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- Impeachment: votos em comissão evidenciam racha de PMDB, PP e PSD
- Votação do impeachment será finalizada no domingo, afirma Cunha
- Jornais estrangeiros destacam aprovação de relatório a favor do impeachment
- Wagner sugere que Temer renuncie caso impeachment seja derrotado na Câmara
- Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma
- Comissão aprova parecer e impeachment chega ao capítulo final na Câmara: Entenda o que acontece agora
- Impeachment não é golpe porque está previsto na Constituição, afirma Gilmar Mendes
- Comissão aprova relatório favorável a impeachment de Dilma por 38 votos a 27
- Comissão Especial da Câmara vota pelo impeachment de Dilma
- Rio tem ato "pela democracia" com presença de Lula e Chico Buarque
- Partido de Marina Silva vê elementos para aprovação do impeachment e sinaliza que vai liberar bancada
- Para Planalto, áudio de Temer 'escancara conspiração' contra Dilma
- Uso de roupa vermelha por alunos causa polêmica em escola pública de Brasília
- Partido de Marina diz que há elementos para Câmara aprovar impeachment e sinaliza liberar bancada
- Não estou dizendo novidade, afirma Temer sobre áudio em que antecipa impeachment
- PF indicia governador de Minas Gerais por corrupção
- CPI dos Fundos de Pensão adia apresentação do relatório final
- Temer grava discurso como se impeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados
- Picciani libera bancada do PMDB a votar como quiser na comissão do impeachment
- Terra natal de Lula ainda dá voto de confiança a ex-presidente
| Impeachment: votos em comissão evidenciam racha de PMDB, PP e PSD Posted: 11 Apr 2016 08:07 PM PDT Comissão aprovou relatório favorável ao impeachment Estadão Conteúdo A votação do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) na Comissão Especial do Impeachment da Câmara evidenciou racha em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff em três das maiores bancadas da Casa: PMDB, PP e PSD. Na segunda-feira (11), a comissão aprovou, por 38 votos a favor a 27 votos contra, o parecer favorável ao impedimento. Com isso, a questão seguiu para o plenário, que deve decidir no próximo domingo se envia o pedido para o Senado. Com a maior bancada da Câmara, composta por 69 parlamentares, o PMDB teve na Comissão quatro votos favoráveis ao impedimento de Dilma e três contrários. O PP, que possui 49 deputados, apresentou três votos pela saída da presidente e dois contrários. Já o PSD, que conta com 32 cadeiras no plenário, votou duas vezes pelo impeachment e uma vez contra. O resultado mostra que os esforços do Planalto para conquistar o PP, com o oferecimento do Ministério da Saúde e outros cargos, não devem garantir o apoio em bloco da legenda. A maior surpresa da votação, porém, foram os votos favoráveis ao impeachment do PSD, já que a indicação da legenda era votar contra.Um dos parlamentares da sigla que votaram pela saída de Dilma foi o presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), que é líder da bancada. A divisão do PMDB já era esperada, já que, apesar de ter aprovado o desembarque, o partido ainda mantém um pé no governo. Na comissão, as demais legendas votaram em bloco. Manifestaram-se a favor do impedimento: PSDB (7 votos), DEM (3), PSB (3), PTB (3), SDD (3), PRB (2), PROS (2), PSC (2), PHS (1) e PV (1). Os partidos contrários ao impeachment foram: PT (9 votos), PR (3), PCdoB (2), PDT (2), PEN (1), PSOL (1), PTdoB (1), PTN (1) e Rede (1). Próximos passos Agora, com o prosseguimento do processo de impeachment para o plenário da Câmara, o pedido deve começar a ser debatido já na próxima sexta-feira (15) na Casa. A Constituição prevê que todos os votos sejam nominais. Isso quer dizer que todos os 513 deputados terão o direito de se pronunciar e defender seu voto. Para que o impeachment deixe a Câmara e siga para o Senado Federa, são necessários 342 votos conta a presidente. Ausências e abstenções contam em favor da presidente. Caso a o processo seja direcionado para o Senado, Dilma seria afastada com a maioria simples (41) dos votos favoráveis ao impeachment. Se isso ocorrer, a presidente deixaria o cargo por um período de até 180 dias, enquanto espera pelo parecer final dos senadores. Nesse período, quem assume a presidência é o vice Michel Temer. No Senado, a votação seria comandada pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Na sessão, para que a presidente tenha o mandato cassado e dar lugar a Temer, são necessários os votos de, no mínimo, dois terços da Casa (54). Por outro lado, se o impeachment não receber os votos necessários, a presidente seria absolvida e retomaria suas funções. |
| Votação do impeachment será finalizada no domingo, afirma Cunha Posted: 11 Apr 2016 08:01 PM PDT Segundo Cunha, a primeira sessão para debate do impeachment deve ser aberta às 9h da próxima sexta-feira Luis Macedo/05.04.2016/Câmara dos Deputados A votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados vai ser iniciada na próxima sexta-feira (15) e finalizada no domingo (17), confirmou nesta segunda-feira (11) o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha. O peemedebista informou que se reunirá amanhã (12) com os líderes partidários para definir o roteiro para o processo de discussão e votação do processo. Segundo Cunha, a primeira sessão para debate do impeachment deve ser aberta às 9h da próxima sexta-feira. O formato da votação, no entanto, ainda será decidido pelo colégio de líderes. O peemedebista adiantou, contudo, que o rito será diferente do usado no processo de cassação do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em que os deputados foram chamados para a votação em ordem alfabética. — Vou chamar pelo nome. [...] [A decisão] será comunicada em decisão escrita, lida em plenário. Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma Cunha explicou que a ideia é dar palavra para o autor do pedido, depois para a defesa e, em seguida, começar a discussão. — Cada sessão que é convocada, os líderes têm direito de pedir o tempo de liderança, ou seja, isso atrasa e arrasta a sessão. Estou prevendo que na sexta-feira faremos três ou quatro sessões e no sábado três sessões para, no domingo, a gente fazer a sessão derradeira. De acordo com o Regimento Interno da Câmara, cada partido têm direito a falar por uma hora, sendo que esse tempo pode ser dividido por até cinco deputados. A previsão do presidente da Casa é que as discussões na sexta e no sábado se arrastem pela madrugada, para que no domingo a votação ocorra durante o dia. Amanhã será feita a leitura do parecer da comissão especial do impeachment e na quarta-feira o documento será publicado no Diário Oficial da Casa. Perguntado sobre o resultado da votação, Cunha limitou-se a dizer que "não tenho que achar nada" e que "não tem nenhuma surpresa". |
