos] é bem menor. Por isso temos 367 [votos]". — Nesses quatro, desde dez dias atrás, nós só subimos e o governo patina. Nessa semana, de três dias para cá, nós já passamos a marca. Oposição entra com queixa-crime na PF contra "barganha criminosa" de Dilma Os levantamentos da Folha de S.Paulo e de O Estado de S.Paulo indicam até 17 indecisos um dia antes da Perondi acompanha o placar feito diariamente pelos principais jornais do País, mas assegura que o "controle dos próprios deputados é mais avançado e preciso porque reflete o dia a dia na Câmara". — Na nossa avaliação, temos poucos indecisos. Na área do jornal, não existe a intimidade que temos aqui dentro. Nós temos quase nada de indecisos. Nosso controle é bem menos. Muito pouco. São 5 indecisos no nosso controle. Também oposicionista, o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) também comemora a conquista de novos votos dos indecisos e crava: "Deve ter 10 indecisos, o restante são negociadores". Paulo Teixeira (PT-SP) aposta que ainda existem indecisos na Câmara e são eles que vão decidir Luis Macedo/18.11.2015/ Câmara dos Deputados Governo resiste Embora a oposição considere que terá uma vitória fácil neste domingo, os deputados governistas ainda não desistiram da batalha de barrar o impeachment na Câmara. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) aposta que ainda existem indecisos na Câmara e que eles vão decidir. — São cerca de 30 indecisos e acho que eles vão definir a votação. Vão existir três movimentos: primeiro, a decisão dos indecisos; o segundo movimento dos chamados "nem-nem", que são os "nem Dilma nem Temer", e isso vai gerar um número de abstenções; e um terceiro movimento é muitos dos que estão contabilizados já como pró-impeachment vão mudar para contra o impeachment. Leia mais notícias de Brasil e Política Mesmo com placar apertado, oposição espera começar votação do impeachment "com goleada" Teixeira também vê outro trunfo para derrotar a oposição: as ausências dos deputados. A deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ), por exemplo, está grávida e não estará em Brasília no dia da votação. Isso significa um voto a menos para a oposição, porque ela votaria a favor do impeachment. — O quórum hoje é baixíssimo hoje aqui no Congresso. Então, com esse quórum baixo, já é um sintoma de que muita gente não veio votar, o que é favorável ao governo. Por outro lado, o governo terá que trabalhar com os desertores. O deputado Paulo Maluf (PP-SP) anunciou na semana passada, via redes sociais, que mudou seu voto e daria o "sim" para o impeachment de Dilma. |
| Deputado da oposição acusa PT de pagar R$ 2 milhões por voto do impeachment Posted: 16 Apr 2016 08:10 PM PDT Nílson Leitão (PSDB-MT) afirmou que recebeu "informações de que deputados foram assediados" para vender o voto na Câmara Nilson Bastian/Câmara dos Deputados No fim de março, correu a história de que um voto contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff custaria R$ 1 mihão. Já a abstenção à votação deste domingo (17) poderia custar R$ 400 mil. Na véspera do pleito, o deputado Nílson Leitão (PSDB-MT) afirmou que recebeu "informações de que deputados foram assediados". O assédio, segundo o tucano, teria como canal o pagamento de recursos em troca do voto "não". De acordo com o parlamentar, fala-se nos bastidores que o voto poderia custar até R$ 2 milhões, pagos em parcelas, e liberados na forma de emendas parlamentares — o governo só libera esse recurso quando precisa de apoio. — Tem gente dizendo que os deputados podem receber R$ 500 mil de entrada e R$ 1,5 milhão se votar. Pode haver de tudo. O fato principal é que o PT está agindo e tomando iniciativas e atitudes que a República e a Legislação duvidariam. Mas, pelo modus operandi e o histórico do PT, isso ninguém duvida. Leia mais notícias de Brasil e Política Mesmo com placar apertado, oposição espera começar votação do impeachment "com goleada" No último sabado (16), a oposição protocolou uma queixa-crime na PF (Polícia Federal) contra o governo Dilma por transferir terras da União para o Estado do Amapá, teoricamente, em troca de votos no processo de impeachment. Outro processo? Leitão destacou que, "se um prefeito, faltando seis meses de acabar seu mandato, contrai qualquer tipo de novas dívidas, qualquer tipo de atitude que venha contribuir para cooptar qualquer tipo de voto, isso é crime de responsabilidade fiscal". — A presidente Dilma já cometeu inúmeros crimes nesse período em que ela está sendo julgada pela Câmara Federal. Então, não tenho dúvida nenhuma de que, se tivesse que abrir outro impeachment hoje, a gente teria umas 20 novidades pra poder comprometê-la no seu cargo. A presidente Dilma esqueceu-se que é presidente da República e passou a retornar a sua origem como guerrilheira para manter o poder. Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma |
| Veja a lista com ordem de deputados para acompanhar a votação Posted: 16 Apr 2016 08:06 PM PDT Roraima Rio Grande do Sul Santa Catarina Amapá Pará Mato Grosso do Sul Amazonas Rondônia Goiás Distrito Federal Acre Tocantins Mato Grosso São Paulo Maranhão Ceará Rio de Janeiro Espírito Santo Piauí Rio Grande do Norte Minas Gerais Pernambuco Sergipe Alagoas |