| Jornais estrangeiros destacam aprovação de relatório a favor do impeachment Posted: 11 Apr 2016 07:57 PM PDT The Wall Street Journal destacou a informação na home de seu site Reprodução/Wall Street Journal A aprovação do relatório que recomenda a continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff pela comissão especial da Câmara dos Deputados foi destaque nas edições online de jornais norte-americanos. O The Wall Street Journal destacou que a presidente é acusada de manipular as finanças públicas. — Foi um revés para a líder [do Brasil], o que aumenta as chances de sua saída. No entanto, o jornal pondera que a derrota de Dilma na comissão era esperada, pois as atividades da casa legislativa brasileira "são fortemente influenciados por seu inimigo político, presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que tem se esforçado pela derrubada da presidente". O The Washington Post também publicou que a comissão votou pela recomendação de dar seguimento ao processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, deixando mais próxima a possibilidade da saída da líder brasileira. O jornal norte-americano diz que Dilma está enfrentando processo de impeachment por alegações de que sua administração violou regras fiscais para mascarar problemas de orçamento. O The Washington Post afirma também que os oponentes de Dilma dizem que o processo está em consonância com os desejos da maioria dos brasileiros, enquanto os que apoiam a presidenta consideram que Dilma está sendo vítima de uma ação de tomada de poder por seus inimigos. |
| Wagner sugere que Temer renuncie caso impeachment seja derrotado na Câmara Posted: 11 Apr 2016 06:49 PM PDT Wagner afirma que, com o áudio, Temer "conseguiu o que pode ser o tiro de misericórdia o processo do impeachment" Romério Cunha/VPR O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, disse que, após o vazamento do áudio em que o vice-presidente Michel Temer fala como se o processo de impeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados, só restaria a ele renunciar, caso os deputados não deem prosseguimento à denúncia. De acordo com Wagner, Michel Temer se precipitou ao fazer a gravação, e teria intenção de vazar propositalmente a mensagem de voz. — [Temer] macula sua própria história, rasga a fantasia e assume papel que antes poderia estar escondido, de patrocinador do golpe. Não me consta que ele tenha bola de cristal. [Na] votação de domingo, ele pode ficar desmentido e um pouco sem saída. Uma vez desmentido, só restaria renúncia. O ministro conversou com jornalistas após a Comissão Especial do Impeachment na Câmara aprovar, por 38 votos a 27, o relatório favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff. Segundo Wagner, "depois de assumir a conspiração, uma vez derrotada [a conspiração], vai ficar um clima insustentável". Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma No áudio, classificado por Temer como mensagem de "palavra preliminar à Nação brasileira", o vice-presidente diz que precisa estar preparado para, caso os senadores decidam a favor do impeachment, enfrentar os "graves problemas que afligem" o Brasil, mas lembra que a decisão do Senado deve ser aguardada e respeitada. No comunicado, ele pede a pacificação do país, diz que é preciso um governo de "salvação nacional", com colaboração de todos os partidos para sair da crise, e defende apoio à iniciativa privada como forma de gerar investimentos e confiança no Brasil. Jaques Wagner disse que a presidente Dilma Rousseff ficou "perplexa" com o áudio, assim como os demais representantes do governo, já que, nas palavras dele [Wagner], Temer é um "companheiro de chapa que nunca disse sequer que rompeu com o governo". Para o ministro, o vice-presidente deveria no "mínimo, ter a grandeza ou a inteligência" de Itamar Franco, que assumiu a Presidência como "consequência" do impeachment de Collor, em 1992. — Assim como a carta, na minha opinião não foi vazamento. Na minha opinião, alguém, algum assessor dele, que eu não sei quem é, imaginou que isso poderia criar um espírito do "Já ganhou", e portanto, ser passado assim. Tanto que ele diz que enviou equivocadamente. Não fica muito bem para o vice-presidente da República que pretende ser presidente indireto dizer que se equivocou. O ministro afirmou ainda que, com o fato, Temer "conseguiu o que pode ser o tiro de misericórdia no processo do impeachment". |
| Record vai transmitir ao vivo votação do impeachment de Dilma Posted: 11 Apr 2016 06:32 PM PDT Dupla do Jornal da Record comandará a cobertura da votação Edu Moraes/Rede Record A Rede Record transmitirá, no próximo final de semana, a votação aberta do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados. A cobertura do processo, que pode acarretar no afastamento da presidente do cargo, será comandada pela jornalista e apresentadora do Jornal da Record, Adriana Araújo, direto de Brasília. O jornalista Celso de Freitas, que comanda o noticiário ao lado de Adriana, também participará da transmissão, em um estúdio instalado na sede da emissora em São Paulo. Para que o processo de impeachment prossiga para o Senado Federal, a votação do final de semana deve contar com 342 dos 513 votos conta a presidente. Ausências e abstenções contam em favor de Dilma. Nesta segunda-feira (11), a Comissão Especial que analisava o processo aprovou o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) a favor do impeachment da presidente. O colegiado contou com 38 votos favoráveis ao afastamento e 27 contrários. |
| Posted: 11 Apr 2016 05:07 PM PDT Votação resultou em nova derrota para Dilma Rousseff Tânia Rêgo/08.04.2016/Agência Brasil Com já esperada derrota da presidente Dilma Rousseff na votação da Comissão Especial, ocorrida na noite desta segunda-feira (11), o trâmite do impeachment chega à sua reta final na Câmara dos Deputados. Bem menos previsível, porém, será o último — e mais importante — momento na Casa, que deve ter início na sexta-feira: a sessão em que os deputados enfim decidirão se autorizam a abertura do processo contra a petista. As discussões na comissão, que por 38 votos a 27 emitiu parecer recomendando o afastamento de Dilma, foram bastante longas — começaram na sexta, avançaram pela madrugada, foram interrompidas no fim de semana e só concluídas nesta noite. E as perspectivas são de que o debate no plenário seja ainda mais longo. No pedido de afastamento, a presidente é acusada de crimes de responsabilidade no mandato passado, com as "pedaladas fiscais", e no atual, com o prosseguimento das manobras e a assinatura de decretos de abertura de crédito sem autorização do Congresso, além de improbidade administrativa por omissão no caso de corrupção na Petrobras. Comissão Especial da Câmara vota pelo impeachment de Dilma Ao aceitar a peça assinada pelos juristas Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu apenas parte das denúncias. Logo, o que a Câmara avalia concretamente é se houve crime nas contas em 2015. Na defesa da presidente, o ministro José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União) afirmou que afastá-la por causa das "pedaladas fiscais" seria um "golpe" à Constituição. "Não há impeachment no sistema presidencialista sem situação de gravidade extrema", argumentou. Cardozo disse também que os