| Câmara vota hoje segundo impeachment da história Posted: 16 Apr 2016 08:03 PM PDT Presidente Dilma acompanha votação do Palácio do Alvorada Estadão Conteúdo Está mantida para as 14h deste domingo (17) a sessão que vai votar a abertura do processo de impeachment contra um presidente da República. Esta será a segunda vez na história que a Câmara votará o impedimento de um presidente. A primeira foi há 23 anos, em 29 de setembro de 1992, quando os deputados aprovaram a abertura do processo contra o então presidente Fernando Collor de Mello. A previsão é que a votação termine às 21h. Estão previstas falas dos líderes partidários após abertura da sessão, o que deve demorar uma hora, e cada deputado terá 10 segundos para votar. No entanto, com o tempo de deslocamento, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), calcula em 30 segundos o tempo de cada voto. Como são 513 deputados a previsão é que a votação dure cerca de quatro horas e quinze. Os deputados vão ao microfone e respondem sim (aprovação do parecer, que recomenda a abertura do processo contra Dilma), não (rejeição ao parecer) ou abstenção. Não haverá questões de ordem neste período de votação. O quórum mínimo para o início da sessão é de 51 deputados. Já para a votação, é preciso maioria absoluta, ou seja, mais da metade da Casa (257 deputados). Para a abertura do processo ser aprovada são necessários 342 votos favoráveis. Da 'faxina ética' ao processo de impeachment: relembre os dois mandatos de Dilma Se a abertura do impeachment for aprovada na Câmara, o processo segue para o Senado, onde será analisado. A presidente só é afastada do cargo por 180 dias se os senadores aprovarem em comissão um relatório favorável à abertura do processo. Se os senadores rejeitarem um parecer favorável da comissão, a presidente pode voltar ao cargo. Se aprovarem ela deixa o cargo e fica inelegível por oito anos. Pode ainda ser processada na Justiça Comum. O impeachment de presidentes e ministros de Estado está previsto no Brasil desde a Constituição de 1891. Sua abertura é determinada pela Câmara dos Deputados, o que ocorreu em 1992. Apesar disso, nenhum presidente brasileiro foi efetivamente impedido, já que Collor renunciou ao cargo antes da finalização do processo. As sessões que discutem o afastamento da presidente começaram às 8h55 de sexta-feira (15), com a fala do denunciante, Miguel Reale Jr., seguida pela defesa da presidente pelo Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo. Depois os blocos da maioria e da minoria tiveram tempo para falar e a partir deste momento começaram as falas dos partidos, por ordem de bancada. Como são 25 os partidos com representatividade na Câmara e cada partido tinha uma hora cada, as sessões acabaram se encavalando. Apesar dos atrasos, o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) garantiu que o horário da votação deste domingo está mantido. |
| Cunha recebe ameaça por telefone e pede reforço de segurança em residência no Rio Posted: 16 Apr 2016 06:22 PM PDT Cunha pediu reforço de segurança ao governador do Rio Antônio Cruz/02.03.2016Agência Brasil O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu uma ameaça por telefone em sua residência, no Rio de Janeiro. O deputado pediu reforço de segurança no local ao governador do Rio em exercício, Francisco Dornelles. A informação é da assessoria de imprensa de Cunha. O presidente da Câmara está em Brasília, para a votação, neste domingo (17), do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro confirmou o pedido de Cunha ao governador e informou que a Polícia Militar vai reforçar a segurança no condomínio de Cunha, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. O pedido de policiamento busca principalmente proteger a família do deputado. |
| Mega-Sena acumula pela 9ª vez e paga bolada de R$ 90 milhões na próxima quarta-feira Posted: 16 Apr 2016 05:15 PM PDT Sorteio premiou 188 apostas com a quina e 13.704 com a quadra Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas Pela nona vez consecutiva, nenhum apostador cravou todas as seis dezenas sorteadas neste sábado (16) pela Mega-Sena. Com isso, a loteria promete pagar R$ 90 milhões na próxima quarta-feira (20). No sorteio deste sábado, os números sorteadas pela loteria foram: 09 — 12 — 23 — 24 — 46 — 54. Apesar de ninguém ter faturado o prêmio principal do concurso, 188 bilhetes foram preenchidos com cinco dos números sorteados e levaram R$ 26.361,78 cada. Outras 13.704 apostas cravaram a quadra e têm o direito de receber R$ 516,63 cada. Para concorrer ao prêmio de R$ 90 milhões da próxima quarta-feira, basta ir a uma casa lotérica e marcar de 6 a 15 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos (Teimosinha). Cada jogo de seis números custa R$ 3,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do País. Outra opção é o Bolão Caixa, que permite ao apostador fazer apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Você também pode comprar cotas de bolões organizados pelas lotéricas. Neste caso, poderá ser cobrada uma Tarifa de Serviço adicional de até 35% do valor da cota. Na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 10. Porém, cada cota não pode ser inferior a R$ 4. É possível realizar um bolão de no mínimo 2 e no máximo 100 cotas. |
| Sessão de discussão do impeachment já é a mais longa da história da Câmara Posted: 16 Apr 2016 05:04 PM PDT Até então, a sessão com maior duração havia sido a da votação da Medida Provisória dos Portos, em maio de 2013, que durou 22 horas Nilson Bastian A discussão do parecer sobre a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff registra neste sábado (16) à noite mais de 35 horas ininterruptas e já é considerada a sessão mais longa da história da Câmara dos Deputados. Todos os 25 partidos com representação na Casa tiveram a oportunidade de discutir o parecer. O debate foi prolongado pelas falas de lideranças, permitidas a cada nova sessão. Até então, a sessão com maior duração havia sido a da votação da Medida Provisória dos Portos, em maio de 2013, que durou 22 horas consecutivas. A discussão da Medida Provisória levou, ao todo, cerca de 40 horas, divididas ao longo da semana. Neste momento, está em curso a oitava sessão consecutiva sobre o pedido de impeachment, em que deputados inscritos individualmente para discursar começaram a debater a matéria por volta das 19h. Leia mais notícias de Brasil e Política Mesmo com placar apertado, oposição espera começar votação do impeachment "com goleada" Inicialmente, a lista de inscrições de deputados para discursos sobre a admissibilidade de abertura do processo de impeachment reunia 249 deputados: 170 iriam defender o afastamento da presidenta e 79 deveriam pedir o arquivamento do processo. No entanto, após um acordo de líderes de 14 partidos pró-impeachment, o deputado Jovair Arantes, líder do PTB, informou que 60 deputados abriram mão de falar no plenário na etapa individual das discussões do impedimento. Segundo Arantes, essa iniciativa trará um ganho de seis a sete horas no processo, o que garantirá o início da votação amanhã (17) às 14h. Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma |
| Presidente do PMDB critica deputados que cogitam faltar na votação do impeachment Posted: 16 Apr 2016 04:19 PM PDT Jucá criticou Dilma por ter insinuado que Temer pretende cortar programas sociais EBC O presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR), criticou no começo da noite deste sábado (16) os deputados que cogitam faltar na votação do impeachment marcada para o domingo (17). Nas últimas horas, o Palácio do Planalto operou uma estratégia para diminuir o quórum de votação, já que para afastar a presidente Dilma Rousseff do cargo são necessários 342 votos — Nós estamos muito tranquilos. Os partidos estão firmes. Não é uma votação individual, de cada parlamentar. Acho muito difícil qualquer parlamentar ter a condição de se esconder e não vir votar", disse Jucá. "Os deputados que faltarem estarão frustrando seus eleitores e suas famílias. Jucá deu as declarações ao chegar ao Palácio do Jaburu para se encontrar com o vice-presidente, Michel Temer. Ele reconheceu que o governo não vai desistir de evitar o impeachment. — Não esperaria que eles (do governo) se entregassem. Agora, a verdade é superior a qualquer boato. Então amanhã nós vamos ver. Leia mais notícias de Brasil e Política Mesmo com placar apertado, oposição espera começar votação do impeachment "com goleada" O senador comentou a mudança de votos de alguns deputados que decidiram, nas últimas horas, ficar com Dilma sob o argumento de que o afastamento dela significaria um vitória do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). — [Eram esperados] esses votos que já viraram independentes.'Dilma nem Cunha' não serão realmente. Será Temer. Jucá criticou Dilma por ter insinuado que Temer pretende cortar programas sociais, como o Bolsa Família. Como o vice havia feito mais cedo, ele classificou como "mentira" a fala da presidente. — Aliás, de 2014 para cá, o que é mentira já foi desmascarado. O que eles [o governo] estão dizendo agora é um repeteco da campanha do que não cumpriram. Oposição entra com queixa-crime na PF contra "barganha criminosa" de Dilma Segundo Jucá, Temer deve passar o domingo no Palácio do Jaburu. — Ele está muito tranquilo. É um homem muito experiente. E a sociedade sabe separar o que é verdade e o que é mentira", disse. "Quem souber ganhar vai precisar grandeza para administrar. Quem perder vai precisar grandeza para perder. Cid Gomes Ao visitar Dilma no começo da noite no Palácio da Alvorada, o ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT) afirmou que ela acredita que poderá barrar o impeachment. — Não tem nada decidido. Quem tiver cantando vitória antes do tempo errará. Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma Apesar de lutar para evitar o afastamento de Dilma, Cid — que foi ministro da Educação de janeiro a março de 2015 — criticou o governo do PT. — Para mim a Dilma é séria, [mas] o governo está no fundo do poço. Cid, porém, justificou por que é contra o impeachment. — A gente tem de defender um valor democrático. Um mandato é uma coisa consagrada pela população. E o mandato só pode ser retirado se houver crime, roubo. |
| Posted: 16 Apr 2016 04:00 PM PDT Vinte e quatro legendas discutiram a matéria no plenário 16.04.2016/ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO Após 34 horas de debate e 273 discursos (alguns parlamentares falaram mais de uma vez), terminou às 18h58 a sétima sessão do plenário da Câmara dos Deputados para discussão sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A primeira sessão teve início ontem (15) às 8h55. O deputado Weliton Prado (PMB-MG) foi o último a discursar. Vinte e quatro legendas discutiram a matéria: PMDB, PT, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTB, PDT, SD, PTN, PCdoB, PSC, PPS, PHS, PV, PSOL, PROS, Rede, PTdoB, PSL e PMB. O PEN não indicou nenhum orador para discursar. Todos os partidos representados na Câmara tiveram o direito de se manifestar por uma hora. No total, são 25 partidos. Depois que todos os partidos se pronunciaram, começou a oitava sessão para os deputados falarem individualmente. Cada deputado tem três minutos para falar. Essa sessão estava prevista para começar às 11h de hoje (16). Após reunião de líderes, o relator do processo do impeachment na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), informou que 60 deputados de 14 partidos favoráveis ao afastamento da presidente Dilma Rousseff abriram mão de falar no plenário, na etapa individual das discussões do impedimento. Segundo ele, essa iniciativa trará um ganho de seis a sete horas no processo, o que garantirá o início da votação amanhã (17), às 14h. Inicialmente, a lista de inscrições de deputados para discursos sobre a admissibilidade de abertura do processo de impeachment reunia 249 deputados: 170 iriam defender o afastamento da presidenta e 79 deveriam pedir o arquivamento do processo. As inscrições individuais começaram às 9h e foram encerradas às 11h de ontem (15). Jovair Arantes reiterou que não há "a menor possibilidade de adiamento" da sessão de votação amanhã, às 14h. — A partir das 11h de amanhã, vamos encerrar a sessão de debates. Os partidos favoráveis ao impeachment são: PSDB, DEM, PSB, PPS, PRB, PP, PR, PSC, PROS, PTN, SD, PSL, PSC e PHS. Mais cedo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também afirmou não haver "a menor possibilidade" de "qualquer adiamento" do processo de impeachment de Dilma Rousseff. — A sessão de votação começará amanhã às 14h, como estava previsto, e terminará amanhã. |