decretos de abertura de crédito não elevaram os gastos do governo — segundo ele, houve apenas um remanejamento de despesas. Entenda, a seguir, o que ocorre agora: Quando deve ocorrer a votação no plenário? Votado nesta segunda-feira, o parecer deve ser lido nesta terça no plenário da Câmara e publicado no dia seguinte. A partir daí, ele precisa ser inserido em até 48 horas na ordem do dia da próxima sessão. Espera-se que, com isso, o debate em plenário seja iniciado na sexta-feira, e que a votação prossiga até o domingo. Diante da turbulência que vem por aí, a Câmara até já mandou restringir o acesso a seu prédio entre a quinta e o próximo dia 21: só pessoas credenciadas poderão entrar. Como vai ser a votação no plenário? Para quem tiver a intenção de assistir a tudo, a recomendação é se preparar para passar o dia (e talvez noite) na frente da TV. Isso porque, além dos debates que irão preceder a votação em si, a Constituição prevê que os votos sejam nominais, ou seja, que todos os deputados profiram os seus individualmente. Numa Casa formada por 513 integrantes, isso tudo requer bastante tempo. Quantos votos serão necessários para o processo avançar? Para que o impeachment avance, são necessários 342 votos a favor da continuidade do processo. Isso significa que dois terços do total de 513 deputados terão de decidir que Dilma cometeu crime de responsabilidade. Além dos votos contrários ao impeachment, ausências e abstenções também contam em favor da presidente. Dilma pode ser afastada após a decisão da Câmara? Não. Caso os deputados decidam pelo avanço do processo, a tramitação será remetida ao Senado. Dilma só seria afastada se o plenário decidir, por maioria simples (ao menos 41 dos 81 votos), dar início ao processo autorizado pela Câmara. Se isso ocorrer, a presidente teria de sair temporariamente do cargo, por até 180 dias, enquanto esperaria o julgamento final pelos senadores. Enquanto isso o vice, Michel Temer (PMDB) assumiria a cadeira. Caso o Senado não concluísse o processo nesse prazo, Dilma reassumiria e aguardaria a votação no exercício do mandato. Como seria o julgamento pelo Senado? O procedimento não é chamado de julgamento à toa: a Constituição estabelece que o presidente do Supremo Tribunal Federal deve comandar a sessão no Senado. Além disso, há protocolos como discursos da acusação e da defesa, assim como ocorre em um júri comum. Segundo a Carta Magna, o presidente do STF deve fazer um relatório resumido da denúncia, das provas apresentadas pela acusação e da defesa antes que os senadores votem nominalmente – com direito a discurso, assim como ocorre na Câmara. Seriam necessários os votos de no mínimo dois terços da Casa, ou 54 senadores, para que Dilma perdesse definitivamente o mandato. Como resultado desse desfecho, o vice ocuparia o cargo até o fim do mandato e ela ficaria inelegível por oito anos. Se o impeachment não recebesse os votos necessários, a presidente seria absolvida e retomaria suas funções. |
| Impeachment não é golpe porque está previsto na Constituição, afirma Gilmar Mendes Posted: 11 Apr 2016 04:46 PM PDT Antonio Cruz/ Agência Brasi29.03.2016/ O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente eleito do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, disse que o processo de impeachment não é um golpe, mas sim uma discussão retórica, porque está previsto na Constituição. — Nós já tivemos um outro episódio em 91, 92, quando foi o processo de impeachment do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, e na época se falou em golpe, mas é uma previsão constitucional que se pode acolher ou rejeitar. Gilmar, porém, não quis comentar o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff discutido na tarde desta segunda-feira (11) em comissão da Câmara dos Deputados. — Vamos aguardar. É um processo do Congresso, de deliberação política. Sobre pedidos de impeachment do vice-presidente Michel Temer, Mendes tratou o assunto como um processo que terá um trâmite igual a outros. — Haverá um agravo regimental, será submetido ao plenário do STF, como todas as outras matérias. Questionado sobre o que achava do áudio vazado de Temer, o ministro informou que não teve a oportunidade de ouvir o material, embora tenha ouvido relatos sobre o conteúdo. — Então, não tenho juízo seguro sobre assunto. Não fiz avaliação sobre tema. Mendes suspendeu os efeitos da posse de Lula como ministro-chefe da Casa Civil e informou hoje que o tema está na pauta do STF e será apreciado no próximo dia 20. — Não houve demora nesse processo. Se eu adotasse o agravo regimental segundo o novo código de processo civil, levaria alguma coisa como 20 dias. Então preferi julgar o mérito, esperando a manifestação da AGU (Advocacia-Geral da União) e parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República). Foi o mais rápido que eu poderia fazer. Segundo ele, o juízo sobre o episódio foi estritamente técnico e não levou em consideração que a presença de Lula no ministério poderia "atrapalhar" o processo de impeachment de Dilma. — Não fiz essa consideração, até porque se o Lula era imprescindível ao governo poderia estar nele desde o primeiro dia. O ministro voltou a falar que é contra vazamento seletivo de delações, interceptações telefônicas. — Não são condizentes com o direito. E o que falei na semana passada não é especificamente sobre o material vazado do ex-presidente Lula, disse no geral. Em algum momento temos que discutir isso, reorganizar sistemática, e colocar um pouco de ordem. Não cumprimento e não louvo vazamentos. São atos ilegais, merecem ser devidamente censurados. Tem que se ordenar isso em algum momento. Mendes disse ainda que hoje há o que chamou de "segredo de polichinelo: alguém vaza com alguma segurança e toda hora se anuncia inquéritos para apurar vazamentos e que resultam em novos vazamentos. Cassação no TSE Gilmar assumirá o comando do TSE em 12 de maio e afirmou que a prioridade será a realização das eleições em outubro. Questionado se o seu primeiro trabalho como presidente do Tribunal será analisar a ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, o ministro disse que não. — Esse trabalho está em fase incipiente, inicial. Talvez se consiga analisar no segundo semestre, talvez ano que vem. Passamos muito tempo discutindo a admissibilidade da ação. O ministro ainda avaliou que o momento atual do País pode ser uma oportunidade "de ouro" para se realizar uma reforma política que até então "parecia impossível". — Nós estendemos demais as práticas negativas da vida política, partidária. Todo esse modelo corrompido de relações entre empresas, partidos e poder, acredito que poderá ser revisto, a partir desse trabalho louvável da Operação Lava Jato. |