| Ministros vão a feijoada e peixada de deputados para tentar angariar votos para barrar o impeachment Posted: 16 Apr 2016 03:51 PM PDT Governo calcula que terá cerca de 180 votos contra o impeachment Reprodução Fotos Públicas Ministros do governo participaram neste sábado (16) de uma feijoada e de uma peixada atrás de votos para barrar o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, na Câmara. Os dois eventos foram organizados pelos deputados Waldir Maranhão (PP-MA) e Weverton Rocha (PDT-MA), que são vizinhos de apartamentos funcionais. Se revezaram nas duas reuniões os ministros Jaques Wagner, Antônio Carlos Rodrigues (Transportes) e Kátia Abreu (Agricultura), além dos agora deputados Marcelo Castro (PMDB-PI) e Celso Pansera (PMDB-RJ), que deixaram suas pastas para votar contra o impeachment no domingo. Segundo Castro, passaram pelos encontros deputados do PP, PR, PSD, PTN e PMDB. Ele afirmou que o clima entre os deputados mudou e que o governo terá voto suficiente para barrar o processo na Câmara. — Vai ser uma disputa acirradíssima. E eu não usei o superlativo à toa. Eu penso que vai ser assim, mas o impeachment não passará. Beira do precipício De acordo com Castro, no último momento, os parlamentares estão percebendo o risco de optar por uma mudança de governo. — É como se as pessoas tivessem ido até a beira do precipício e percebessem que esse movimento não iria dar e que era melhor ficar como está mesmo. O ministro dos Transportes também fez essa avaliação e disse acreditar que o governo vai ter uma vitória no domingo. Rodrigues afirmou que vai continuar trabalhando para garantir votos contra o impeachment até o último momento. — Eu só vou parar de trabalhar depois da votação. O governo calcula que terá cerca de 180 votos contra o impeachment. Na contagem da oposição, há 368 votos a favor do afastamento de Dilma, conforme balanço mais recente. Para que o processo contra a presidente siga para o Senado são necessários 342 votos. |
| Lula retorna a SP e avalia se participará de ato contra impeachment no Anhangabaú Posted: 16 Apr 2016 03:37 PM PDT Em São Paulo, existe a possibilidade de que Lula participe do ato contra o impeachment Paulo Lopes/Futura Press/Folhapress Depois de passar os últimos quatro dias negociando o apoio de parlamentares para derrubar a admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deixou Brasília no fim da tarde deste sábado (16) e passará a noite em São Paulo. De acordo com interlocutores do ex-presidente, Lula fez uma avaliação otimista das negociações às vésperas da votação pelo plenário da Câmara dos Deputados sobre o impedimento da presidente Dilma Rousseff. Segundo esses interlocutores, existe a possibilidade de que Lula participe no domingo (17), do ato contra o impeachment no Vale do Anhangabaú. Essa decisão, no entanto, ainda será tomada pelo ex-presidente. Oposição pede busca e apreensão em hotel em que Lula está hospedado Na manhã deste sábado, ainda em Brasília, Lula discursou rapidamente a um grupo com algumas centenas de militantes pró-Dilma, ligados a movimentos socais, que estão acampados no entorno de um ginásio poliesportivo em Brasília. |
| Manifestantes ficarão a 100 m de distância do Congresso. Pixuleco está vetado Posted: 16 Apr 2016 03:31 PM PDT Visão de dentro do Congresso mostra onde ficarão os manifestantes no domingo: o muro vem até o espelho d'água, mas a população ficará no alto do 'morro' Raphael Hakime/R7 A esplanada dos Ministérios, em Brasília, está vivendo um fim de semana diferente ás vésperas da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Veículos estão impedidos de circular, o acesso é feito exclusivamente a pé. E a distância mínima entre o Congresso e os manifestantes será de 100 m. Intitulado de Operação Esplanada, o esquema de segurança montado pelo Distrito Federal terá 3.000 agentes da Polícia Militar, 300 policiais legislativos do Congresso Nacional e 700 policiais civis, além de contingentes do Corpo de Bombeiros e Departamento de Transito do DF. O trecho entre a Rodoviária do Plano Piloto e a Avenida das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional, só poderá ser acessado a pé, podendo haver liberação de algumas faixas para carros, após avaliação da Polícia Militar — veículos de imprensa autorizados podem circular, como se vê no vídeo abaixo. Na aproximação ao Congresso, existem duas barreiras policiais. A primeira, de maior controle, a 500 m do Parlamento, e a segunda a 100 m. Neste sábado, manifestantes começaram a se reunir no limite da primeira barreira. Mas a expectativa para o domingo (17) é de que o acesso seja ampliado até a segunda barreira para os manifestantes, que ficarão a cerca de 100 m de distância do Congresso. A Secretaria de Segurança do DF já confirmou também que não haverá possibilidade de bonecos infláveis entrarem na esplanada, como o famoso Pixuleco, uma retratação de Lula presidiário, que já causou atos de violência em São Paulo. |
| Integrantes do MBL com crachás de acesso foram convidados por Cunha Posted: 16 Apr 2016 03:09 PM PDT Cunha assumiu ter distribuídos crachás de acesso a líderes do MBL Antonio Cruz/08.04.2016/Agência Brasil A presença de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) de maneira irregular na Câmara foi alvo de questionamentos em plenário. O líder do PT, Afonso Florence (BA), afirmou que o cartão para visitantes não foi oferecido aos demais líderes partidários, que, com as limitações de acesso, tiveram direito a três crachás cada. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que Kim Kataguiri, Renan Santos e Rubens Nunes foram convidados pela Mesa Diretora da Casa. "A Mesa teve direito a distribuir a convidados uma cota da sua distribuição. Então houve distribuição (de credenciais) por membros da Mesa para convidados, dois ou três convidados, certamente quem está portando o crachá, foi concedido pela Mesa, não foi distribuição partidária", declarou Cunha. Ele não explicou por que Renan Santos, um dos coordenadores do MBL, aparece em uma imagem feita pelo jornal O Estado de S. Paulo com o crachá de um servidor. Apesar de Cunha ter dito que a distribuição não foi partidária, Kim e Renan contaram ao Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) que receberam as credenciais do líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), e do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que também confirmaram as informações. Depois de terem sido detidos pelo Departamento de Polícia Legislativa (DEPOL), eles foram liberados com crachás cinzas onde se lê "salão verde" e estão na liderança do DEM. |
| Manifestantes pró-impeachment começam a ocupar lado direito da Esplanada Posted: 16 Apr 2016 03:06 PM PDT Movimento de manifestantes em Brasília começava a se intensificar Dida Sampaio/Estadão Conteúdo Manifestantes pró-impeachment ocupam o lado direito da Esplanada dos Ministérios, área delimitada para os movimentos contrários ao governo. O grupo ainda não é grande, mas promete aglomerar mais pessoas partir das 20h, quando terá início uma vigília com o uso de velas. Os manifestantes vestem verde e amarelo e, semelhante a torcidas de futebol, entoam cantos e gritos de guerra contra o governo. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e outras organizações de apoio ao governo previam começar uma marcha para a Esplanada às 18h30. Até o momento, o lado esquerdo, destinado aos movimentos pró-Dilma, tem poucos manifestantes. Para evitar conflitos, além de um muro que separa a Esplanada em Norte e Sul, toda a área que concentra os Três Poderes está isolada com grades. O limite máximo que os manifestantes alcançam é uma pequena rua em frente ao Congresso Nacional conhecida como Alameda das Bandeiras. Até o momento, as manifestações seguem sem registro de brigas ou outros incidentes. Protestos tomam as ruas de todo o País: |
| Deputado do PT pede ao STF que pedido contra Temer se junte ao de Dilma Posted: 16 Apr 2016 03:05 PM PDT Para petista, afastamento de Temer e Dilma devem ser julgados juntos Estadão Conteúdo O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) neste sábado (16) um mandado de segurança em que busca juntar imediatamente o pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer, ao processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. O parlamentar pede ainda a suspensão da votação do domingo sobre o impeachment da petista e o retorno do processo à fase da Comissão Especial. Há dez dias, o ministro Marco Aurélio Mello concedeu uma liminar (decisão provisória) na qual determina que o presidente da Câmara dê prosseguimento ao pedido de impeachment contra Temer apresentado pelo advogado Mariel Marra. Leia mais notícias de Brasil e Política Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma O argumento do pedido apresentado contra o peemedebista é de que o vice-presidente cometeu crime de responsabilidade e atentado contra a lei orçamentária ao assinar no ano passado, como presidente em exercício, quatro decretos que autorizavam a abertura de crédito suplementar sem aval do Congresso e em desacordo com a meta fiscal vigente. Ao STF, o deputado Reginaldo Lopes lembra a decisão do ministro Marco Aurélio e diz que os dois casos — Dilma e Temer — precisam ser analisados juntos. — O Governo da Nação pode sair das mãos de quem foi democraticamente eleito pelo povo, indo para as mãos de uma pessoa que está sendo acusada de ter cometido exatamente os mesmos crimes. Mesmo com placar apertado, oposição espera começar votação do impeachment "com goleada" No pedido, o petista solicita a designação de uma nova data para análise pelo plenário dos dois pedidos de impeachment de forma conjunta. Ainda segundo ele, deve ser anulada a sessão da Comissão Especial que aprovou o relatório do deputado Jovair Arantes a favor do impedimento da petista, para que se volte à fase inicial de trabalho do grupo, com prazo para defesa do vice-presidente Michel Temer. — Enquanto o impeachment de Michel Temer se arrasta a passos de tartaruga, o de Dilma Rousseff caminha a galopes de leopardo, e tem data para terminar, com sessões inclusive aos sábados e domingos! O mandado de segurança ainda precisará ser distribuído no STF para que se conheça o ministro relator. |