| Comissão aprova relatório favorável a impeachment de Dilma por 38 votos a 27 Posted: 11 Apr 2016 04:42 PM PDT BRASÍLIA (Reuters) - A comissão especial que analisou o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff aprovou nesta segunda-feira o relatório favorável à instauração do processo de impedimento de autoria do deputado Jovair Arantes (PTB-GO). O texto de Jovair foi aprovado por 38 votos a 27 na comissão. O parecer terá de ser analisado agora pelo plenário da Câmara dos Deputados, onde são necessários os votos de 342 dos 513 deputados para autorizar o Senado a instaurar processo contra a presidente. Os senadores terão então de decidir se referendam a posição da Câmara. None (Reportagem de Maria Carolina Marcello e Cesar Bianconi) |
| Comissão Especial da Câmara vota pelo impeachment de Dilma Posted: 11 Apr 2016 04:37 PM PDT Comissão Especial da Câmara aprovou relatório favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff Estadão Conteúdo A Comissão Especial do Impeachment da Câmara aprovou, nesta segunda-feira (11), o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) favorável ao impedimento da presidente Dilma Rousseff. Foram 38 votos favoráveis ao impeachment e 27 contrários. Não houve abstenção. O parecer segue agora para o plenário da Casa, onde é necessário o apoio de ao menos 342 dos 513 deputados para levar o caso para o Senado. A votação no plenário da Câmara está prevista para domingo (17). Caso o Senado aprove, por maioria simples, a abertura do processo, a presidente Dilma Rousseff será afastada por até 180 dias. Nesta segunda-feira, Arantes foi aplaudido pelos deputados pró-impeachment ao reafirmar que, na sua opinião, houve crime de responsabilidade. — São fortes os indícios que as transações financeiras relatadas constituíram um tipo de financiamento bancário configurando a prática do crime de responsabilidade. Conclamo os colegas para acompanharem meu voto e pela consequente pela instalação pelo Senado. Temer grava discurso como se impeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados Após a fala de Arantes foi a vez de Cardozo do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, voltar a contestar as acusações contra a presidente. Ele recebeu o apoio dos governista. — Este processo de impeachment é nulo e as denúncias, na forma em que foram ofertadas, improcedentes. Após a fala de Cardozo, o presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), decidiu conceder aos líderes dos partidos na comissão tempo igual de dez minutos para encaminhar a votação do parecer. O momento mais tenso foi quando o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) colocou no microfone áudio de discurso "pós-impeachment" que o vice-presidente Michel Temer havia preparado. O áudio vazou antes da votação da comissão. — Quero mostrar ao Brasil o homem que está tentando, no próximo domingo, ser presidente do Brasil. É o maior conspirador, maior traidor do Brasil. Antes da votação, houve ainda um bate-boca generalizado porque parte dos parlamentares queria ver o painel de votação — algumas cadeiras impediam a visão. A discussão do parecer havia começado na sexta-feira à tarde e foi até 4 horas da manhã de sábado, uma sessão que durou cerca de 12 horas. Próximos passos Agora, com o prosseguimento do processo de impeachment para o plenário da Câmara, o pedido deve começar a ser debatido já na próxima sexta-feira (15) na Casa. A Constituição prevê que todos os votos sejam nominais. Isso quer dizer que todos os 513 deputados terão o direito de se pronunciar e defender seu voto. Para que o impeachment deixe a Câmara e siga para o Senado Federa, são necessários 342 votos conta a presidente. Ausências e abstenções contam em favor da presidente. Caso a o processo seja direcionado para o Senado, Dilma seria afastada com a maioria simples (41) dos votos favoráveis ao impeachment. Se isso ocorrer, a presidente deixaria o cargo por um período de até 180 dias, enquanto espera pelo parecer final dos senadores. Nesse período, quem assume a presidência é o vice Michel Temer. No Senado, a votação seria comandada pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Na sessão, para que a presidente tenha o mandato cassado e dar lugar a Temer, são necessários os votos de, no mínimo, dois terços da Casa (54). Por outro lado, se o impeachment não receber os votos necessários, a presidente seria absolvida e retomaria suas funções. |
| Rio tem ato "pela democracia" com presença de Lula e Chico Buarque Posted: 11 Apr 2016 04:24 PM PDT Organização fala em 50 mil pessoas presentes em ato na Lapa nesta segunda Ricardo Borges/Folhapress Artistas se reúnem na noite desta segunda-feira (11) em ato a favor do governo da presidente Dilma Rousseff e "pela democracia". No palco da Fundição Progresso, centro do Rio de Janeiro, nomes como Chico Buarque e Beth Carvalho declararam apoio à presidente e se opuseram ao processo de impeachment. O ex-presidente Lula também esteve no ato, mas não discursou. Tico Santa Cruz, Gregorio Duvivier, Flávio Renegado e Wagner Moura (em vídeo) falaram em favor da presidente. Beth Carvalho parabenizou a militância brasileira e relembrou que está "convicta da obrigação em defender a democracia". Chico Buarque agradeceu as demonstrações de amor do público e disse que estará junto com a juventude "em defesa da democracia". O cantor também disse que "não vai ter golpe". O compositor e cantor Nelson Sargento, de 91 anos, disse que "não iria dormir sossegado se não estivesse aqui hoje". Lula e Chico estiveram presentes em ato a favor do governo Luciano Belford/FramePhoto/Folhapress | Jose Lucena/Futura Press/Folhapress A expectativa é que alguns dos artistas presentes no ato se apresentem em um segundo palco, montado nos Arcos da Lapa. Segundo a organização, 50 mil pessoas estiveram presentes no ato. |
| Posted: 11 Apr 2016 04:19 PM PDT Marina aparece bem posicionada em pesquisas de intenção de voto para a Presidência Vagner Campos/30.set.2014/MSILVA Online A Rede, partido da ex-ministra Marina Silva, afirmou em nota nesta segunda-feira (11) que existem elementos para que a Câmara dos Deputados vote pela admissibilidade do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e sinalizou que irá liberar seus deputados sobre a votação. — A Rede Sustentabilidade entende que existem elementos que justificam a admissibilidade do processo contra a presidente Dilma para que a necessária investigação dos atos de improbidade administrativa previstos na Constituição siga seu curso no Senado, de acordo com o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal. Em nota, a Rede voltou a defender uma nova eleição presidencial e pediu celeridade ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na análise dos processos que podem resultar na cassação de Dilma e de seu vice Michel Temer, assim como pediu que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), instale uma comissão especial para analisar um pedido de impeachment contra Temer. — É importante ressaltar que a Rede tem como princípio fundante primar pelo respeito à pluralidade das posições e opiniões que se expressam através de suas lideranças e filiados sobre os diversos temas e, nesse caso, não agirá de modo diferente. Marina aparece bem posicionada em pesquisas de intenção de voto para a Presidência e, caso Dilma e Temer renunciem ou sejam cassados até o final deste ano, novas eleições diretas terão de ser convocadas. Caso isso aconteça no ano que vem, a eleição seria indireta. A comissão especial da Câmara que analisa a admissibilidade do pedido de instauração de processo de impeachment contra Dilma votará nesta segunda o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) favorável à abertura de processo de impeachment. Depois disso, caberá ao plenário da Câmara votar sobre o pedido de impeachment. São necessários 342 votos dos 513 deputados para que a Câmara autorize a instauração de procedimento de impedimento, que ainda precisará ser referendada pelo Senado. |
| Para Planalto, áudio de Temer 'escancara conspiração' contra Dilma Posted: 11 Apr 2016 04:00 PM PDT Assessores da presidente Dilma acham ainda que o vazamento "foi um tiro no pé" do próprio Temer Marcelo Camargo/07.04.2016/Agência Brasil O ministro Jaques Wagner, da chefia de Gabinete da presidente Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira (11) que o vice-presidente Michel Temer, ao gravar um áudio para os parlamentares, como se o processo de impeachment tivesse sido aprovado na Câmara dos Deputados, deixa clara a "marca de patrocinador do golpe". Segundo Jaques Wagner, o áudio "foi um desrespeito aos parlamentares que ainda não votaram nem o relatório da Comissão de Impeachment". A fala de Temer causou surpresa no Planalto, mas a avaliação geral foi de que o vazamento do áudio em que Temer diz estar preparado para assumir a Presidência, antes mesmo da votação do processo de impeachment na Câmara, foi bom para Dilma. De acordo com interlocutores da presidente, isto "escancara que há uma conspiração para tirá-la do cargo", reforçando a ideia de que tudo não passa de um "golpe". Leia mais notícias de Brasil e Política Temer grava discurso como se impeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados Assessores da presidente Dilma acham ainda que o vazamento "foi um tiro no pé" do próprio Temer e de seus aliados porque faz "cair a máscara" de como ele age, conspirando o tempo todo contra o governo. Prova ainda as afirmações que vinham sendo feitas de que ele estava tramando contra a presidente Dilma, desde o início. Apesar disso, no Planalto, auxiliares de Dilma acreditam que não houve vazamento, mas sim a divulgação intencional do que Temer pensa e o que quer fazer. Em seu Twitter, Jaques Wagner afirma que o governo ainda está trabalhando tanto na Comissão Especial quanto no plenário "para deter a marcha do golpe". O governo avalia que melhoraram as condições para a presidente Dilma nas últimas horas. Na sexta-feira (8), a avaliação era de que o quadro tinha piorado e que os votos estavam na casa dos 180 votos. Nesta segunda, a conta era de 200 votos, pela manhã, e agora já chega a 208. Não estou dizendo novidade, afirma Temer sobre áudio em que antecipa impeachment Em seu Twitter, Jaques Wagner diz que "a disputa final acontecerá no domingo, dia em que sairemos vitoriosos com mais de 200 votos contrários ao impeachment de @dilmabr". Wagner lembra que "a votação de hoje é só a primeira etapa da batalha". Comissão Para esta segunda, o governo diz que "os ventos melhoraram", embora reconheça que é difícil vencer na comissão. Uma das planilhas governistas, no entanto, estaria apontando para o empate na comissão, deixando para o presidente deputado Rogério Rosso (PSD-DF) o "voto minerva" de desempate. Embora muitos aleguem que Rosso está ao lado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Planalto, há um entendimento que a pressão do ministros das Cidades, Gilberto Kassab, do mesmo partido dele o PSD, teria uma influência. De acordo com Wagner, "mesmo que eles ganhem, será por uma margem apertada, será a vitória do time que precisava fazer sete gols e fez dois". Já o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, disse que está "estupefato" com o áudio de Temer e admitiu que está disputando uma eleição indireta. "Ele está confundindo a apuração de eventual crime de responsabilidade da presidente Dilma com eleição indireta", completou. |
| Uso de roupa vermelha por alunos causa polêmica em escola pública de Brasília Posted: 11 Apr 2016 03:48 PM PDT Diretora da escola disse que chegou a receber uma ligação acusando-a de ser comunista Getty Images Projeto educativo de uma escola pública de Brasília causou polêmica nas redes sociais nos últimos dias e virou caso de polícia. A orientação para os alunos usarem peças de roupas vermelhas, associada pela direção da escola à responsabilidade no combate à dengue, gerou acusações de apoio ao governo da petista Dilma Rousseff. A diretora disse que chegou a receber uma ligação acusando-a de ser comunista e ameaçando-a. Na semana passada, a Escola Classe 106 Norte, localizada no Plano Piloto da cidade, pediu que os pais vestissem os alunos com "camisetas e/ou assessórios" vermelhos, para uma atividade na última sexta-feira (8), como parte do projeto Cidadão do Mundo. Segundo a vice-diretora, Lisete Prediger, o uso da cor vermelha significava um "alerta" para o combate à dengue. — O Cidadão do Mundo trabalha com cores representando valores. Na sexta-feira, as crianças vieram caracterizadas para explicar a dengue. O vermelho era em tom de alerta para a dengue. E as crianças vieram todas de vermelho. Os pais conhecem o projeto e não tem reclamação nenhuma de pais na escola. Chamada de "pilar da responsabilidade" para a atividade de sexta-feira, a cor vermelha, segundo a vice-diretora, também faz alusão a um dos pilares de sustentação da escola — que são coloridos — e um deles é pintado de vermelho. O projeto que associa os pilares coloridos a valores, acrescenta ela, já existe há quatro anos na escola. Lisete disse ainda que o bilhete enviado aos pais foi modificado e divulgado em redes sociais como se a atividade tivesse alguma motivação política. — Fizeram uma montagem em cima do bilhete da gente e publicaram nas redes sociais. É isso que está causando tanta indignação. A diretora, Edmar Teixeira, disse ter recebido uma ligação fazendo ameaças. Uma pessoa que não se identificou, segundo ela, chamou-a de "comunista", disse que descobriria onde ela morava e iria à sua residência para "infernizá-la". A ligação motivou Edmar a ir, na tarde desta segunda-feira (11), à delegacia registrar ocorrência. A vice-diretora Lisete Prediger ressaltou, no entanto, que a escola tem recebido apoio dos pais dos alunos. Disse que a atividade aconteceu na sexta-feira, como previsto, e hoje, durante a entrada dos alunos, a direção da instituição recebeu mais uma série de manifestações de apoio. — Fizemos questão de chamar os pais para entrar na escola e explicar. De acordo com Lisete, nenhuma pessoa que se identificou como pai de aluno da escola criticou a atividade da última sexta-feira. O apoio também tem se refletido em redes sociais. Na página da escola no Facebook, várias pessoas se identificaram como pais de alunos e criticaram a polêmica. No mesmo canal, a escola publicou uma nota de esclarecimento, desvinculando a atividade de qualquer intenção política. — Entendemos que as crianças não devem ser condicionadas a atrelar o significado de qualquer cor unicamente a uma questão política e, por isso, não acreditamos que exista doutrinação nessa prática, uma vez que nos posicionamos de maneira politicamente neutra em nossas atividades educativas […]. Estamos cientes que existem inúmeras ferramentas de manipulação, mas rejeitamos fortemente que a educação precise se privar de algo tão natural quanto o uso das cores nas atividades lúdicas e pedagógicas. |