| Oposição busca ‘máximo drama político’ em votação do impeachment, diz 'Washington Post' Posted: 16 Apr 2016 02:37 PM PDT Dida Sampaio/Estadão Conteúdo O jornal americano The Washington Post afirma, na edição deste sábado (16), que a oposição quer atribuir à votação de amanhã na Câmara dos Deputados, que define sobre a continuidade do processo de impeachment, um clima de "drama político". "Os opositores (da presidente) parecem ter definido o rito do evento para obter o máximo drama político. Os deputados vão anunciar seus votos um por um ao vivo na televisão, e terão dez segundos cada para fazer (ou gritar) um breve discurso", diz a publicação. A votação na Câmara dos Deputados está marcada para começar às 14h, horário de Brasília. Cada um dos 513 deputados terá direito ao voto e são necessários 342 votos para que a análise siga para o Senado. Intitulado "Como funciona o processo de impeachment no Brasil" , o texto, assinado pelo correspondente no Brasil Dom Philips, e para a América Latina, Nick Miroff, esclarece o passo a passo da votação na Câmara e afirma que, nesse momento, o foco tanto do governo como da oposição é conquistar o voto dos indecisos. "Os dois lados estão supostamente engajados em uma disputa frenética para garantir os votos dos deputados indecisos, oferecendo ministérios e demonstrando a habilidade de distribuir bons cargos. E é exatamente esse tipo de comportamento que deixou a população brasileira furiosa com seus líderes políticos", afirma o Washington Post . O jornal diz ainda que, embora a presidente Dilma Rousseff seja "profundamente impopular e esteja politicamente debilitada pela severa crise econômica do país", ela não é suspeita de enriquecimento ilícito, mas de ter cometido crimes de responsabilidade ao supostamente maquiar o rombo no orçamento com as chamadas "pedaladas fiscais". "Em outras palavras, os deputados vão decidir se acreditam que ela agiu de forma tão irresponsável como presidente que as ações devam ser classificadas como uma ofensa política, mas não necessariamente criminosa", explica o jornal. O Washington Post também questiona a capacidade de um eventual governo de Michel Temer injetar estabilidade política no país antes das Olimpíadas, já que ele "potencialmente também enfrenta um impeachment" — em uma referência ao processo em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral que acusa a chapa Dilma/Temer de ter sido financiada pelo esquema de corrupção investigado na Operação Lavajato, o que poderia culminar com a cassação tanto da presidente como do vice. "Mesmo que a presidente Dilma Rousseff sobreviva ao voto dos deputados, a vontade política de tirá-la do cargo não vai acabar. Muitas outras propostas estão pendentes. Portanto, seus opositores poderiam simplesmente começar o processo todo novamente", finaliza o texto. |
| Oposição pede busca e apreensão em hotel em que Lula está hospedado Posted: 16 Apr 2016 02:26 PM PDT Os tucanos querem investigar suposta compra de votos contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff Divulgação/Instituto Lula Partidos de oposição anunciaram na tarde deste sábado (16) que irão protocolar representação na Procuradoria da República no Distrito Federal solicitando abertura de inquérito policial e decretação de medida cautelar de busca e apreensão de eventuais provas no hotel em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está hospedado em Brasília. O petista recebe políticos e faz articulações no local. Os tucanos querem investigar suposta compra de votos contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Vamos fazer uma representação junto ao Ministério Público Federal em virtude de muitas denúncias não republicanas de ocorrências no hotel", afirmou o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA). O partido também quer que a PF instaure inquérito para apurar a obstrução de rodovias federais por movimentos sociais ligados ao PT. Já DEM, PPS, PSDB, PSC e PTB informaram que irão no final desta tarde à Superintendência da Polícia Federal para apresentar denúncia crime contra a presidente Dilma, o ex-presidente Lula e os ministros Eva Chiavon (Casa Civil), Eugenio Aragão (Justiça), Aloisio Mercadante (Educação), Jaques Wagner (chefe de gabinete) José Eduardo Cardozo (Advogado-Geral da União), Luiz Navarro (Controladoria-Geral da União), além dos governadores Ricardo Coutinho (PSB-PB), Waldez Góes (PDT-AP), Camilo Santana (PT-CE) e Wellington Dias (PT-PI). Lula recorre a governadores para barrar impeachment na Câmara A oposição diz que essas pessoas estão atuando para angariar votos favoráveis ao governo. Os partidos acusam o governo de praticar corrupção ativa, corrupção passiva e desvio de finalidade. A denúncia será apresentada à PF porque a PGR (Procuradoria-Geral da República) não tem plantão no fim de semana. Os partidos apontam como provas desses crimes a oferta de cargos e nomeações publicadas no DOU (Diário Oficial da União) nos últimos dias, a atuação nas negociações de ministros, dos governadores de Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e Bahia, além do ex-presidente Lula. Eles também apontam como indício de compra de votos a transferência de terras da União para o Governo do Amapá, Estado de maioria dos votos não declarados. |