| Partido de Marina diz que há elementos para Câmara aprovar impeachment e sinaliza liberar bancada Posted: 11 Apr 2016 03:27 PM PDT SÃO PAULO (Reuters) - A Rede, partido da ex-ministra Marina Silva, afirmou em nota nesta segunda-feira que existem elementos para que a Câmara dos Deputados vote pela admissibilidade do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e sinalizou que irá liberar seus deputados sobre a votação. Em nota, a Rede voltou a defender uma nova eleição presidencial e pediu celeridade ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na análise dos processos que podem resultar na cassação de Dilma e de seu vice Michel Temer, assim como pediu que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), instale uma comissão especial para analisar um pedido de impeachment contra Temer. Marina aparece bem posicionada em pesquisas de intenção de voto para a Presidência e, caso Dilma e Temer renunciem ou sejam cassados até o final deste ano, novas eleições diretas terão de ser convocadas. Caso isso aconteça no ano que vem, a eleição seria indireta. "A Rede Sustentabilidade entende que existem elementos que justificam a admissibilidade do processo contra a presidente Dilma para que a necessária investigação dos atos de improbidade administrativa previstos na Constituição siga seu curso no Senado, de acordo com o rito estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal", afirma a nota. "É importante ressaltar que a Rede tem como princípio fundante primar pelo respeito à pluralidade das posições e opiniões que se expressam através de suas lideranças e filiados sobre os diversos temas e, nesse caso, não agirá de modo diferente." A comissão especial da Câmara que analisa a admissibilidade do pedido de instauração de processo de impeachment contra Dilma votará nesta segunda o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) favorável à abertura de processo de impeachment. Depois disso, caberá ao plenário da Câmara votar sobre o pedido de impeachment. São necessários 342 votos dos 513 deputados para que a Câmara autorize a instauração de procedimento de impedimento, que ainda precisará ser referendada pelo Senado. None (Por Eduardo Simões) |
| Não estou dizendo novidade, afirma Temer sobre áudio em que antecipa impeachment Posted: 11 Apr 2016 03:24 PM PDT Temer afirma que o áudio seria preparado para ser divulgado antes de o Senado apreciar a abertura do processo contra Dilma Marcelo Camargo/23.02.2016/Agência Brasil O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta segunda-feira (11) que não mudou "um centímetro do que falava" no passado e que "não dizia novidades" na gravação vazada hoje na qual fala como se a Câmara dos Deputados já tivesse aprovado a instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). — Não mudarei um centímetro daquilo que falei no passado. Não estou dizendo novidades porque são teses que tenho sustentado ao longo do tempo. Segundo Temer, o contexto da gravação ocorreu após conversas com "vários companheiros" que o indagavam se estaria preparado para a eventualidade de a Câmara aprovar o processo e encaminhá-lo ao Senado para a decisão de afastar Dilma por 180 dias. Se isso acontecer, segundo o vice-presidente, "certa e seguramente se exigiria uma manifestação minha". — Eu disse, olha, vou fazer o seguinte, vou gravar uma coisa que eu imagino que possa dizer e daí fiz uma gravação onde eu ressaltei pontos que eu tenho defendido ao longo do tempo. Temer grava discurso como se impeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados Na entrevista, Temer repetiu o que pregou na gravação, como a "pacificação absoluta do País, a unidade do País, o chamamento de todos os partidos para um governo, digamos, de salvação nacional". — Aideia de que devemos prestigiar os setores produtivos, ou seja, trabalhadores e empregadores, a ideia que devemos manter e aprimorar os programas sociais. Segundo ele, quando ia enviar a gravação a um amigo, se equivocou e encaminhou o áudio para um grupo, o qual acabou divulgando a matéria. — Mas reitero que aquilo que disse seria exatamente o que eu fiz no passado e continuarei a fazer, dependendo do que acontecer no dia 17. Temer salientou ainda que o áudio seria preparado para ser divulgado, eventualmente, antes de o Senado apreciar a abertura do processo contra Dilma que poderia a afastar do cargo. — Verifiquem a gravação que respeitosamente me dirigi ao Senado Federal, dizendo que cautelosamente temos de aguardar a decisão do Senado. Temer se encontra com Jorge Picciani em busca de apoio do PMDB fluminense Temer reafirmou que independente do futuro do governo seguirá sustentando as mesmas teses e disse não acreditar que o vazamento possa alterar o resultado da votação do processo de impeachment da presidente, prevista para o próximo domingo. Indagado sobre as críticas do ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, que o chamou de golpista após o áudio ser divulgado, Temer evitou uma resposta. — Não vou responder. Certas afirmações não merecem, digamos assim a honra da minha resposta. |
| PF indicia governador de Minas Gerais por corrupção Posted: 11 Apr 2016 03:14 PM PDT Pimentel é alvo da Acrônimo por suposto recebimento de vantagens de empresas que mantinham relações com o BNDES Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados A PF (Polícia Federal) indiciou criminalmente o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O enquadramento penal de Pimentel ocorreu no inquérito da Operação Acrônimo. Segundo a PF, o governador teria favorecido uma grande revendedora de veículos. A PF também indiciou Pimentel em outro inquérito - desmembramento da Acrônimo - por crime de falsidade ideológica eleitoral. Pimentel havia sido intimado para depor na sexta-feira (8), mas não compareceu. O governador é alvo da Acrônimo por suposto recebimento de vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituição subordinada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que ele comandou de 2011 a 2014. O indiciamento do governador foi autorizado expressamente pelo ministro Herman Benjamin, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em decisão de fevereiro, o ministro argumentou que, se os policiais responsáveis pelo caso cumpriram as etapas necessárias à investigação, não havia motivo para impedir o indiciamento. No inquérito policial, indiciar corresponde a imputar a algum suspeito a autoria de determinado ilícito penal. Não significa, contudo, que o MPF (Ministério Público Federal) concordará com os argumentos e denunciará o envolvido. No início do ano, a PF pediu ao STJ o indiciamento de Pimentel por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, mas o Ministério Público Federal deu parecer contrário à medida. A PF havia solicitado também autorização para interrogar Pimentel, o que foi permitido por Benjamin. Na Operação Acrônimo, em outra frente de investigação, a PF apura suposta "venda" de portarias que beneficiavam o setor automotivo durante a gestão do petista e de seu sucessor, Mauro Borges, na pasta. Ambos negam. Também há suspeitas de que houve financiamento irregular da campanha do ex-ministro ao governo de Minas, em 2014. Quando o ministro Herman Benjamin autorizou o indiciamento de Pimentel, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay disse que não se pronunciaria sobre a decisão, pois ela era sigilosa. Ele afirmou que o petista sempre esteve à disposição para colaborar com as investigações e não as teme. Resposta Em nota, o advogado Eugênio Pacceli, responsável pela defesa de Pimentel, afirmou que o petista "tem todo o interesse em depor, porém, nos limites da lei e com obediência à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. A defesa roga, ainda, seu direito a ter todas as informações sobre o processo, disponíveis antes de seu depoimento. Assim sendo, esperamos que o Ministério Público Federal (MPF) permita que o Governador exerça seu direito de ser ouvido no âmbito adequado, tal como já reconheceu a ilegalidade do indiciamento no âmbito do STJ". |
| CPI dos Fundos de Pensão adia apresentação do relatório final Posted: 11 Apr 2016 12:18 PM PDT Deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) é o relator da comissão Luis Macedo/11.04.2016/Câmara dos Deputados Os membros da CPI dos Fundos de Pensão decidiram adiar a apresentação do relatório final do colegiado, que estava prevista para a tarde desta segunda-feira (11). Como justificativa para requerer o adiamento, o relator da comissão, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), argumentou que o surgimento de novos fatos e informações nos últimos dias tornou necessária a complementação do parecer. O relatório — que trará dezenas de pedidos de indiciamento, sugestões de aprimoramentos nos fundos e recomendações de melhoria de controle — terá mais de 700 páginas. Apesar da previsão para que o texto fosse apresentado hoje, Souza pediu mais 24 horas de prazo para acrescentar informações. Isso porque no último fim de semana, a Polícia Federal indiciou sete investigados na Operação Positus por fraudes no período entre 2006 e 2011 na gestão de recursos do Postalis, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios. Leia mais notícias de Brasil e Política Além disso, o juiz Sérgio Moro autorizou no fim da semana passada a liberação à CPI de dados em sigilo de Adir Assad, suspeito de usar suas empresas para lavar dinheiro aplicado pelos fundos de pensão, colaborando para que tivessem prejuízos. Souza disse ainda que precisa de mais tempo para analisar autos de infração promovidos pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) sobre a Funcef, dos empregados da Caixa. Com o adiamento, a leitura do relatório ficou agendada para esta terça-feira, 12, às 14h30. A votação do parecer está marcada para a quinta-feira (14). "Deixar a leitura para amanhã não trará prejuízo na votação do relatório", disse o deputado, ressaltando que a decisão não tem relação com o ambiente político conturbado que vive a Câmara nesta semana, com a votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O texto final deve pedir o indiciamento de até 200 pessoas envolvidas em esquemas fraudulentos que deram prejuízo de mais de R$ 3 bilhões a quatro das maiores entidades de previdência complementar do País. A comissão analisou mais detalhadamente 15 casos que apontaram fraude e má gestão dos investimentos feitos pelos dirigentes da Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), da Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e do Postalis (Correios). |
| Temer grava discurso como se impeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados Posted: 11 Apr 2016 12:02 PM PDT Áudio foi enviado por "acidente" André Dusek/12.03.2016/Estadão Conteúdo O vice-presidente da República Michel Temer, presidente licenciado do PMDB, enviou a pelo menos 15 parlamentares um áudio em que faz um discurso como se o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff já tivesse sido aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados. O áudio de 13 minutos e 51 segundos foi obtido primeiramente pelo jornal Folha de S.Paulo na tarde desta segunda-feira (11). Na gravação, Temer diz que "agora, quando a Câmara dos Deputados decide por uma votação significativa declarar a autorização para a instauração de processo de impedimento contra a senhora presidente, muitos me procuraram para que eu desse pelo menos uma palavra preliminar à nação brasileira". O vice-presidente continua ao dizer que faz a declaração "com muita modéstia, com muita cautela, com muita moderação, mas também em face da minha condição de vice-presidente e naturalmente de substituto constitucional da senhora presidente da República". A assessoria do vice-presidente confirmou a veracidade do áudio e disse que ocorreu um "envio acidental" para "um grupo de parlamentares" por meio de uma rede social. O vice diz que a "grande missão" agora é a "pacificação do país, da reunificação". — Estou repetindo o que venho pregando há muito tempo. (...) Aconteça o que acontecer, é preciso um governo de salvação nacional, e portanto de união nacional. Ele pede a união e colaboração de todos os partidos em prol da unidade nacional, porque sem isso não será possível sair da crise. — Como muitos dizem, tenho certeza que a mudança pode gerar esperança, e isso pode gerar investimentos. Leia o início da gravação e, ao final, ouça a gravação: "Eu quero neste momento me dirigir ao povo brasileiro para dizer algumas das matérias que penso devam ser por mim agora enfrentadas. E o faço naturalmente com muita cautela, porque na verdade sabem todos que, há mais de um mês, eu me recolhi, exata e precisamente para não aparentar que estaria cometendo algum ato, praticando algum gesto, com vistas a ocupar o lugar da senhora presidenta da República. Recolhi-me o quanto pude, mas evidentemente nesse período fui procurado por muitos que estão aflitos com a situação do nosso país. Mas agora, quando a Câmara dos Deputados decide por uma votação significativa declarar a autorização para a instauração de processo de impedimento contra a senhora presidente, muitos me procuraram para que eu desse pelo menos uma palavra preliminar à nação brasileira, o que eu faço com muita modéstia, com muita cautela, com muita moderação, mas também em face da minha condição de vice-presidente e naturalmente de substituto constitucional da senhora presidente da República. E desde logo eu quero afirmar que temos ainda um longo processo pela frente, passando pelo Senado Federal, então todas as minhas palavras levarão em conta apenas a decisão da Câmara dos Deputados e portanto também as minhas palavras são provisórias, já que nós temos que aguardar e respeitar a decisão soberana que o Senado Federal proferirá a respeito desse tema, seja quanto à admissibilidade da autorização, seja quanto ao final o julgamento propriamente dito". |