| Temer promete espaço a aliados, mas sem definir pastas Posted: 16 Apr 2016 02:21 PM PDT Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Em conversas com líderes partidários que têm aderido ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer tem prometido "espaço" às legendas num futuro governo dele. O vice tem tido, segundo relatos, cautela para não antecipar quais ministérios deverão ser distribuídos entre os partidos que deverão formar um novo governo de "coalizão". Nessa sexta (15) foi a vez de o vice receber integrantes da bancada do Solidariedade, partido de oposição ao governo Dilma, além de peemedebistas mais próximos de seu núcleo. "Ele já tem um desenho formado na cabeça, mas não está tratando disso. Seria muito precipitado", afirmou Geddel Vieira Lima, primeiro secretário do PMDB e integrante do grupo mais próximo de Temer. Integrantes do partido que têm frequentado o Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência, dizem que têm também orientado Temer a não dar início às negociações antes do desfecho do processo de impeachment no Senado. "Não é momento para tratar do assunto. Começaria a criar vários ruídos entre os partidos que irão compor o governo do Michel", avaliou um integrantes da cúpula do PMDB do Senado. Circulando Na reta final da votação do processo de impeachment na Câmara, Temer aproveitou a festa de aniversário da filha do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) para "circular", na noite de quinta-feira (14), entre representantes de vários partidos da "base aliada" e da oposição. O jantar, realizado no Lago Sul, área sofisticada de Brasília, contou com a presença do vice e de integrantes de PMDB, PP, PR, PSB e DEM. Entre 70 a 80 convidados participaram das comemorações realizadas no mesmo dia em que a contagem de votos a favor do impeachment apontava maioria pela aprovação. Temer chegou ao local por volta das 22h, acompanhado de Geddel. Durante quase uma hora em que ficou no local, o vice falou com praticamente todos políticos que estavam na festa."O clima foi de alto astral, bastante festivo. Tinha muita gente e foi um bom momento para o Michel circular. Mas como tinha muita gente, ficou impossível ter qualquer conversa mais profunda", afirmou o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que passou parte da noite na mesma mesa do vice. Nas rodinhas formadas pelos parlamentares, segundo Jarbas, o mote foi a contagem e recontagem dos votos do impeachment. "A coisa girou muito em torno de placar. Tinhas alguns mais otimistas outros nem tanto. Uns terceiros defendendo que era preciso ficar atentos e por ai foi", emendou. Um dia após anunciar que o PP votaria a favor do impeachment, o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), se reuniu com o vice. As movimentações do senador têm sido, contudo, criticadas por lideranças do PMDB. "Ele tem tomado café da manhã com a Dilma, almoçado com Temer e jantado com o Renan Calheiros. Três conversas diferentes. Não dá para confiar numa pessoa dessas", considerou um integrante da cúpula do PMDB. Representantes de outras legendas da base como o PSD e o PR também têm intensificado o corpo a corpo com o vice. Ontem foi a vez do PSC. |
| Posted: 16 Apr 2016 02:01 PM PDT Para psiclólogos, um certo afastamento pode ser bom para enxergar melhor a realidade Getty Images Você pode substituir o noticiário político por Scooby-Doo, por exemplo. Essa é a sugestão da gerente de concessionária Jadna Pereira, de 40 anos, que diz estar cansada de ler, ouvir e falar tanto de impeachment, votações, Congresso, governo. Às vezes, no lugar do jornal, vê também vê episódios da Turma da Mônica. "Assisto a desenho porque limpa minha mente e a esvazia dos problemas diários. É uma historinha bobinha, infantil. Um ritual para dormir". Jadna faz parte de um grupo de brasileiros que, cansados da quantidade de informações sobre os rumos da política, estão criando estratégias para se afastar do tema. A BBC Brasil conversou com alguns deles para saber o que estão fazendo para fugir da crise política e também com psicólogos, para discutir qual é o ponto de equilíbrio entre a alienação e a superexposição. Jadna também parou de ouvir rádio no caminho para o trabalho e agora só escuta música clássica: Mozart está entre seus favoritos. "Ouvia o jornal todo dia, na ida e na volta. Estava ficando mal humorada e nervosa, e não sabia o porquê. Ficava me perguntando: será que são as notícias? Com a música clássica deixei de ficar assim". Outra medida é apagar as montagens e textões sobre corrupção recebidos pelo WhatsApp: "nem olho e deleto". Outra estratégia para fugir do clima de tensão é não ler textos e memes sobre corrupção no WhatsApp ou em redes sociais Apesar de todas as estratégias para fugir do tema, ela não deixa de ir nas manifestações antigoverno. "Não posso deixar de participar, porque é o destino do meu País, mas também não posso ficar focada só nisso. Não quero adoecer mentalmente e emocionalmente". O mais comum, no entanto, é que a blindagem à discussão política inclua também os protestos. Morador de Brasília — onde são esperados grandes atos no domingo, por causa de votação do impeachment na Câmara -, o engenheiro aposentado Luiz Lovato, de 76 anos, tem outros planos. Depois do almoço, vai assistir filmes de faroeste estrelados pelo americano John Wayne. À noite, jogará paciência no computador. Sua filha e sua mulher vão para as manifestações, mas ele está muito decepcionado e cansado para se juntar a elas, explica. Com "receio de que alguma notícia vá prejudicar sua saúde", o gaúcho passou a colocar erva cidreira no chimarrão e desistiu de assistir aos telejornais. Outro dia, no horário no jornal, viu "Bonequinha de Luxo", clássico dos anos 1960 com Audrey Hepburn: "pelo menos é um bom filme". No meio do mato Há também quem prefere se isolar das notícias fora de casa — onde não pega sinal de celular. Nem se quisesse, o contador carioca Alexandre Godoy, de 35 anos, conseguiria saber o resultado da votação do domingo. Ele estará na metade de uma travessia de 31 km por florestas e montanhas entre as cidades de Petrópolis e Teresópolis, no Rio de Janeiro. O contador Alexandre Godoy estará em uma travessia por montanhas e florestas durante a votação "Faço atividades físicas regularmente e não será o impeachment que vai me impedir neste fim de semana. Depois vejo as repercussões". Mesmo se não fizesse a travessia, diz, iria ao cinema para não estar em casa. Ele também se