| Picciani libera bancada do PMDB a votar como quiser na comissão do impeachment Posted: 11 Apr 2016 11:44 AM PDT Leonardo Picciani liberou os peemedebistas a votar como queiram Luis Macedo/17.02.2016/Câmara dos Deputados O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), liberou nesta segunda-feira (11) a bancada a votar como quiser na Comissão Especial do Impeachment. Com uma bancada dividida, o anúncio de Picciani já era esperado e foi aplaudido pelo plenário. — É razoável que os votos sejam dados com a consciência. Picciani foi o primeiro a usar os 10 minutos do tempo de liderança para se manifestar no plenário. Em seu discurso, Picciani disse que o julgamento será feito pelo curso da história e que seja qual for o desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, "ainda teremos um grande caminho pela frente". Ele revelou que recebeu muitas mensagens nos últimos dias, seja de defensores do impedimento, seja de defensores do mandato de Dilma. Ele lembrou que votou no Aécio Neves (PSDB-MG) para a presidência da República, mas disse que não se filia aos que defendem a tese de que a eleição não foi legítima. O peemedebista disse que faltou tanto ao tucano quanto à petista capacidade de pensar no País e que, se o perdedor não se resignou ao aceitar o resultado das urnas, à vencedora faltou o diálogo. — Faltou a capacidade de quem ganhou estender as pontes e buscar uma unidade no País. Picciani encerrou seu discurso afirmando que sua preocupação é com o "passo seguinte" ao impeachment. |
| Terra natal de Lula ainda dá voto de confiança a ex-presidente Posted: 11 Apr 2016 11:19 AM PDT 03.08.2005/AGLIBERTO LIMA/ESTADÃO CONTEÚDO Nos últimos meses, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter arregimentado desconfianças País afora — apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto á Presidência — , mas em sua terra natal permanece querido e admirado. Segundo a certidão de nascimento, Lula é de Garanhuns, município no meio do agreste, a 230 quilômetros do Recife. Oficialmente, porém, agora é egresso de Caetés, que, ao se emancipar, em 1963, levou junto a área onde o ex-presidente nasceu e onde hoje vivem seus parentes. "Lula é um filho da terra, que saiu daqui e foi presidente da República. Tem que ser querido", diz o prefeito Armando Duarte, do PDT, eleitor assumido de Lula. — A gente sabe o que está acontecendo hoje, mas no tempo em que esteve na Presidência da República, ele trabalhou muito e trabalhou pela pobreza, e Caetés, como é a maioria dos municípios no interior do Nordeste e do Brasil, é pobre. Pequena e sossegada, a cidade tem umas poucas ruas e uma praça central, onde se concentra o comércio. O pórtico da entrada traz os dizeres "Terra da Energia Eólica". É preciso continuar na rodovia principal cerca de 5 quilômetros para entender de onde vem tal designação. O maior parque eólico do Estado corta o município criando um cenário típico do século 21. A maior parte da cidade, porém, ainda tem um pé no século passado. Apesar de o Brasil ter se transformado num país urbano, em Caetés mais de 70% dos 27 mil habitantes ainda vive, como um dia Lula viveu, na zona rural — foram, são ou têm parentes agricultores que plantam para viver. A seca, que obrigou a família de Lula a migrar para São Paulo, ainda assola a localidade. Nos períodos de estiagem severa, como agora, o abastecimento depende de carros-pipa, a maior parte deles fornecida pelo poder público, em especial o governo federal. Em conversas nas calçadas das ruas, em pouco tempo, se percebe que entre os moradores, em sua maioria gente simples e franca, prevalece o consenso de que Lula foi o primeiro homem público a governar para os mais pobres. "Para a pobreza, foi o melhor que teve, outro que nem Lula vai demorar e eu voto nele 20 vezes", diz Irenildo da Silva, 30 anos, lavrador. "Para mim ele é o herói do Brasil", diz Roberto de Almeida, 42 anos, autônomo. Lula seria algo como um divisor entre a privação absoluta e um novo mundo de oportunidades. "Me criei numa pobreza danada, comendo caborja, um peixe que dá na lama", diz Lupércio Azevedo de Moraes, 43 anos, agricultor. "O nordestino nunca teve uma chance no País, como a que tem agora: hoje as nordestinas e os nordestinos estão na faculdade e eu mesmo, que nunca pude possuir nada, se eu quiser comprar uma motinha, compro — tô que nem um deputado, tenho celular e roupas", diz, abrindo a jaqueta e balançado os pés para mostrar os tênis. A faculdade em questão é a unidade da Universidade Federal Rural de Pernambuco, aberta em 2005, em Garanhuns, como parte do projeto de expansão do sistema federal de Ensino Superior, iniciado na gestão de Lula. "Antigamente, aqui na nossa região, para se fazer faculdade, só mesmo sendo filho de rico, mas aí vieram os polos da Federal para cá, para Garanhuns, pertinho", diz a professora Aline dos Santos, 28 anos. — Isso sem falar nos benefícios para o homem do campo, com muitos projetos que incentivaram a agricultura familiar. Na opinião dos moradores, se ficar provado, pelas investigações da Lava Jato, que Lula cometeu algum crime, ele precisa pagar. Mas por lá prevalece a crença de que ele é inocente. "Querem que Lula seja um ficha-suja porque não querem ele nos cascos deles", diz Paulo Gomes, 57 anos, comerciante. — Se não sujar o Lula agora, se deixar ele sair limpo dessa, vai ser o próximo presidente. A presidente Dilma Rousseff, que na última eleição recebeu quase 95% dos votos em Caetés, também estaria sendo injustiçada e traída. "Eu acho uma covardia o que estão fazendo com ela", diz a professora Gilda Alves Cordeiro, 58 anos. — Naquele PMDB não tem nenhum santo. Tem? Agora querem sair e deixar ela sozinha com o barco andando? Se ela entrasse hoje, eu votava nela novamente. Família Entre os familiares, as certezas em relação à idoneidade de Lula são ainda maiores. "É tudo invenção: se Lula quando era pobre não inventou certas coisas, por que ia fazer agora? Ele foi presidente por duas vezes, para que ia fazer essa tolice?", afirma Gilberto Ferreira, primo de Lula. Agricultor aposentado, ele mora numa casa simples, ao lado de um posto de saúde que, por coincidência, leva o nome de Dona Lindú, o apelido da mãe de Lula. Para Gilberto, a polêmica em torno do primo é "inveja". O irmão de Gilberto, Antonio Ferreira, tem a mesma convicção: "Estou tranquilo sobre as coisas que falam de Lula, porque é tudo invenção", diz. — Lula não tem como ter feito o que dizem. Toda vida foi um homem honesto. Antonio vive como pequeno agricultor no sítio Várzea Comprida, nas terras da família, na área rural, onde pouca coisa mudou. Sua casa, um rancho entre pés de mandioca, está ao lado da propriedade que foi dos pais de Lula. De lá se avista o ponto da estrada, que ainda é de chão batido, onde Lula tomou o pau de arara. |
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