nega a participar dos protestos. "Manifestação para quê? Lugar de protestar é na urna". A analista de sistemas Juliana Pereira também evita os protestos, que considera carregados de "energias negativas". O mesmo vale para as discussões on-line. "Tenho muita sensibilidade energética. Quando você começa a ver posts, memes e se envolve nessa coisa toda que está rolando no Facebook, acaba entrando numa energia de raiva, injustiça". Nos portais, passa batido das manchetes políticas em busca de "notícias melhores". "Não fico mais abrindo as reportagens, lendo tudo, procuro coisas boas". Alienação x superexposição Mas até que ponto participar da discussão política e acompanhar de perto o noticiário é ruim? A analista de sistemas Juliana Pereira evita os protestos, que considera carregados de "energias negativas Psicólogos ouvidos pela BBC Brasil deram dicas para identificar se o consumo de informações e o envolvimento nos debates está passando dos limites. Uma delas, diz o professor de psicologia da PUC-SP Antonio Carlos Amador Pereira, é perceber o quanto esse tema já interferiu na vida pessoal. Brigar com a família ou amigos por causa de posições políticas e deixar de fazer alguma atividade para ficar ligado na televisão não são bons sinais. Segundo Pereira, é notável que há um esgotamento dos brasileiros ante a situação política do País. Ele diz que muitos se sentem traídos pelos líderes nos quais confiaram e a quem atribuíam "poderes messiânicos". A frustração viria de forma apaixonada e impediria uma análise racional. Portanto, distanciar-se um pouco do turbilhão é bom, pondera o psicólogo. "Tem que ter um certo afastamento, até para enxergar melhor as coisas. Se você começa a acompanhar como uma novela, cria a expectativa do final que você deseja e que não vai acontecer amanhã. Domingo vai ter a votação, mas o processo vai se alongar por meses. As pessoas ficam esgotadas". Para psicólogos, um certo afastamento pode ser bom para enxergar melhor a realidade Pereira ressalta que ter estar atento ao que acontece não exige tensão ou violência. Segundo ele, é possível ter posturas firmes com serenidade, ao exemplo de Gandhi: "conseguiu a independência de um País sem pegar uma arma". "Nesse sentido, se está cansado, dê um tempo. É final de semana, não deixe de se divertir porque tem uma votação. Se você ficar na frente da TV, o mundo não vai deixar de mudar. Não é alienação, é busca de saúde". A psicóloga e professora do Instituto de Psicologia da USP Leila Tardivo diz que, essa busca também passa por separar a vida coletiva da privada. Apesar de problemas do País, como a crise econômica, estarem afetando as famílias, é importante manter as esferas em perspectivas diferentes. "A gente tem sentido um sofrimento mais intenso. O desemprego traz a angústia, o medo do futuro; mas é o momento de tocar a vida, de proteger o privado e as nossas relações significativas". E, segundo ela, de não idealizar saídas mágicas para a melhora do País. "Na segunda, trabalhamos do mesmo jeito. [A votação] não vai resolver magicamente nada. Podemos sair desse momento amadurecidos, pensando em possibilidades de desenvolvimento, de harmonizar pensamentos distintos". |
| Oposição entra com queixa-crime na PF contra "barganha criminosa" de Dilma Posted: 16 Apr 2016 01:53 PM PDT "Não sei se [a manobra] reverteu os votos", disse líder do DEM Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil A oposição entrou neste sábado (16) com uma representação na PF (Polícia Federal) contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de Estado por transferir terras da União para o Estado do Amapá, além de nomear aliados para cargos públicos, a um dia da votação do impeachment na Câmara dos Deputados. A manobra foi classificada como uma "barganha criminosa". O líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), informou que o governo está "utilizando a Presidência da República para tratar de questões que há muitos anos o governo e o povo do Amapá vem pleiteando, [que é] a concessão das terras federais para o Estado e nunca obtiveram sucesso". — Nesse momento, a presidente reúne o governador, reúne deputados do Amapá, para assinar um decreto. Entendemos que é uso da máquina pública e, portanto, estamos fazendo essa representação. A 24 horas da votação do pedido de impeachment, não é costume. Aqui é o uso da máquina pública. Há anos, há mais de década, o povo do Amapá vive pleiteando isso. Leia mais notícias de Brasil e Política Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma Questionado se a manobra havia surtido efeito, o democrata disse: "Não sei se reverteu os votos". Além de Dilma, também são alvo da representação os ministros Eugênio Aragão (Justiça), Jaques Wagner (Gabinete Pessoal), Edinho Silva (COmunicação Social), Aloisio Mercadante (Educação), José Eduardo Cardozo (AGU) e o governador do Amapá, Waldez Góes. Lula Questionado sobre a declaração de Lula, que disse que a tarefa de conquistar votos é "uma guerra, parece Bolsa de Valores, sobe e desce toda hora", Pauderney disse que o ex-presidente sabe como "precificar votos". — Isso ele entende. Talvez esse negócio de Bolsa de Valores, de precificar votos, talvez ele entenda. Eu não entendo desse jeito. Isso aqui não é Bolsa de Valores, é um processo que tem que ser encarado com toda a responsabilidade. Além do mais, o Diário Oficial amanheceu recheado também de nomeações a 24 horas da votação do processo de impeachment. [...] Entendemos que essa prática não deveria ter feito agora. É uma barganha, barganha criminosa. Mesmo com placar apertado, oposição espera começar votação do impeachment "com goleada" |
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